O prefeito de Catalão, Velomar Rios (PMDB), apesar de administrar um dos municípios mais ricos de Goiás, é impopular e não tem obras significativas para mostrar. Qualquer pesquisa entre os filiados de seu partido prova que não é bem visto. Adib Elias, pelo contrário, é o favorito dos peemedebistas. Velomar teria reclamado que quem está “queimando” seu nome é o grupo de Adib e que, se não puder disputar, vai ficar muito mal para o PMDB.
A crise da gestão de Velomar gerou a candidatura do empresário petista Álvaro Barbosa, que começa a empolgar e pode se tornar o principal rival de Jardel Serra, que lidera em todas as pesquisas sérias. Um fato é certo: o PT quer derrotar o peemedebista Velomar Rios, o “perseguidor”.
A rejeição de Velomar impressiona até seus aliados mais próximos. O prefeito é visto como bonzinho e sem autoridade. É apontado como “honesto”, mas não verifica se há enriquecimento ilícito entre auxiliares. “Velomar é apático e não parece ter vontade de administrar”, admite um peemedebista. O petista Leonel Safatle é enfático: “Velomar não tem chance alguma de ser reeleito. O PMDB sabe disso, portanto quer trocá-lo”.
Álvaro Barbosa, segundo Leonel Safatle, estaria “muito animado”. “Depois do carnaval, ele vai se dedicar à política. O PT vai alugar uma casa, na principal avenida de Catalão, a 20 de Agosto, para instalar seu escritório político. Nós vamos viabilizar a terceira via, ou melhor, dada a crise da gestão de Velomar, é possível que a candidatura de Álvaro se torne a segunda via.” A relativa força de Velomar não tem origem no seu prestígio político, e sim no fato de que o orçamento mensal da prefeitura é poderoso. O poder de barganha do prefeito é enorme, numa cidade em que grande parte da população depende do poder público. Chamado pela população de “Atrasomar”, o prefeito tem dito a aliados que, faltando cerca de oito meses para as eleições, ele terá tempo de recuperar sua imagem. Mas é contestado até por um peemedebista de Goiânia: “Politicamente, Velomar está morto. Só Adib Elias pode salvar o PMDB de uma derrota na cidade.” Quem está bem, na verdade, é o tucano Jardel Sebba, que lidera com folga.
O PHS deve bancar Giovani Cortopassi para prefeito. “Ele é um bom nome e, no meio de uma guerra deletéria, pode acabar sendo eleito”, diz o presidente do PHS em Goiás, Eduardo Machado.