Arquiteta goiana participa de congresso internacional sobre urbanismo

Lana Jubé, conselheira federal por Goiás do CAU, esteve em Quito, no 3ª congresso sobre Habitação e Desenvolvimento Sustentável

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Haroldo Pinheiro, presidente nacional do CAU; e a goiana Lana Jubé

A conselheira federal do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU-GO) Lana Jubé participou da 3ª Conferência da ONU Habitat, realizada em Quito, no Equador, que teve como objetivo discutir e propor diretrizes para as questões de habitação e desenvolvimento sustentável das cidades.

Integrante da comitiva oficial que representou a nacional do CAU, ela acompanhou as discussões sobre a chamada Nova Agenda Urbana, na terceira edição do projeto. A cada vinte anos, desde 1976, a ONU promove a conferência internacional.

A primeira foi em Vancouver, Canadá; a segunda, em 1996, ocorreu em Istambul, Turquia. A última, Habitat III, foi realizada em outubro de 2016 em Quito, Equador, primeira cidade declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, em 1978, por ter o centro histórico melhor conservado e menos alterado de toda América Latina.

A escolha de Quito não foi aleatória: a cidade histórica representa as metrópoles marcadas por problemas de mobilidade, déficit habitacional, infraestrutura insuficiente, segregações sociais, alto consumo de energia, escassez de água, especulação imobiliária, serviços de saúde e educação excludentes, crescente trabalho informal, problemas ambientais e planejamento intermitente, questões compartilhadas com milhares de outras cidades do planeta.

O enfrentamento destes quadros de caos é que objetivou a Nova Agenda Urbana, documento aprovado na conferência que visa contribuir para um desenvolvimento urbano sustentável. A sustentabilidade, amplamente discutida e necessária nos dias atuais, foi a marca escolhida para a Habitat III, pretendendo valorizar a urbanização como um motor de desenvolvimento com integração social e igualdade.

Para a conselheira goiana, na medida em que o crescimento das cidades e o surgimento de novas metrópoles são inevitáveis, a governança metropolitana é algo que se impõe, pois as cidades não podem ser mais vistas e geridas como núcleos isolados.

“Não há como pensar em solução única, porém exatamente em razão do volume dos problemas, temos que superar os entraves legais permitindo que planos, governos e governanças destas regiões possam ser implantados e geridos’, diz a conselheira. “Essa territorialidade deverá ser definida como uma unidade federativa, com problemas e interesses comuns que devem ser mediados”, defende.

 

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