25/10/13
Operação Tarja Preta
Depois de denunciar 59 por organização criminosa, MPGO oferecerá denuncias separadas por município
Prefeitos foram liberados após prestarem depoimentos, mas três empresários tiveram suas prisões temporárias convertidas em preventivas

Ketllyn Fernandes

A primeira denúncia feita pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) à Justiça referente à Operação Tarja Preta resultou em 59 denunciados, entre eles 15 prefeitos, 1 ex-prefeito, 17 secretários municiais, a maioria da pasta de Saúde, além de empresários de seis empresas de materiais hospitalares, das quais a Médica Distribuidora de Materiais Hospitalares Ltda, Pró-Hospital Produtos Hospitalares Ltda – EPP e Única Dental Vendas de Produtos Odontológicos e Hospitalares Ltda – ME.

A complexidade do suposto esquema que teria desviado R$ 15 milhões dos cofres municipais de diversos municípios de Goiás e Mato Grosso por meio de vendas fraudulentas e superfaturadas de medicamentos levou o MPGO a desmembrar a denúncia. Novas denúncias serão feitas nos próximos dias com foco nos crimes cometidos em cada município.

A primeira é relativa ao crime de organização criminosa, definida pela Lei nº 12.850, de agosto de 2013. A pena máxima para as infrações que caracterizam a prática deste crime –– associação de quatro ou mais pessoas, estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, mesmo que informalmente, com vistas a obter, direta ou indiretamente, vantagens de qualquer natureza, mediante a prática de infrações penais –– é superior a quatro anos; sendo que a promoção, financiamento e participação da organização resulta em pena de reclusão de três a oito anos, além de multa.

Quase todos os presos foram liberados na noite da última quarta-feira (23). Tiveram suas prisões temporárias convertidas em preventivas três empresários: Edilberto César Borges, Milton Machado Maia e Vanderlei José Barbosa.

A operação

No dia 15 de outubro foi deflagrada a Operação Tarja Preta, em que 123 mandados entre de  prisão, condução coercitiva e busca e apreensão foram expedidos para Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Goianira, Trindade, Aragarças, Barra do Garças (MT), Pontal do Araguaia (MT), Inaciolândia, Carmo do Rio Verde, Rubiataba, Ceres, Rialma, Rianápolis, Uruana, Corumbaíba, Cromínia, Israelândia, Matrinchã, Indiara, Perolândia, Aloândia, Luziânia, Araguapaz, Mozarlândia, Piranhas e Pires do Rio.

Prefeitos afastados:
Glimar Rodrigues do Prado (PP) - Uruana
Otair Teodoro Leite (PSDB), de Piranhas
Delson José Santos (PSDB), de Carmo do Rio Verde
Zilmar Florêncio Alcântara (PTB), de Inaciolândia
Romário Vieira da Rocha (PR), de Corumbaíba
Aurélio Mauro Mendes (PSDB), de Aragarças
Sinomar José do Carmo (PMDB), de Aloândia
 

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