Francisco Jr. admite diálogo mas nega convite oficial para assumir secretaria

Deputado do PSD confirma que tem conversado com governador Marconi Perillo e comenta possibilidade de integrar primeiro escalão 

Francisco Jr. | Foto: Renan Accioly / Jornal Opção

Cotado para assumir alguma pasta na reforma de secretariado que Marconi Perillo (PSDB) pretende implantar, o deputado estadual Francisco Jr. (PSD) admite que tem conversado com o governador, mas nega ter sido oficialmente convidado. “Já tive várias conversas com Marconi a respeito do governo, nas quais pude ser ouvido e manifestar minha opinião, então fico honrado e lisonjeado em ser lembrado desta forma, mas não houve convite”, afirmou.

O deputado acredita que não existe muita definição mesmo por parte do próprio governador e, portanto, prefere não adiantar posicionamento caso lhe seja oferecida alguma secretaria. “Ele tem conversado com muito gente, então acho que não houve nenhum convite oficial de fato. Quando houver, se houver, vamos avaliar. Tudo depende de qual pasta seria oferecida, se eu achar que tenho condições de contribuir, ainda é tudo muito hipotético.”

Francisco Jr. é cotado para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Goiás. Até agora, a única mudança no primeiro escalão do governo já efetivada foi a chegada de Fernando Navarrete, que desde a última sexta-feira (6/1) comanda a Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás.

Presidente da Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa durante o último biênio, Francisco Jr. afirma que a expectativa é de que Navarrete avance na proximidade e bom diálogo entre a pasta e o Legislativo, como fez a então secretária Ana Carla Abrão.

“Ana Carla foi talvez a secretária que mais esteve presente na Comissão de Finanças e na Assembleia, sempre disposta a conversar com os deputados e tirar dúvidas. Navarrete também é de diálogo e tenho certeza que vai avançar ainda mais neste sentido”, disse Francisco Jr., lembrando medidas do pacote de austeridade do governo que foram aprovadas no fim do ano passado.

“São leis duras, difíceis, que precisam ser explicadas e detalhadas, e ninguém melhor para fazê-lo do que o titular da pasta, que precisa ter disposição de ouvir e argumentar para encontrarmos a dosagem certa. É na Casa Legislativa que temos o espaço democrático para ouvir a oposição e os sindicatos e melhorar o projeto de forma que favoreça o Estado e não prejudique a população”, completou.

Parte do Pacote de Austeridade apresentada pelo governo de Goiás deve voltar à pauta da Assembleia em fevereiro. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que tramita na Assembleia Legislativa sob o protocolo nº 3548/16 limita os gastos correntes dos Poderes estaduais e dos órgãos governamentais autônomos por 10 anos.

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