34 anos
Carnaval
Campanha visa prevenção à violência sexual contra crianças e adolescentes
Ação foi lançada em todo o Brasil, por iniciativa da Secretaria de Direitos Humanos. Objetivo é conscientizar a população durante o feriado carnavalesco

Ketllyn Fernandes

Com objetivo de orientar a população por meio da conscientização, foi lançada nesta segunda-feira, 13, a campanha “Liga da proteção: Proteja nossas crianças e adolescentes. Violência sexual é crime. Denuncie”. A iniciativa na capital é da Prefeitura, mas a ação ocorrerá em todo o Brasil, por meio da SDH (Secretaria de Direitos Humanos). A campanha, que antecipa os festejos de carnaval, contemplará praças, aeroportos, rodovias e rodoviárias de Goiânia.

O feriado de carnaval foi escolhido para início da campanha por se tratar de uma data em que as crianças e adolescentes ficam vulneráveis, conforme explicou a secretária de Assistência Social, Célia Valadão. O lançamento na capital foi marcado pela apresentação da Banda Marcial Mirim do Peti, do Circo Lahetô; além de panfletagem e adesivaço na região próxima ao Parque Vaca Brava, no Setor Bueno.

A programação de amanhã até sexta-feira, dia 17, compreende panfletagens para taxistas, motoristas e pedestres em várias localidades da capital, a começar pela Praça Tamandaré. Também receberão a ação as regiões próximas à saída de Trindade, Rodoviária de Campinas, e o Aeroporto de Goiânia. O Disque – 100, para denuncias, está sendo divulgado nos panfletos.

A campanha conta com apoio dos conselhos tutelares, do CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente), Câmara Municipal, DPCA (Delegacia de Proteção a Criança e Adolescente), ABIH (Associação Brasileira de Indústria Hoteleira), Circo Lahetô, Comissão de Direitos Humanos, entre outros órgãos e entidades.

Dados

Segundo pesquisa da SEDH (Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República), a cada 8 minutos uma criança sofre abuso sexual no Brasil, sendo que 80%  das vítimas são meninas entre 2 e 10 anos de idade. De acordo com o estudo, essa característica se dá devido as relações de poder nas quais os homens têm predominância  sobre as mulheres.

Outro dado relevante corresponde ao fato de grande percentual deste tipo de violência ser praticado por familiares das vítimas, com destaque para famílias desestruturadas socialmente, em que os valores mínimos para o desenvolvimento de uma criança não são oferecidos. 

Conforme o estudo, o índice de denuncias ainda é muito baixo. Por se tratar de uma violência que ocorre entre pessoas próximas, como pai, padrasto e tio, a criança e o adolescente se sentem inibidos, além de sofrerem ameaças. No caso das meninas, a pesquisa aponta que a mãe, muitas vezes, está ciente da violência, mas não denuncia, se tornando uma cúmplice do agressor.