34 anos
Estupro de Vulnerável
Pais de garoto de 4 anos são presos por violência sexual
Investigações da DPCA confirmam que o pai da criança cometeu o crime. Já a mãe da vítima insiste em colocar a culta em um cachorro

Ketllyn Fernandes

Foram apresentados nesta quarta-feira, 15, pela DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente), os pais do garoto de 4 anos violentado sexualmente em outubro último. A mãe da criança também será presa, por ter sido conivente com o crime, cometido pelo pai do garoto, como confirmado pelas investigações da delegada titular da DPCA, Myrian Vidal.

“No dia em que ocorreu o crime fomos até a residência deles, onde recolhemos uma ‘bermudinha’ do garoto. O laudo técnico confirma que as três gotas de esperma encontradas na roupa são de Antônio José Gonçalves (29 anos)”, explica. Segundo a delegada, o acusado também contradisse informações em seus depoimentos, tendo alegado que teria saído mais tarde do serviço, o que não ocorreu de fato. Ele nega a autoria do crime, assim como sua esposa, Solange Aparecida Santos, de 30 anos. Ambos responderão por estupro de vulnerável, com pena de oito a 15 anos. Eles foram encaminhados à CPP (Casa de Prisão Provisória), em Aparecida de Goiânia.

Caso

Solange levou a criança ao Cais Nova Era, localizado próximo a Vila Auzira, afirmando que encontrou o cachorro da família, da raça Fila, “atrelado” ao garoto. “A violência foi tamanha que a criança teve que passar por uma cirurgia de reconstituição do ânus, realizada no Hospital Materno Infantil”, recorda. Myrian afirma que diante da notícia “absurda” de que o cão teria feito isso, o caso começou a ser investigado.

Atualmente, a criança vive em um abrigo em Aparecida de Goiânia junto com seu irmão de dez anos, filho apenas de Solange. Na época, o garoto também passou por exames para verificar se também era vítima de agressão sexual, o que não foi confirmado. Já o mais novo, de 4 anos, passa por tratamento psicológico. “Ele é uma criança esperta, comunicativa, mas quando perguntamos sobre a agressão ele sempre repete as mesmas palavras: ‘mamãe tava passando roupa e o Bóris fez isso comigo’”, informa. Para a delegada, essa atitude repetitiva confirma que a mãe o induziu a relatar dessa forma o ocorrido.

As crianças não têm parentes em Goiás. Seus pais são naturais de Minas Gerais e nenhum familiar se manifestou pela guarda deles.