Janaína Martins
Os consumidores brasileiros diminuíram seus gastos com educação e leitura na última década. A atualização de ponderação entrará em vigor em fevereiro, e leva em conta o novo perfil do consumidor brasileiro apurado pelo IBGE em Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2008-2009.
Com essa queda, o subgrupo, educação, do grupo Educação, Leitura e Recreação no cálculo dos indicadores da família dos IPCs (Índice de Preços ao Consumidor) cai de 8,74% para 7,37%. De acordo com a pesquisa, a ascensão da classe C e a expansão do crédito na última década explicam as profundas mudanças nas despesas do orçamento familiar.
Emcompensação, o brasileiro tem usado mais de seu orçamento familiar em atividades recreativas, com isso o subgrupo Recreação aumentará de 2,5% para 3,1% a partir de fevereiro.
O economista da FGV (Fundação Getúlio Vargas), André Braz, afirma que com o aumento de renda do trabalhador, na última década, o consumidor mais pobre desloca seus gastos para outros tipos de consumo. Para o economista, o menor impacto nos gastos com educação pode ser atribuído também a diminuição no número de filhos por família.
*Com informações do Estadão