06/03/12
Pesca Predatória
Semarh incinera mais de 3 toneladas de redes
Maior número de apreensões se dá durante as férias e no período de desova dos peixes

Ketllyn Fernandes

Durante a manhã desta terça-feira, 6, a Semarh (Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos) incinera mais de três toneladas de redes de pesca predatória apreendidas em operações rotineiras em rios e lagos do Estado entre 2011 e 2012. A incineração foi motivada pela falta de espaço no galpão da Secretaria, devido ao grande número de material apreendido principalmente nas férias e no período da Piracema - quando os peixes sobem os rios para desovarem - que dura de novembro a ao final do mês de março. A última apreensão ocorreu no carnaval. A queima do material será realizada pela empresa Indcom, localizada no Daia (Distrito Agroindustrial de Anápolis). De acordo com a assessoria de imprensa da Semarh, o serviço está sendo prestado de forma voluntária pela empresa.

Conforme o gerente de combate à degradação ambiental da Semarh, Luciano Henrique de Moura, em Goiás só é permitida a pesca amadora ou o turismo pesqueiro, em que o pescador solta o peixe novamente no rio ou o consome em seguida. "Não existe pesca comercial no Estado. Esses materiais que foram apreendidos não dão opção ao peixe, já que ele é agarrado pela malha das redes e tarrifas. É uma disputa desleal", pontuou. Luciano explicou que em Goiás exitem várias espécies de peixes em extinção, protegidos por lei, como o Pirarucu (Arapaima gigas) e o Pirarara (Phractocephalus hemioliopterus), e que por esse motivo as fiscalizações irão continuar.

Segundo o gerente, a multa pode chegar a R$ 5 mil, quando o indivíduo é localizado fazendo uso ou transportando esses materiais. "Boa parte das redes e tarrafas que estão sendo incineradas hoje foram pegas na beiras dos rios. Os pescadores deixam o material e nós o apreendemos, mas antes identificamos os proprietários", disse. Também são realizados mandatos de busca e apreensão nas residências de pessoas que praticam pesca predatória, possibilitadas principalmente por denúncias à ouvidoria da Semarh.