37 anos
13/12/11
Educação
Para sindicato projeto de lei altera plano de carreira
Para Sintego, o cumprimento do piso no projeto está certo, mas a nova tabela da secretaria da educação não respeita o plano de carreira

Janaína Martins

O Sintego (Sindicato dos Trabalhadores de Educação em Goiás) afirmou que o projeto de lei que estabelece o piso salarial para os professores não respeita o plano de carreira. A proposta, encaminhada para a Assembleia Legislativa, prevê aumento, para professores que obtiveram formação em nível médio, de R$ 1.006 para R$ 1.395.

De acordo com a presidente do Sintego, Iêda Leal de Souza, o cumprimento do piso no projeto está certo, mas na nova tabela da secretaria da educação há um “achatamento na carreira”. Iêda, explica que no projeto o percentual de P-I (magistério) para P-II (licenciatura curta) é de 13%, mas quando é aplicado na tabela ele cai para 8%. “Com isso, o plano de carreira não foi respeitado”, completa.

A presidente do sindicato também diz que o projeto modifica a titularidade. “Tem que existir a valorização de desempenho, por exemplo, quem faz uma pós tem que ter valorização salarial”, alega. Para Iêda, o plano está incompleto, porque cumpre o piso salarial, mas tira os benefícios, e segundo ela diminui o nível de especialização. De acordo com o projeto os professores com licenciatura curta, plena e com especialização terão elevação equivalente a 32,2% e os professores sem curso superior terão aumento de 38,66%.

O sindicato disse que vai buscar diálogo com os deputados e procurar o governador para que cumpra a promessa do piso sem matar o plano de carreira. “Temos um dos melhores planos de carreira do País que, porém, não é executado. Não vamos abrir mão dele”, diz Iêda.