“Enredo de país latino-americano de quinta”, diz Demóstenes sobre queda de Temer

Para o ex-senador, agora filiado ao PTB, queda do peemedebista só agravaria a atual crise política em que passa o País

Ex-senador durante evento de filiação ao PTB | Foto: Ruber Couto

Durante evento que oficializou sua filiação ao PTB, nesta segunda-feira (17/7), o ex-senador Demóstenes Torres concedeu entrevista à imprensa e comentou sobre o atual cenário político no Brasil. Um dos temas tratados pelo político foi a denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer (PMDB).

Para o ex-senador, a queda do peemedebista só agravaria a atual crise política em que passa o País, o que, define ele, não passa de uma tentativa de denegir a imagem da classe, dando a impressão de que “nenhum político presta”.

“É justamente o político que vai acabar com essa crise. Se derrubarmos presidente Temer, em seguida entra Rodrigo Maia, que deve cair, depois Eunício Oliveira, que deve cair também, chega a ministra Cármen Lúcia para convocar eleição indireta para que alguém leve a eleição até o fim do ano que vem, e no meio tem uma eleição direta, isso é enredo de país latino-americano de quinta categoria, temos que trabalhar para que haja estabilidade”, explicou.

Questionado se o Judiciário contribui para a mencionada crise política, Demóstenes afirma que tanto a Justiça quanto o Ministério Público devem combater efetivamente a corrupção, mas ressalva que “quem governa é o político” e “não pode ser um juiz”. “Sou promotor e posso dizer isso, membros do MP e do Judiciário se quiserem governar, têm que disputar eleição”, asseverou.

Por fim, o ex-senador também comentou sobre a situação do ex-presidente Lula, condenado a nove anos de prisão pelo juiz Sergio Moro e que baseia sua defesa na ausência de provas por parte do Judiciário. Desafeto confesso do petista, Demóstenes reitera o argumento utilizados pelos advogados do petista

“Só conheço o que aconteceu pelos jornais, digo o seguinte, o presidente Lula, tenho certeza foi um daqueles que ajudou a cortar minha cabeça, trabalhou contra, Dilma e alguns caciques do Senado, mas não posso deixar que isso turve minha mente, então o que vejo é para condenação, tem que ter prova direta, e se houve, muito bem, senão segunda instância vai revisar condenação”, finaliza.

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Senador Demóstenes não aprendeu a lição. Voltou dando o passo errado. No partido de Jovair Arantes e defendendo Temer. Vai ter uma grande decepção nas eleições.

Não chame Senador quem não o é. Quanto à lição, passo errado, partido cujo “dono” é Jovair, defendendo Temer, decepção nas eleições, parece até o Marconi Perillo falando.
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