Empresários denunciam boicote à inauguração de boate na pecuária de Goiânia

Proprietários do Rancho Bulls conseguiram decisão judicial contra organização, mas fornecedores estariam sendo barrados.  SGPA nega

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Atualizada para acrescentar informação às 17h45

Um imbróglio envolvendo a Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA) e a edição deste ano da Exposição Agropecuária de Goiânia virou caso de polícia. A poucas horas da inauguração do evento, um grupo de empresários denuncia que está sofrendo boicote por parte da diretoria da SGPA.

Em entrevista ao Jornal Opção, Emival Filho, um dos donos da boate Rancho Bulls, alega que seus fornecedores e colaboradores estão sendo impedidos de entrar no parque de exposição desde a manhã desta quinta-feira (18/5), mesmo com uma decisão judicial que garante o funcionamento do espaço no evento.

Tudo começou, conta ele, na segunda-feira (15/4), quando os empresários foram até a SGPA para pagar o aluguel da boate, cujo contrato foi firmado no começo do ano. Ao solicitar o boleto, no valor de R$ 10 mil, teriam recebido, no lugar, um documento de rescisão contratual por “desacordo comercial”. “Investimos mais de R$ 80 mil na estrutura da boate e a cinco dias da inauguração fomos surpreendidos com tal decisão da SGPA”, lamentou.

Inconformado, o grupo procurou a Justiça e conseguiu, por meio de uma liminar, a garantia de participação no evento. Emival Filho relata que na manhã da última quarta-feira (17), acompanhados de um oficial, notificaram a SGPA da decisão judicial e os preparativos para inauguração da boate Rancho Bulls continuaram normalmente.

No entanto, nesta quinta (18), voltaram a ter problema. No começo da manhã, caminhões de fornecedores foram novamente barrados e a Polícia Militar de Goiás (PM-GO) teve de ser acionada para mediar o conflito. “A SGPA está desrespeitando ordem judicial, estão jogando baixo. É uma arbitrariedade que fazem”, criticou.

Segundo o proprietário, o boicote não se restringe a tentar impedir o espaço de ficar pronto: os organizadores da pecuária de Goiânia também estariam se negando a fornecer bebidas à boate. Como há um contrato de exclusividade, os expositores do evento só podem comercializar produtos de parceiros e patrocinadores. Entretanto, o grupo do Rancho Bulls não consegue comprar o necessário.

Como a inauguração está marcada para a noite desta quinta (18), Emival Filho se diz preocupado e lamenta a postura da SGPA: “Nós já vendemos ingressos, participamos da pecuária há três edições e estamos nessa situação. É um absurdo.”

Apesar de negar ao Jornal Opção que o impasse tenha algo a ver com o escritório que realiza os shows da exposição, consta que haveria insatisfação por parte da WorkShow com o número de boates na edição deste ano. Além do Rancho Bulls, também funcionarão Rancho Toyota, Aldeia e Touro’s.

A inauguração do Rancho Bulls está marcada para às 22 horas desta quinta-feira (18/5) e contará com show da dupla Ivan e Alexandre e discotecagem dos DJs Carrijo e Gui Ramalho.

Outro lado

O Jornal Opção entrou em contato com a assessoria de imprensa da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA), que encaminhou uma nota dizendo que a liminar foi suspensa e a boate Rancho Bulls não tem mais direito de funcionar na pecuária. A SGPA não comentou as denúncias e nem o motivo da disputa com os empresários.

Veja abaixo:

Foi suspensa, no início da tarde de hoje, 18, a liminar que dava direito ao funcionamento da boate Rancho Bulls durante a 72ª Exposição Agropecuária do Estado de Goiás.

A decisão é do juiz de Direito substituto em 2º grau, José Carlos de Oliveira . A decisão foi baseada no intuito de preservar a segurança pública.

Reforma da sentença

No entanto, o mesmo desembargador substituto, José Carlos de Oliveira, proferiu nova sentença, às 17h40, reformando a decisão anterior.

Segundo os autos, a acusação da SGPA de que a boate não teria as licenças e alvarás necessários, o que colocaria visitantes em risco, não é verdadeira. Os empresários apresentaram todos os documentos devidamente expedidos pelos órgãos competentes.

“Diante disso, circunstância que afasta o perigo, pressusposto da concessão do efeito suspensivo, ei por bem retratar a decisão concessiva do efeito suspensivo, para restabelecer a decisão proferida no juízo monocrático”, decidiu.

 

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