34 anos
Crime
Casal é preso após morte de policial civil
Thiago Augusto do Amaral e Lívia Maria da Silva são principais suspeitos pela morte de Márcio Lucena de Freitas e seu amigo Álcio Pereira Santos
Adalberto Ruchelle
Casal é apresentado pela Polícia Civil como suspeitos de
homicídio

Déborah Gouthier

O casal Thiago Augusto do Amaral e Lívia Maria da Silva foi apresentado pela Polícia Civil nesta segunda-feira, 07, como principais suspeitos pela morte do policial civil Márcio Lucena de Freitas e um amigo dele, Álcio Pereira Santos. Os suspeitos foram presos na última semana, em uma ação conjunta entre a Polícia Civil de Goiás e de Minas Gerais.

O crime ocorreu no dia 10 de setembro último, por volta das 16h, quando o policial estava com sua esposa e amigos em um bar no Setor Santa Fé, em Aparecida de Goiânia. Lívia Marra trafegava em uma motocicleta na rua em frente ao bar quando se envolveu em um acidente com uma bicicleta, conforme explicou o delegado Anderson Pimentel, do Grupo de Investigação de Homicídios do município. Ela teria iniciado uma briga com o senhor que estava na bicicleta, já que ele se recusava a pagar pelo conserto da moto. Após a discussão, Lívia foi para casa, que fica a uns 300 metros do local, e chamou o companheiro, Thiago. Poucos minutos depois, ele voltou ao local do acidente, onde um homem socorria o senhor. Thiago teria ameaçado os dois, mostrando a arma que carregava, e agredido os dois com um capacete.

Mesmo estando em horário de folga, ao perceber a agressão, Márcio se apresentou como policial e tentou evitar o ato. Diante da aproximação, Thiago foi se abaixando e recuou até uma confecção. Neste momento, Álcio se aproximou, para apoiar Márcio na ação, mas acabou sendo usado pelo criminoso como escudo humano. Ele então disparou três vezes contra o policial, que foi atingido na boca, no tórax e na nádega. Álcio foi empurrado para dentro do estabelecimento, onde Thiago fez mais dois disparos, tendo atingido a vítima uma vez. O policial Márcio morreu na hora e Álcio permaneceu 15 dias internado no Hugo (Hospital de Urgências de Goiânia), quando também veio a falecer.

Ainda no dia do crime, a polícia localizou a casa do casal, que já havia fugido. Ali eles encontraram drogas, uma balança de precisão e munições. A investigação prosseguiu sob o comando da Gerência de Operações de Inteligência da Polícia Civil e do delegado adjunto Maurício Kai, e resultou na prisão dos dois em uma favela de Belo Horizonte, capital mineira.

Lívia se encontra em prisão temporária por 30 dias, por ter auxiliado na fuga e instigado a prática criminosa. Thiago já estava respondendo por outro homicídio, realizado em 2008, e poderá responder pena de 12 a 30 anos por homicídio, agravado pelas condições de motivação fútil e ocultamento da prática de outro delito. Segundo o delegado Pimentel, o crime pode ter sido motivado pelo fato de que Thiago sabia que se fosse pego pelo policial naquele momento, seria preso por porte ilegal de arma de fogo. Ele está sendo considerado como indivíduo de alta periculosidade, por seu envolvimento com tráfico de drogas, furto e roubo de veículos e prática de violência. Possivelmente, ambos serão interrogados ainda hoje.