Ketllyn Fernandes
Após quatro dias, chegou ao final, no início da noite desta quinta-feira, 16, o julgamento de Lindemberg Alves, de 25 anos. A pena será de 98 anos e 10 meses de reclusão, mais 1.320 dias-multa. Ele não poderá recorrer em liberdade.
Além de ser acusado pela morte da adolescente Eloá Pimentel, sua ex-namorada, em 2008, Lindemberg responderá por mais 11 crimes cometidos durante o cárcere privado de mais de 100 horas a que submeteu a jovem antes de assassiná-la.
Os amigos de Eloá, que também foram mantidos em cárcere por Lindemberg, prestaram depoimento junto com familiares da vítima e os policiais que participaram das negociações. O último a depor foi o réu, nesta quarta-feira, 15. Foi a primeira vez que Lindemberg se manifestou oficialmente a respeito do crime.
Lindemberg foi levado a júri popular, composto por sete pessoas, sendo seis homens e uma mulher. Apesar dos esforços de sua advogada, Ana Lúcia Assad, em colocar a culpa do ocorrido na ação dos policiais e na mídia, o júri considerou que houve dolo (intenção de matar) no crime. Lindemberg nega que tenha planejado matar Eloá. Segundo sua advogada, “ele sofre pela morte dela até hoje”, declarou.