Após retirada da Guarda Civil, comerciantes reclamam da falta de fiscalização na 44

Presidente da Associação Empresarial da região diz que a falta de segurança tornou o lugar em “um barril de pólvora prestes a pegar fogo”

Camelôs invadem a rua 44, em Goiânia | Foto: Jairo Gomes

Desde a última semana, o Jornal Opção tem acompanhado a situação do comércio ilegal em Goiânia. Por falta de fiscalização, é possível ver sem dificuldade a concorrência desleal entre camelôs e comerciantes, sujeira das ruas, abundância de produtos falsificados e a inércia por parte da Prefeitura de Goiânia.

Nesta quinta-feira (18/5), fomos à Rua 44, na região central da cidade, e encontramos a mesma situação que em outros locais nas proximidades, como a Avenida Anhanguera.

Em uma rápida passagem pelo polo comercial próximo ao Terminal Rodoviário, é possível ver vários ambulantes nas calçadas e ainda falta de segurança tanto para quem trabalha quanto para quem vai às compras.

De acordo com Jairo Gomes, presidente da Associação Empresarial da Região da 44 (AER-44), a Guarda Civil Metropolitana (CGM) foi retirada da rua pela gestão Iris Rezende (PMDB) e de toda área próxima, o que “atrai invasores, possibilita a tomada por parte dos ambulantes e vira campo fértil para mercadorias que não se sabe a procedência”. “É um barril de pólvora prestes a pegar fogo”, criticou.

Gomes diz ainda que houve um encontro com o prefeito da capital, mas que nada foi feito. “Acertamos uma parceria de fiscalização, mas ele [Iris Rezende] fez exatamente o contrário”, denunciou.

De acordo com o presidente da associação, existe um número pequeno de servidores para fiscalização, mas eles não podem atuar por conta da ausência da GCM. “Do jeito que está lá, se o fiscal tentar agir é morto”, declarou. Além disso, a quantidade de assaltos e o número de usuários de drogas circulantes aumentou na região.

Para ele, a atual situação afasta os compradores que vêm do Brasil inteiro e movimentam cerca de R$ 500 milhões todo o mês e geram 150 mil empregos diretos.

Por fim, Jairo afirma que foi sugerido ao prefeito que doações por parte dos comerciantes ajudem na fiscalização, mas nem isso adiantou. “A fiscalização urbana é obrigação da Prefeitura, mas sabemos que pode haver falta de verba e por isso nos colocamos a disposição”, afirmou.

Procurada, a Prefeitura de Goiânia não se pronunciou e a CGM não respondeu às ligações.

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Quem mandou votar no vô Iris. Tiveram chance de renovar nas eleições e não quiseram, agora veremos o desfecho dessa incansável e interminável novela que dura há anos.

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