37 anos
28/04/11
Educação
Professores da rede estadual manifestam por piso salarial
Fernando Leite - Jornal Opção
Iêda Borges: "Até agora não fomos recebidos pelo governador"

Artur Felício

Professores da rede estadual de ensino fizeram hoje, 28, mobilização em frente ao Palácio Pedro Ludovico Teixeira. A principal reivindicação apresentada pela categoria foi o pagamento do piso salarial aos professores. Também foi demandado uma agenda com o governador Marconi Perillo (PSDB). Entre os assuntos estão o tema do protesto, a situação do Ipasgo, progressões salarias e planos de carreira. Todas as atividades escolares da rede em Goiás foram suspensas.

Iêda Borges, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), diz que a Advocacia Geral da União (AGU) sugeriu o pagamento do piso no valor de R$ 1.187 ao Ministério da Educação (MEC). O sindicato demanda por um piso no valor de R$ 1597. A sindicalista explica que esse montante considera as correções a serem aplicadas ao salário desde 2008, quando a lei 11.738, do piso salarial, começou a valer. “A AGU está contando com as correções a partir do momento em que foi consultada pelo MEC, em 2009, só que nesse ano o nosso piso já era de R$ 1132”, explica.

A presidente ressaltou que na semana passada houve uma reunião do Sintego com o secretário da Educação, Thiago Peixoto. Na ocasião, o secretário concordou com a demanda pelo piso salarial, mas não deu previsão de quando serão aplicados os reajustes. Thiago teria dito que se encontraria com o governador e com o Secretário da Fazenda, Simão Cirineu, e que, em seguida, convocaria uma reunião entre Marconi Perillo e o Sintego. Até o momento o governador não recebeu o sindicato.

A professora Renata Laranjeira Braga, do Colégio Estadual Murilo Braga, afirma que a “educação era um dos carros chefes da campanha de Marconi Perillo, mas está ficando em último plano”. Ela contesta o não pagamento do piso salarial e defende que se as demandas apresentadas não forem atendidas, a categoria deveria entrar em greve.

No dia 11 de maio haverá nova paralisação. Os professores da rede estadual vão para Brasília discutir o Plano Nacional de Educação.