34 anos
Imigração
Brasil é um dos destinos mais procurados por imigrantes
Africanos, asiáticos e nativos de países vizinhos são a maioria. Boa parte não é regularizada

Mariane Rodrigues

A imagem do Brasil no exterior, em consonância com as crises econômicas na Europa e nos Estados Unidos, tem atraído imigrantes. São nativos de países que, antes, não tinham o Brasil como um dos principais destinos migratórios. Um exemplo é o caso dos haitianos que entram no país pela Amazônia. No último dia 12 de janeiro, o governo brasileiro estabeleceu o limite na concessão  vistos de trabalho aos haitianos. Serão permitidos cem por mês.

Países africanos e asiáticos também contribuem com o novo processo de miscelânea que a nação vive. Em 2009, havia 2.172 indianos vivendo regularmente no Brasil. Em junho de 2011, o número saltou para 2.639. No mesmo período, a quantidade de paquistaneses no país passou de 134 a 216, e a de bengalis (oriundos de Bangladesh), de 64 a 109.

O Ministério da Justiça enfrenta problemas com relação à migração. Um deles é a falta de regularização de parte desses imigrantes, principalmente dos africanos, sobre os quais não se tem dados exatos. Refugiados de países em conflito também não são contabilizados, já que o Conare (Comitê Nacional para os Refugiados) não divulga os números.

Tráfico humano

O governo federal tem combatido à ação de traficantes de pessoas, que cobram para facilitar a travessia de imigrantes de um país ao outro, muitas vezes submetendo-os a riscos e práticas violentas. A prática, em território nacional, foi denunciada por vários haitianos.

Refugiados oriundos da fronteira do Paquistão com o Afeganistão afirmam que pagam US$ 5 mil a uma quadrilha local com a promessa de serem enviados ao Brasil. Após o pagamento, dizem ter obtido vistos temporários de trabalho (que permitem permanência de 90 dias no país) e viajado de avião a Dubai, onde pegaram conexão para o aeroporto de Guarulhos (SP).

Mais do que a crescente projeção do Brasil no exterior, o principal fator a motivar a vinda deles foram os elevados preços cobrados pela quadrilha para levá-los aos seus destinos prioritários – a Europa e aos Estados Unidos. Para obterem vistos e desembarcarem nesses locais, teriam de pagar cerca de US$ 30 mil. A crise econômica e as preocupações com o terrorismo também estariam dificultando a entrada de paquistaneses e afegãos na Europa e nos EUA nos últimos anos.

*Com informações da BBC Brasil