05/03/12
Câncer de Mama
SBCP realiza mutirão nacional de reconstrução mamária
Serão realizadas, em todo o Brasil, 500 cirurgias reparadoras. Em Goiás, esse número poderá chegar a 40

Ketllyn Fernandes

Tem início nesta segunda-feira, 5, em todo o Brasil, o Mutirão Nacional de Reconstrução Mamária, realizado pela SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica). O evento, que se estende até o próximo dia 9, faz parte da comemoração nacional do dia internacional da mulher (8 de março). Serão realizadas aproximadamente 500 cirurgias em todo o País. A inciativa em Goiás conta com apoio da SES (Secretaria Estadual da Saúde), que realizará, por meio da regional da SBCP, cerca de 25 cirurgias reparadoras no Estado, sendo que este número poderá chegar a 40. A secretaria arcará com as despesas referentes à aquisição das próteses e dos materiais necessários.

Os procedimentos, iniciados esta manhã, estão sendo feitos nas seguintes unidades hospitalares: HGG (Hospital Geral de Goiânia Dr. Alberto Rassi); HC (Hospital das Clínicas); e Hospital Santa Casa de Misericórdia de Goiânia. De acordo com o diretor-geral do HGG, André Luiz Braga, hoje mesmo já serão realizadas seis cirurgias. As pacientes permanecem no hospital entre dois e três dias após a cirurgia, sendo que o pós-operatório varia de dois a três meses. “Para se ter uma ideia, são quatro cirurgiões por paciente. Nós estamos fazendo três procedimentos simultâneos, são 12 cirurgiões por turno”, explicou ao Jornal Opção. O Hospital Geral concentrará as 17 cirurgias de maior complexidade, em que as pacientes que retiraram a mama precisam, por exemplo, de expansão de pele.

Serão contempladas por esta iniciativa todas as pacientes que foram previamente selecionadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Conforme André Luiz, aquelas que tenham interesse, mas ainda não estão credenciadas, devem procurar uma unidade básica de saúde, para solicitarem a inclusão. O maior objetivo do mutirão é devolver às mulheres que sofreram com o câncer de mama sua autoestima. “Penso que a mulher é um ser que possui sua dignidade física e psicológica prejudicada com a retirada do seio. Pretendemos com o mutirão repercutir de maneira positiva na construção integral da mulher”, salientou o diretor.