37 anos
06/06/12
UFG
Assembleia termina em confusão e é cancelada
Mesmo assim, grupo do Fórum de Mobilização dos Professores mantém greve geral para segunda-feira, 11

Déborah Gouthier

A assembleia que deveria por fim à expectativa de milhares de alunos e funcionários da UFG (Universidade Federal de Goiás) acabou em briga e confusão entre os dois grupos que representam os professores da universidade. A reunião, que previa a presença de mais de 2 mil professores de todo o Estado, foi convocada pela Adufg (Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás), mas englobou não só os professores  filiados, como vários outros interessados na movimentação grevista.

Diante disso, a diretora presidente do sindicato, professora Rosana Borges solicitou a priorização de lugares e votos dos sindicalizados, pedido esse que não foi atendido pelos presentes. Em nota, a Adufg relatou:

“Após reiteradas tentativas de estabelecer a ordem para o início da sessão, o clima acirrou-se. Diversas pessoas invadiram a mesa da assembleia tentando tomar o microfone. Diante do risco de integridade física dos presentes, a presidente do sindicato declarou cancelada a assembleia. Neste momento a mesa foi tomada de assalto por pessoas descontroladas , culminando com a agressão física à Diretora Presidente da Adufg e ao professor João de Deus (IESA), ex-presidente da entidade e membro da diretoria executiva do PROIFES-Federação [Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior]”.

Depois que os membros da Adufg se retiraram do local, membros do Fórum de Mobilização dos Professores, com apoio inclusive de alguns professores sindicalizados, resolveram continuar a discussão e votaram a favor da greve geral dos professores da UFG, que deve ser iniciada já na próxima segunda-feira, dia 11 de junho. O sindicato declarou que qualquer movimento grevista “não conta com o reconhecimento da entidade e com validade legal”. Ainda assim, professores e alunos se manifestam pelas redes sociais, confirmando a interrupção das aulas na próxima semana e passando a integrar o grupo das 50 universidades federais em greve em todo o Brasil.