O secretário-chefe da Casa Civil, Vilmar Rocha, diz que o PSD deve lançar candidato a prefeito de Goiânia — o deputado estadual Francisco Júnior ou o deputado federal Armando Vergílio. “O professor Nion Albernaz avalia que a base aliada deve lançar apenas um candidato a prefeito em Goiânia, mas eu ainda não tenho a mesma convicção. Para fortalecer os partidos e novos políticos o ideal é a presença de mais candidatos. No segundo turno, iríamos unidos.”
Localizado na Casa Civil às 19h05 de sexta-feira, 17, Vilmar brincou. “Puxa, numa sexta-feira, com o carnaval batendo à porta, só nós dois estamos trabalhando”. Na verdade, Vilmar estava com o chefe de sua comunicação, Léo Razuk, e com o auxiliar Weslei Borges, pré-candidato a prefeito de Piracanjuba pelo PSD. “Na quarta-feira, volto a trabalhar. Não vou programei nenhuma viagem.”
Solicitado a examinar o quadro político, Vilmar frisou: “Estamos cumprindo o calendário eleitoral. Cada partido da base está apresentando seu pré-candidato. Depois, se necessário, será feito o afunilamento”. O pessedista cita como possíveis pré-candidatos: Francisco Vale Júnior (ou Armando Vergílio), do PSD, Leonardo Vilela, do PSDB, Jovair Arantes, do PTB, e Sandes Júnior, do PP. “São bons nomes”, resume.
Qual é a melhor estratégia? “Ainda não sei. O professor Nion planeja o lançamento de apenas um candidato para potencializar o tempo de televisão e evitar possíveis arestas no segundo turno. Mas eu ainda não sei e cogito a possibilidade de se lançar vários candidatos, para afirmar os partidos e os políticos e fortalecer o debate.”
O PSD, segundo Vilmar, não está muito apressado. “Até abril, vamos decidir se o PSD lança ou não candidato. Vamos esperar o jogo ficar mais claro e precisamos saber se, na eleição de outubro, o partido terá tempo de televisão adequado [o partido quer um naco do tempo do DEM]. Com mais tempo, nosso candidato ficará respaldado.” O secretário escolheu uma data símbolo: 7 de abril. “Porque”, afirma, “é o último prazo para desincompatibilização. Teremos três meses de pré-campanha e três meses de campanha”.
Na sua visita à Assembleia Legislativa na semana passada, Vilmar diz que conversou com os professores e foi aplaudido. “Com paciência e diplomacia, elevamos o nível dos debates”, disse. Vilmar é professor da Universidade Federal de Goiás e é, acima de tudo, um legalista.
Vilmar frisou também que as relações administrativas entre a presidente Dilma Rousseff e o governador Marconi Perillo “vão muito bem. Não há restrições ao governador dos goianos”.
Quanto à possibilidade de o presidente do PSD, Gilberto Kassab, apoiar o tucano José Serra para prefeito de São Paulo, Vilmar é enfático: “Eu já havia dito isto ao Jornal Opção. O prefeito Kassab prefere apoiar Serra, um parceiro histórico, a Fernando Haddad, do PT”.