Ketllyn Fernandes
A solução do caso Pâmella Munike Gonçalves Volpato, a jovem esmeraldina de 17 anos, que foi assassinada com um tiro na cabeça destinado ao seu namorado, Wallisson Nogueira, 18 anos, no último dia 6 de novembro, parece estar próximo do fim. Encontram-se detidos na DIH (Delegacia de Homicídios de Goiás) os dois principais suspeitos do crime, após terem se apresentado espontaneamente à polícia.
De acordo com o delegado Kleber Leandro Toledo, responsável pelas investigações, o primeiro a procurar a DIH foi Jordanes Guimarães Silva, de 19 anos, que, no último dia 17, prestou esclarecimentos e foi detido. Em 21 de novembro, Ricardo de Araújo Teixeira, de 22 anos, fez o mesmo.
“A partir da prisão deles, a gente prosseguiu interrogando diversas pessoas da família da vítima, que afirmam que Jordanes participou do assassinato. No entanto, o envolvimento dele no crime continuará sendo investigado, pois existe a hipótese de que essas acusações sejam falsas”, informou o delegado. Foi solicitada a prorrogação da prisão temporária dos suspeitos para a confirmação se Jordanes Guimarães participou ou não do crime, frisou Toledo.
Motivação
O delegado explicou que as desavenças entre as torcidas organizadas, "Sangue Colorado", do Vila Nova e "Força Jovem", do Goiás, se intensificaram em meados deste ano, após a morte do torcedor Lucas Arantes. “O pessoal da torcida vilanovense acredita que o namorado de Pâmella estaria envolvido neste crime”. Este fato deu início a ameaças recíprocas entre integrantes das duas torcidas, motivando Ricardo de Araújo a planejar a morte de Wallisson para se defender, após sofrer algumas ameaças, como pontuou o delegado.
“O alvo principal era o namorado da vítima, mas a partir do momento que Ricardo efetuou os disparos em todo o grupo, ele assumiu o risco de atingir os três”, afirmou Toledo. Ricardo Araujo, que já tem uma passagem por porte ilegal de arma de fogo e assumiu ter disparado contra o grupo, responderá por homicídio consumado e por duas tentativas de homicídios qualificados, com penas que podem chegar até 50 anos. Já Jordanes, que não possuía passagens pela polícia, continuará sendo investigado até que sua participação seja confirmada.
Uma terceira pessoa está detida, embora o delegado tenha destacado que ele não participou diretamente do homicídio de Pâmella. Seu envolvimento foi em relação à arma utilizada no crime, vendida dias depois e que “passou de mão em mão” até ser comprada por um jovem de 18 anos, identificado na última sexta-feira, 2. Até o momento, ele se encontra detido por ainda não ter pago fiança pelo porte ilegal de arma.