22/07/13
Ato Nacional
Médicos goianos não vão atender pelo SUS durante 24 horas nesta terça, 23
Protesto faz parte da agenda de manifestações da categoria contra os vetos ao projeto do Ato Médico e o anúncio do programa Mais Médicos
Fernando Leite/Jornal Opção
Cartaz fotografado no dia 3 de julho, data da primeira manifestação dos médicos contra os vetos e às recentes medidas anunciadas pelo governo federal

Ketllyn Fernandes

Médicos de todo o país afirmam que os atendimentos eletivos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) serão suspensos durante 24 horas nesta terça-feira (23/7) em protesto aos vetos presidenciais ao chamado Ato Médico, que regulamenta a profissão, e ao programa Mais Médicos, que dentre os pontos polêmicos aumenta o tempo de curso em dois ano para obtenção do diploma e a obrigação de atuar na rede pública. Os médicos brasileiros também são contrários à importação de médicos sem que realizem o teste de revalidação do diploma, exigido desde 2011.

O cronograma de protestos em âmbito nacional segue nos dias 30 e 31 próximos, datas em que a categoria também pretende suspender os atendimentos pelo SUS. Além das unidades públicas, a paralisação abrange os atendimentos prestados pela rede privada conveniada. Apenas os casos de urgência e emergência, como transplantes, atendimento a pacientes internados e plantões em UTIs serão mantidos.

Em Goiás, o ato contará com manifesto da classe médica a partir das 10h em frente ao Hospital das Clínicas, na Avenida 1ª Avenida, no Setor Universitário. A escolha da unidade como concentração do protesto objetiva, segundo o presidente do Cremego, Salomão Rodrigues, esclarecer a população quanto “aos riscos que as medidas do governo federal representam para a saúde pública e como comprometem o exercício da medicina.”

A coordenação do protesto goiano é feita pelo Comitê das Entidades Médicas, o Cemeg, composto pelo Cremego, pela AMG e pelo Simego.

Esta será a terceira manifestação a que os médicos goianos aderem desde os recentes anúncios feitos pelo governo federal que atingem a categoria. O primeiro foi no dia 3 e o segundo na última quinta-feira, 18. Nestes, não houve a paralisação dos atendimentos pelo SUS, apenas passeatas pacíficas.