Ketllyn Fernandes
Goiás terá seu primeiro representante no Curso de Aperfeiçoamento e Excelência na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), cuja finalidade é buscar maior aperfeiçoamento para representar o Brasil na fase internacional da Olimpíada de Química, que acontece em julho deste ano nos Estados Unidos. O Estado já havia alcançado em 2011 a 6ª melhor colocação na 15ª edição da Olimpíada Brasileira de Química. O estudante goiano que alcançou a proeza se chama Kelvin Azevedo Santos, de 16 anos, aluno do Colégio Uniclass Objetivo. Ele conquistou bronze na seletiva nacional do ano passado.
Kelvin estará acompanhado de mais 15 estudantes, oriundos de Fortaleza (CE), Pará (PA), Rio Grande do Sul (RS), Piauí (PI) e São Paulo (SP). Todos terão as despesas da viagem e da permanência no Campus Panpulha da UFMG, situado em Belo Horizonte, custeadas pela organização da Olimpíada Brasileira de Química, como pontuou o Coordenador da Olimpíada em Goiás e funcionário do IQ (Instituto de Química da Universidade Federal de Goiás), Renato Cândido da Silva. “A única coisa que eles precisam é da roupa do corpo e a vontade de estudar”, reforça o químico.
Renato também explicou que a viagem não chega a prejudicar o calendário escolar, uma vez que o curso tem duração de apenas duas semanas, além de garantir um conhecimento mais aprofundado na disciplina de Química. Segundo ele, a turma será acompanhada de perto pela coordenadora do departamento de química da UFMG, professora Clésia Nascentes. “Ela e sua equipe acompanharão os alunos a todo momento durante o curso. tem uma equipe específica para atender os meninos no que eles precisarem. Eles só saem da UFMG acompanhados, e as saídas do campus serão para alimentação e visitas científicas”, destaca.
Importância
O foco principal do curso, que começa em abril próximo, é preparar os estudantes para as seletivas internacionais da olimpíada, que são a International Chemistry Olympiad Icho, nos Estados Unidos, e a fase Ibero Americana, que será realizada na Argentina no segundo semestre deste ano. A data exata está sendo definida.
De acordo com Renato, o simples fato de participar de uma seletiva internacional já contribui para o currículo do estudante, no sentido de possibilitar, por exemplo, um futuro intercâmbio, bolsas de estudos no exterior, dentre outras vantagens indivíduais, como maior motivação para estudar Química.
Em relação ao Estado, traz maior visibilidade tanto nacional quanto internacionalmente. "Demonstra que Goiás está se destacando, pois poucos estados do País conseguiram participar dessa seletiva", completa o coordenador estadual da Olimpíada de Química.
A Reportagem não conseguiu contato com Kelvin até esta publicação. Ele passa férias em uma fazenda em São José dos Campos (SP), conforme informou Renato Cândido.