29/10/13
Corrupção
MPGO recomenda que presidente da Comurg ordene devolução dos supersalários
Caso Paulo Tarso não faça o recomendado poderá ser acusado por prática de improbidade administrativa

Sarah Teófilo

O Ministério Público de Goiás (MPGO) emitiu recomendação ao presidente da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), Paulo de Tarso, para que calcule os "supersalários" recebidos pelos servidores nos últimos cinco anos, que foram assim chamados por estarem acima do teto constitucional. Em seguida, o presidente deverá ordenar a devolução dos valores recebidos ilegalmente, mesmo que seja feita de forma parcelada, inclusive com a devida atualização monetária.

Caso Paulo de Tarso não faça o recomendado, poderá ser acusado de prática de improbidade administrativa. O promotor responsável pelo caso, Fernado Krebs, concedeu o prazo de 30 dias para o recebimento de informações sobre a adoção das medidas recomendadas. 

O caso dos supersalários

Os salários recebidos por servidores da Comurg acima do teto constitucional foi bastante discutido na mídia e nas redes sociais. No dia 8 de agosto deste ano, durante a prestação de contas da Prefeitura de Goiânia do primeiro quadrimestre de 2013, o vereador Elias Vaz (PSB) apresentou uma denúncia contra o Paço após constatar que servidores do órgão recebiam mais que o prefeito Paulo Garcia (PT).

Um exemplo é o caso do assessor administrativo Eterno Inácio da Silva, que recebeu em abril, maio e junho mais de R$ R$ 146 mil reais se somados ao salário pago durante o período de férias. Os números constam no Portal da Transparência do município. No mesmo dia da prestação de contas, Paulo Garcia disse que criaria decreto para que fossem cortados todos os salários que estivem acima do teto constitucional.

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