37 anos
27/07/11
Política
Lula pode se candidatar à Presidência em 2014
Lideranças do PT e do PMDB acreditam na possibilidade de o ex-presidente entrar na disputa novamente

Cleomar Almeida

Que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a joia mais valiosa do PT todos sabem. Entretanto, após menos de um ano do término do seu segundo mandato à frente da Presidência, ele parece dar sinais de que deseja disputar mais uma vez a cadeira do Palácio do Planalto. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 27, no blog do jornalista Josias de Souza.

Josias relata que lideranças do PT e do PMDB, que compõem de forma majoritária a aliança governista, avaliam a possibilidade de Lula voltar à Presidência em 2014. Se isso proceder, serão confirmados os relatos de que Dilma Rousseff foi eleita apenas para exercer um “mandato tampão”, com o objetivo de aguardar a volta de Lula.

De acordo com o blog, nos últimos cinco dias houve conversa com cinco políticos de expressão, dos quais três são pemedebistas e dois, petistas. Chegou-se à constatação de que todos enxergam Lula como um candidato. Houve apenas um dos entrevistados, integrante da direção do PT federal, que condicinou a candidatura de Lula ao desempenho de Dilma.

Os demais disseram crer que o patrono de Dilma irá às urnas em qualquer cenário. Escoraram a aposta na movimentação de Lula.  “Típica de candidato”, disse um ex-ministro, filiado ao PMDB. “Voltou à cena mais cedo do que todos previam”, ecoou um senador do mesmo partido.

Apesar de a candidatura do petista ainda ser incerta, o discurso dele reflete um grande desejo pelo poder. Durante o 2º Encontro Nacional dos Estudantes do ProUni (Programa Universidade para Todos), evento do 52º Congresso Nacional da UNE (União Nacional dos Estudantes), realizado em Goiânia, em 14 de junho, Lula disse a mais de 2 milhões de congressistas que estava com saudade de falar ao microfone e dizer "nunca antes na história deste País". Entretanto, ele teve cuidado de não assumir a postura de presidente ao se dirigir à plateia. A saída foi exaltar o governo de sua afilhada política.