34 anos
Carnaval
Hugo espera aumento de 30% em atendimento
Para garantir o atendimento, o hospital fará uma medida administrativa para garantir a disponibilização de leitos das enfermarias e evitar superlotação

Janaína Martins

O Hugo (Hospital de Urgências de Goiânia) espera um aumento de até 30% no número de atendimentos durante o feriado de carnaval. Para garantir o atendimento, o hospital fará uma medida administrativa para garantir a disponibilização de leitos das enfermarias e evitar superlotação. Para isso, alguns pacientes serão transferidos para unidades de pronto-atendimento de suporte, como o HGG (Hospital Geral de Goiânia).

O diretor técnico da unidade, Alfredo Carlos Júnior, garante que o hospital vai conseguir atender a demanda. “Estamos antecipando as escalas médicas para que os profissionais não faltem, causando prejuízos nas escalas de plantão”. De acordo com ele, há um aumento de atendimentos, porque o hospital é uma unidade de referência em urgência e emergência no Centro-Oeste.

No Carnaval do ano passado, foram atendidas 689 pessoas no Hugo, considerando os departamentos de emergência, pronto-atendimento e retorno. Nos cinco dias de feriado, 367 pessoas foram encaminhadas ao pronto-atendimento, com média diária de 73,4 registros.

Atualmente o Hugo dispõe de 269 leitos, desses, doze pertencem ao setor de emergência clínica, onde ficam pacientes em estado de saúde grave. Trinta leitos são da sala de suporte ao trauma, destinada aos pacientes que precisam de observação, tratamento com analgésico ou que estão imobilizados aguardando cirurgias.

Nos períodos normais, a maioria dos pacientes que dão entrada no hospital são motociclistas, envolvidos em acidentes de trânsito. Alfredo explica que esses são pacientes de menor gravidade, mas na época do carnaval esse tipo de acidente diminui e aumentam as ocorrências relacionadas ao consumo de álcool nas festas, vítimas de arma de fogo e acidentes em rodovias.

O diretor técnico esclarece à população que o Hugo é a porta de entrada apenas para ambulância do Siate, Samu e Corpo de Bombeiros. A procura espontânea deve ocorrer primeiramente nos Cais, que fazem a triagem e regulam o paciente ao Hugo, quando julgam o caso como de gravidade.

*Com informações da Agecom