22/10/13
Reforma Administrativa
Marconi garante que enxuga a máquina pública do Estado até o fim de seu mandato
Governador falou deste e de outros assuntos, além de comentar críticas à sua gestão, durante visita feita às principais obras em andamento na Grande Goiânia

Ketllyn Fernandes

Durante a sequência de visitas a obras do governo em andamento na Região Metropolitana de Goiânia feita nesta segunda-feira (21/10), o governador Marconi Perillo apresentou alguns detalhes relativos à esperada reforma administrativa que pretende enxugar a máquina pública do Estado com a extinção de 3,3 mil cargos em comissão, além de dar seu ponto de vista sobre críticas a seu governo quanto ao prazo de entrega das obras. O tucano também se disse favorável ao aumento no número de municípios conforme previsto em projeto de lei que aguarda por sanção presidencial, em que antes da emancipação deverá haver uma consulta pública. Goiás pode ser o primeiro Estado a autorizar a criação de uma nova cidade: Jardim Ingá, em Luziânia, que tem 50 mil habitantes.

Sobre o primeiro tema, o tucano afirmou que já assinou a mensagem que além de extinguir seis secretarias, e consequentemente muitos cargos de direção e comissão, acabará por fazer a junção de algumas pastas. “O objetivo principal é reduzir despesas, racionalizar a administração e abrir espaços para novos concursos”, disse. Segundo o governador, as mudanças se darão em dois momentos, uma parte das exonerações ainda em 2013 (1,1 mil) e o restante dos cortes no decorrer do próximo ano. O projeto de lei chega nesta terça-feira (22/10) à Assembleia Legislativa.

Indagado quando a apoio dos deputados na implantação da reforma, Marconi Perillo respondeu que os parlamentares, certamente, não vão querer trabalhar contra as demandas da sociedade. “Nós não estamos apenas encaminhando este projeto de lei reduzindo despesas, estamos também reduzindo cargos. E olha que é um esforço muito grande. Nós vamos reduzir quase 40% dos cargos comissionados”.  No mesmo sentido, o governador adiantou que pretende editar um decreto de contenção de gastos nas outras áreas, cujo esboço já está pronto na Casa Civil.

Em ritmo de campanha?

Marconi Perillo negou que a maratona de visitas se deva ao interesse de promover uma agenda positiva em seu governo já com olhos em 2014. O tucano segue negando que vá se candidatar à reeleição, embora seja o mais cotado pelos demais políticos de seu partido e da própria base aliada.  “É impossível para uma pessoa, que viva na Região Noroeste, tomar conhecimento de uma obra que esteja sendo realizada na Região Leste. O que nós estamos fazendo, portanto, é dar publicidade, obedecendo esse princípio da administração pública. Porque senão as pessoas não vão perceber que o governo está resgatando o seu projeto de governo”, explicou, elencando que a campanha publicitária com foco em Goiânia se deve ao aniversário de 80 anos da capital, a ser comemorado no próximo dia 24, quinta-feira.

Promessas de campanha e prazos curtos

Quanto às críticas vindas de adversários políticos sobre atrasos na entrega das obras, a exemplo dos Credeqs, cujo projeto inicial previa a conclusão no final de 2012 e o primeiro, em Aparecida de Goiânia, deve ficar pronto em junho do próximo ano, o governador garantiu que tudo está dentro do aguardado, já que sua gestão ainda está em andamento.  “Eu não sou prefeito de Goiânia e nem tenho mandato a ser concluído agora. Nós estamos fazendo. E eu não estou visitando pela primeira vez. Eu já visitei o Hugo 2 quatro vezes. Eu faço vistoria aérea quase todos os dias. Eu tenho visitado todas as obras. Essa é uma rotina. Não me preocupa o que os adversários falam”, respondeu.

Mais municípios em Goiás

Para Marconi Perillo, limitar a criação de novas cidades foi a “melhor coisa” que o parlamento brasileiro já fez. “Havia uma verdadeira farra de criação de novos municípios sem obedecer a critérios. Agora o que vai acontecer é a realização de plebiscito para criação de alguns municípios obedecendo a rigorosos critérios”, comentou.

“Em Goiás tem distrito que já é maior do que grande parte dos municípios existentes em Goiás, como é o caso do Jardim de Ingá, pertencente a Luziânia, que é maior do que 80 cidades goianas. É um distrito que merece ser emancipado, assim como Girassol, em Cocalinho, o ABC na Cidade Ocidental, e Montes Altos, em Padre Bernardo. São todos distritos que justificam ser emancipados”.