34 anos
Saúde
Diretoria provisória assume Hospital Araújo Jorge
Principal objetivo agora é buscar transparência para resgatar a confiança na população

Janaína Martins

Nesta quinta-feira, 16, uma nova diretoria assumiu temporariamente a direção do Hospital Araújo Jorge. Os médicos Alexandre João Meneghini, Adriano Augusto Peclat de Paula, Paulo Moacir de Oliveira Campoli e Geraldo Silva Queiroz assumem a direção por 60 dias.

Alexandre, que assumiu como presidente do hospital, disse que receberam a notícia com surpresa. “A Justiça deu uma chance ao corpo clínico”, afirmou. A partir de agora, o médico disse que vão buscar transparência para resgatar a confiança na população. O novo presidente informou que por causa da denúncia o número de doações caíram. Ele sustenta que o hospital precisa sim de doações, mesmo que elas não tenham muito peso: “Cada centavo vindo de doações é importante pra gente. Há dias em que é preciso escolher o que comprar para o hospital”, diz apontando dificuldades na manutenção do hospital.

Paulo Moacir, agora primeiro tesoureiro, informou que o hospital tem uma dívida de R$ 74 milhões e um déficit mensal de uma média de 300 mil. “Esse déficit não é pontal, ele existe há 10 anos”, explica. 

De acordo com Alexandre o Ministério Público fez algumas sugestões, mas não tem nenhuma exigência. “Eles apenas apontaram os defeitos”, alega. Ele afirmou que primeiramente vão detectar os problemas para que possam ser resolvidos. Ele citou previamente problemas como falta de medicamentos, falta de profissionais e atendimento. Sobre a nova diretoria, Alexandre quer que os pacientes sintam a diferença de imediato, mas reconhece que as mudanças serão lentas e difíceis de acontecer num curto espaço de tempo.

Uma das medidas tomadas pela antiga administração foi tirar o telemarketing, mas Paulo informou que eles tomaram a decisão de retomar o serviço. “Com a falta desse serviço o hospital ficou sem receber doações por cerca de uma semana”.

Uma operação do Ministério Público em conjunto com a Polícia Militar apontou uma suposta fraude na ACCG (Associação de Combate ao Câncer em Goiás).  O resultado foi a prisão de quatro dirigentes da entidade: a ex-presidente Criseide Castro Dourado; do tesoureiro-geral, Clécio Paulo Carneiro; do gerente financeiro, Antônio Afonso Ferreira; e do supervisor administrativo, Amarildo Cunha Brito; e de um empresário.

Nova diretoria

Alexandre João Meneghini – presidente

Adriano augusto peclat de Paula – secretário geral

Paulo Moacir de oliveira campoli – primeiro tesoureiro

Geraldo Silva Quiroz - diretor técnico do hospital