Em denúncia ao MP, Kajuru aponta vícios e interferência na eleição da Câmara

Vereador se reuniu com promotora na tarde desta quarta-feira (11/1) para pedir anulação do pleito que elegeu Andrey Azeredo (PMDB)

Reprodução/Facebook

Atualizada às 18h40

O vereador Jorge Kajuru (PRP) esteve na sede do Ministério Público de Goiás (MPGO) para pedir a anulação do pleito do dia 1º de janeiro que elegeu o vereador Andrey Azeredo, do PMDB, presidente da Câmara de Goiânia.

Em vídeos publicados em sua página no Facebook, o apresentador relata que o processo eleitoral sofreu influência direta do contraventor Carlinhos Cachoeira e de empresários do setor imobiliário da capital, conforme noticiou o Jornal Opção em diversas matérias.

Kajuru protocolou três denúncias ao todo, sendo que uma tem como alvos a vereadora Sabrina Garcez (PMB) e seu tio Wladimir Garcez, um dos presos na Operação Monte Carlo em 2012 . Ele destaca, ainda, a indicação da novata do PMB à presidência da Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Casa, fruto, segundo ele, de articulações de Wladimir.

À reportagem, ele garantiu que tem provas contundentes de que houve, de fato, interferência na eleição e alerta para vícios jurídicos. “O próprio regimento da Casa deixa claro que apenas vereadores, imprensa e convidados da presidência podem estar no plenário durante as sessões. Wladimir estava lá, tenho imagens e vídeos. Ele não é vereador, não é imprensa e eu não o convidei, só isso é suficiente para anular todo o processo”, explicou.

De acordo com o artigo 56 do Regimento Interno da Câmara Municipal de Goiânia trata da realizações de sessões ordinárias e, realmente, impede a presença de pessoas alheias no plenário. Veja:

“Durante a realização das sessões somente poderão permanecer na parte interna do lenário, os funcionários designados para secretariar os trabalhos; os representantes da Imprensa, devidamente credenciados, e autoridades públicas ou outras pessoas convidadas pela Presidência, observando o uso obrigatório de paletó e gravata, para os homens, sendo vedado o uso de trajes esportivos, de qualquer espécie, para as mulheres.”

O parlamentar reforçou as acusações, que, segundo ele, foram afiançadas por colegas: “Em gravações no meu gabinete, Romário Policarpo [PTC] e Paulo Daher [DEM], por exemplo, confirmaram que Wladimir comandou uma reunião dentro da CCJ junto a Andrey Azeredo, Bruno Peixoto [deputado estadual do PMDB] e Samuel Almeida [secretário de Governo do prefeito Iris Rezende].”

Todas as denúncias foram levadas à promotora Leila Maria de Oliveira, que irá averiguar as provas apresentadas a partir da abertura de um inquérito administrativo. “Vamos ouvir todas as partes e analisar o material. Se restar comprovado que houve interferência de outros grupos a ponto de afetar o resultado da eleição, entraremos com uma ação”, explicou em entrevista ao Jornal Opção.

Até a publicação da matéria a reportagem não conseguiu contato com o presidente Andrey Azeredo (PMDB). A informação é de que está em viagem.

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Eita. Finalmente alguém de coragem: o problema que, se tiver razão, ele terá que encontrar um(a) promotor(a) e um juiz(a) com o mesmo espírito.

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