Janaína Martins
Em meio a protestos por parte do Sintego (Sindicato dos Trabalhadores em Educação em Goiás) a Assembleia Legislativa deu inicio às atividades do ano de 2012. O governador Marconi Perillo não compareceu, mas foi representado pelo secretário-chefe da Casa Civil, Vilmar Rocha (PSD).
O deputado Daniel Vilela (PMDB) discursou em nome da oposição e frisou a importância do Legislativo e da relevância da oposição em relação aos debates. Já o deputado Hélio de Sousa (DEM) falou pela base do Executivo, mas durante seu discurso houve um manifesto por parte do Sintego.
O presidente da Assembleia, Jardel Sebba (PSDB), explicou que o ano de 2012 tem uma expectativa muito boa, apesar de algumas dificuldades passadas no ano passado. “Em 2011 foi feito fórum de debates em todos os projetos, principalmente os mais polêmicos. Tudo tramitou normalmente e no final prevaleceu a democracia”, afirma Jardel. Sobre o ano ser eleitoral, ele disse que há influência na Assembleia: “Mais de 10 deputados vão ser candidatos a prefeito e quem não é candidato vai participar de campanhas”. Para evitar que as matérias sejam prejudicadas por conta das eleições, o presidente da casa informou que vão fazer um acordo de liderança.
Educação
Diferentemente do que aconteceu durante o discurso do deputado Hélio de Souza, Vilmar Rocha conseguiu aplausos dos representantes do Sintego. Ele explicou que, no momento, o Estado não tem como atender a essa demanda. “Atender o piso salarial foi difícil em todos os estados. Nós conseguimos avançar para o piso e temos que fazer outras mudanças, mas com tempo e diálogo vamos superar isso”.
Sobre os diálogos com o sindicato, o secretário-chefe da Casa Civil relatou ter atendido representantes do Sintego na segunda-feira, 13, e completou que pede um pouco de paciência da categoria. Para ele, o ideal seria que os professores voltassem às salas de aula e não prejudicassem os alunos, mas dando continuidade ao diálogo.