Janaína Martins
Nesta segunda-feira, 13, uma comissão técnica, composta por três servidores da Amob (Agência Municipal de Obras), começou a apurar as possíveis irregularidades apontadas pelo MPF (Ministério Público Federal) nas obras do túnel da Avenida Araguaia e da plataforma da Marginal Botafogo.
O diretor técnico da Amob, Leandro Hello, informou que a comissão vai verificar aquilo que foi especulado, como o que foi medido e pago, mas não teria sido executado pela Warre Engenharia, as supostas mudanças no projeto para superfaturamento. O valor total da obra é estimado em R$ 49 milhões, segundo Leandro já foi pago para a Warre cerca de R$ 6,3 milhões e não R$ 9 milhões como divulgou o MPF.
Em relação a atual situação, Leandro disse: “Tudo que a gente disser não será levado a sério, por isso prefiro que a comissão chegue a conclusões objetivas e técnicas, baseadas em fatos específicos”. O levantamento vai ser feito para responder as indagações que virão, porque de acordo com ele, até o momento não receberam nenhum questionamento.
As obras estarão suspensas até a conclusão das dúvidas que estão sendo levantadas. Foi o que informou o diretor da Amob. De acordo com ele, se o trabalho não tivesse sido interrompido estariam atrasados em três meses. Ele explicou que este atraso se deve ao fato da crise no Ministério do Turismo [ em agosto, Pedro Novais formalizou a exoneração do cargo de minstro e cinco funcionários foram demitidos ], com isso houve atraso de recurso financeiro que não veio do governo federal.
Na sexta-feira, 10, o MPF-GO (Ministério Público Federal em Goiás) em conjunto com a Polícia Federal, efetuou a prisão de cinco pessoas relacionadas às obras do Parque Mutirama. Foram presos três servidores da Amob (Agência Municipal de Obras) e dois funcionários da Warre Engenharia Ltda., pivô das investigações.