21/10/13
Uruana
Operação Tarja Preta: Chega a cinco número de prefeitos goianos afastados do cargo
Restam seis pedidos liminares de mesmo teor para serem analisados pela Justiça

Ketllyn Fernandes

Mais um prefeito suspeito de envolvimento nas fraudes investigadas pelo Ministério Público de Goiás por meio da Operação Tarja Preta foi afastado do cargo pela Justiça: Glimar Rodrigues do Prado (PP), de Uruana. Os secretários municipais da gestão pepista Nelson Fidélis Diniz Júnior (Administração) e Cássia Valéria Carneiro (Saúde) também foram afastados. A decisão é do juiz Liciomar Fernandes da Silva, que também ordenou a suspensão cautelar dos efeitos jurídicos dos contratos do município com as suspeitas de envolvimento nas ilegalidades.

Com mais essa decisão, chega a cinco o número de chefes do Executivo do interior goiano afastados por decisão judicial. Como nos demais casos, os suspeitos também tiveram decretados os bloqueios de bens, que nesta decisão foi de R$ 220 mil em suas contas bancárias.

Também foi determinado pelo magistrado o bloqueio dos ativos financeiros de três das empresas investigadas na operação: a J. Médica Distribuidora de Materiais Hospitalares Ltda, Pró-Hospital Produtos Hospitalares Ltda – EPP e Única Dental Vendas de Produtos Odontológicos e Hospitalares Ltda – ME.

Os outros prefeitos com decisão desfavorável da Justiça são Aurélio Mauro Mendes (PSDB), de Aragarças;  Otair Teodoro Leite (PSDB), de Piranhas; Delson José Santos (PSDB), de Carmo do Rio Verde, e Zilmar Florêncio Alcântara, de Inaciolândia.

A operação

A Operação Tarja Preta foi deflagrada pelo MPGO na terça-feira (15/10) com o intuito de averiguar um suposto esquema que teria desviado R$ 15 milhões dos cofres municipais de diversos municípios de Goiás e Mato Grosso por meio de vendas fraudulentas e superfaturadas de medicamentos. Estariam envolvidos prefeitos, secretários de Saúde, empresários e advogados.

Mais de 123 mandados de  prisão, condução coercitiva e busca e apreensão foram expedidos para Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Goianira, Trindade, Aragarças, Barra do Garças (MT), Pontal do Araguaia (MT), Inaciolândia, Carmo do Rio Verde, Rubiataba, Ceres, Rialma, Rianápolis, Uruana, Corumbaíba, Cromínia, Israelândia, Matrinchã, Indiara, Perolândia, Aloândia, Luziânia, Araguapaz, Mozarlândia, Piranhas e Pires do Rio.

As apurações realizadas apontam indícios de prática de formação de quadrilha, formação de cartel, peculato, corrupção ativa e passiva, dispensa indevida e inexigibilidade de licitação. Pelo menos 11 prefeitos de municípios goianos foram presos temporariamente:

Aragarças - Aurélio Mauro Mendes (PMDB)
Inaciolandia - Zilmar Florencio Alcantara (PTB)
Carmo do Rio Verde - Delson José Santos (PSDB)
Rialma - Janduhy Diniz Vieira Filho (PSDB)
Uruana - Glimar Rodrigues do Prado (PP)
Corumbaíba - Romário Vieira da Rocha (PR)
Cromínia - Marcos Roger Garcia Reis (PMDB)
Perolândia - Neldes Beraldo Costa (PT)
Aloândia - Sinomar José do Carmo (PMDB)
Araguapaz - Fausto Brito Luciano (PSDB)
Piranhas - Otair Teodoro Leite (PSDB)
Pires do Rio - ex-prefeito Luiz Eduardo Pitaluga da Cunha (PSD)


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