37 anos
Edição 1853 de 9 a 15 de janeiro de 2011
Petismo e tucanato começaram guerra feroz por espólio do PMDB
Fotos: Jornal Opção
Romilton Moraes foi abandonado pela cúpula do PMDB
Muitos peemedebistas criticam Iris Rezende, mas, sem o veterano líder, o PMDB é uma ficção e possivelmente, numa próxima disputa para o governo, não terá mais um terço dos votos. O partido tem corpo e membros, mas falta a cabeça. Porque está sem liderança. Ou tem a liderança “Pedro Pedreiro” — da música de Chico Buarque —, que está sempre esperando, demonstrando ressentimento com as figuras mais jovens, e sem aglutinar. Enquanto há um vácuo de liderança, PSDB e PT articulam uma guerra, nada silenciosa, pelo espólio do PMDB.
 
O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), atraiu peemedebistas para seu secretariado e chegou a oferecer a Secretaria da Educação para o deputado eleito Francisco Vale Jr. (queria criar o “seu” Thiago Peixoto), católico carismático. Vale Jr. preferiu ficar na Assembleia e, aos poucos, está se aproximando do governador Marconi Perillo. Não se trata de cooptação, e sim de confluência de ideias. O deputado eleito Bruno Peixoto é um dos mais novos palacianos, assim como Juarez Magalhães e Ney Moura Teles. O deputado Romilton Moraes permanece no PMDB, mas o PSDB está na espreita, querendo conquistá-lo. Romilton perdeu a reeleição para deputado porque uma parte de seu partido o sabotou à luz do dia, tanto no Sudoeste quanto em Goiânia.
 
Na posse de Thiago Peixoto na Secretaria da Educação havia mais peemedebistas, muitos importantes, como o deputado Romilton Moraes e o deputado estadual eleito Francisco Vale, do que em reuniões do diretório. Peemedebistas também frequentam o Palácio das Esmeraldas sem nenhuma cerimônia. Os deputados estaduais do partido estão mais próximos do governador Marconi Perillo do que de Iris Rezende. Um deles disse ao Jornal Opção: “Marconi é muito ativo politicamente e não some, não aparece só em época de eleição”.
 
Por enquanto, os líderes, como Adib Elias e Iris Rezende, estão tentando reunir os “cacos” do PMDB. Se não conseguirem assistirão, de perto ou de longe, o PT e o PSDB numa luta renhida para submeterem o partido.
 
“Esqueceram de mim”
 
Uma das peças-chaves para empurrar parte do PP para a campanha de Marconi Perillo, o advogado Sérgio Lucas teria sido esquecido pelo tucanato. Um aliado do ex-governador Alcides Rodrigues oferece uma explicação: “O deputado Roberto Balestra vai ficar com as vagas do PP para seus aliados. Não vai sobrar para ninguém”.
 
Sérgio Lucas não critica, porém, nem Marconi Perillo nem Roberto Balestra. “O importante é que elegemos o governador.”
 
O plano para recuperar a Celg fica pronto em 25 dias
 
O vice-governador e presidente da Celg, José Eliton, estava muito animado na semana passada. Apontado como o homem das “missões impossíveis que se tornem possíveis, apareceu em todos os compromissos com um sorriso estampado. Não, o jovem advogado não ganhou na Mega-Sena acumulada. É que, dentro de 25 dias, vai apresentar o plano de recuperação da Celg.
 
Os auxiliares de proa do governador Marconi Perillo estão impressionados com a capacidade de Eliton para assimilar as coisas. Talvez por ser advogado, ouve atentamente o que dizem e, pouco depois, é capaz de reproduzir tudo fiel e não mecanicamente. Ele é “quase-engenheiro elétrico”, brincam aliados. Como antecipou o Jornal Opção, o plano de recuperação passa por um severo encontro de contas com os governos federal e estadual. 
 
Promotor quer “surpreender”
 
As inscrições para promotores e procuradores que queiram disputar o cargo de procurador-geral de Justiça de Goiás devem ser feitas no dia 19. As eleições serão realizadas em 18 de fevereiro. Até agora, três pré-candidatos se apresentaram: Cristina Peternella, Benedito Torres e Umberto Machado. Os dois primeiros são procuradores e o último, promotor.
 
Benedito Torres disse ao Jornal Opção que está viajando por todo o Estado e que já falou com mais de 70% dos promotores e procuradores. 
 
Umberto Machado viaja para o interior nesta semana. O promotor sugere que se faça um debate interno com os três ou mais candidatos (o Jornal Opção se dispõe a publicar o debate) e acredita que pode surpreender os dois apontados como “favoritos”.
 
Cristina Peternella, com apoio dos procuradores Ivana Farina e Eduardo Abdon Moura, faz uma articulação muito forte em Goiânia e no interior. Por ser subprocuradora, conhece a maioria dos promotores, com os quais mantém relacionamento positivo.
 
Um dos temas quentes será o planejamento estratégico criado pelo procurador Eduardo Abdon. Alguns promotores asseguram que o planejamento está “engessando” o MP. Outros avaliam que o MP está se tornando mais eficiente.
 
Alcides deve se tornar ficha suja
 
O ex-governador Alcides Rodrigues não deverá disputar eleições nos próximos anos. Um batalhão de advogados está preparando uma série de ações contra o ex-líder do PP. O chefe da República de Santa Helena vai responder a várias denúncias, principalmente de improbidade administração e gestão temerária. Como não está no poder, deverá gastar uma fortuna com advogados. Não há problema, informa um aliado: Alcides seria um dos homens mais ricos de Goiás. Dono de fazendas e de milhares de cabeças de gado.
 
Pode sobrar para Carlos Silva. Porque um irmão teria recebido muito dinheiro, no apagar das luzes do governo, de modo não muito católico.
 
Alcides deve se filiar ao PSB. Porque deve ser expulso do PP. É o que se comenta em Brasília. Líderes nacionais do partido, como o senador Francisco Dornelles, estão horrorizados com as denúncias envolvendo Alcides, que alguns pepistas, principalmente um prefeito do partido, chamam de Nalcides (Nada + Alcides).
 
Governo anterior era “medíocre”
 
O chefe da Casa Civil do governo Marconi Perillo, Vilmar Rocha, é, de tão moderado, chamado de “diplomata” e “chefe do Itamaraty”. O deputado eleito frisa que sua ponderação não significa conciliação com o arcaico. “É difícil entender como o ex-governador Alcides iludiu tanta gente num Estado moderno. Nunca teve um projeto. Todos que conversavam com ele sempre disseram que só fala platitudes, o óbvio.”
 
Alcides, na opinião de Vilmar, “fez um governo medíocre. O ex-governador não sabe o que é planejamento e, pior, não dá nenhuma importância a isto. Assim, não deixou uma marca, ou melhor, deixou a marca da inação, da falta de conceito”.
 
Objetivo de reforma é reduzir custos
 
A reforma administrativa do governo Marconi Perillo recebia os últimos retoques, na semana passada, para ser enviada à Assembleia Legislativa. Espera-se que os deputados a votem até quinta-feira, 13. O objetivo é reduzir custos, recuperar a capacidade de investimento do governo do Estado (o que só deve ocorrer no segundo semestre) e tornar a máquina pública mais descentralizada, ativa e ágil. Os integrantes do governo chegam a falar mais em “ajuste” do que em “reforma”.
 
O governo pretende terceirizar as Centrais de Abastecimento (Ceasa), que, na prática, já estão meio terceirizadas, mas com altos custos para o governo (nos últimos tempos, só funcionou com Edivaldo Cardoso). Não se trata de privatização. 
O governo vai fundir secretarias. Unidos, o Gabinete Civil e a Gestão da Governadoria ganharão o nome de Casa Civil, sob o comando do deputado federal eleito Vilmar Rocha. Fica preservada a Secretaria de Relações Institucionais, sob o comando do deputado Daniel Goulart. Está-se adotando a estrutura do governo federal. A Agecom ficará jurisdicionada à Casa Civil.
 
A Secretaria da Fazenda perde seus superpoderes (uma idiossincrasia criada pelo “quase-governador” Jorcelino Braga, espécie de “chefe” do ex-governador Alcides Rodrigues), o que não significa, como muitos dizem, esvaziamento geral. Só volta a ter os limites necessários.
 
A Controladoria, que será ocupada pelo advogado José Carlos Siqueira (o craque-curinga), vai fiscalizar e trabalhar para evitar corrupção no governo.
 
Secretarias-executivas serão criadas com o objetivo de fortalecer a gestão. Vão substituir as superintendências. Todas as secretarias terão Advocacia, Comunicação, Gestão e Finanças. Há quem avalie que, se não for para colocar técnicos eficientes, gestores de fato, é melhor não criar os cargos executivos.
 
A AGR, jurisdicionada à Secretaria de Planejamento, vai ter conselheiros. A Secretaria de Gestão e Planejamento incorpora a antiga Agência de Administração e Negócios Públicos.
 
A Secretaria de Desenvolvimento da Região Metropolitana, criada pela reforma, será ocupada pelo deputado Jânio Darrot. O objetivo é tornar mais produtivos os investimentos e ações na chamada Grande Goiânia.
 
A Secretaria Extraordinária do Entorno do Distrito Federal, com Gastão Leite, e o Ga binete de Gestão da Representação em Brasília, com o eficiente Luiz Alberto “Bambu” de Oliveira, serão dinamizadas para atrair recursos e investimentos para o Estado.
 
A Goiás Parcerias deve sair da Secretaria de Infraestrutura para a Secretaria de Planejamento. O setor de irrigação deixa a Seplan e vai para a Secretaria da Agricultura. A superintendência de Mineração, na Secretaria de Indústria e Comércio, será fortalecida. O setor cobra a criação da Secretaria de Minas.
 
Sem consistência
 
Em 2010, por falta de empenho do governo Alcides Rodrigues, Goiás perdeu 50 milhões de reais. O dinheiro foi devolvido ao Tesouro Nacional. O recurso não volta mais ao Estado, porque fica configurado que não era necessário. O governo Alcides ficou caracterizado, em Brasília, por não apresentar projetos consistentes.
 
Crise tucana no Norte de Goiás
 
Iris Rezende derrotou Marconi Perillo em Porangatu por dois motivos. Primeiro, a gestão do prefeito tucano (de bico curto) José Osvaldo é tida com uma das cinco piores de Goiás. Segundo, o PMDB de Eronildo Valadares é forte na cidade.
 
Para 2012, o PMDB tende a bancar Eronildo para prefeito. “Minha mulher, a deputada estadual Vanuza Valadares, não será candidata. Mas eu só vou disputar se conseguir a unidade das oposições. O PT aproximou-se do PMDB e é possível que os dois partidos caminhem juntos.”
 
O prefeito estaria preparando dois nomes para a disputa: Ângelo Marcos, secretário de Assistência Social, e Marcos Antônio da Silva, dono de posto de combustíveis. Acredita-se que está apenas “pressionando” Júlio da Retífica, possível candidato do PSDB. “Só disputarei se conseguir o apoio consolidado do governador Marconi Perillo”, afirma Júlio. O empresário admite que sua mulher, Gláucia Melo, pode disputar a prefeitura. “Mas ainda é cedo para uma decisão.”
 
Trombadas no setor político
 
Não há dúvida: Vilmar Rocha, da Casa Civil; Sérgio Cardoso, da Secretaria Extraordinária de Articulação Política; Daniel Goulart, da Secretaria de Articulações Institucionais; e Fernando Cunha, da Secretaria Extraordinária para Ações Estratégicas, são competentes e bem-intencionados. Mas, em algum momento, suas ações tendem a colidir. Porque, no fundo, os quatro têm cargos semelhantes ao de secretário político do governador Marconi Perillo.
 
“As oposições precisam reeleger Paulo Garcia em 2010”
 
O deputado Ernesto Roller, indicado para a chefia da Procuradoria-Geral da Prefeitura de Goiânia, sustenta que as oposições goianas têm uma missão em 2012: “Reeleger o prefeito Paulo Garcia, do PT”. 
 
Roller afirma que, se perderam a Prefeitura de Goiânia, “segundo maior orçamento do Estado”, as expectativas das oposições em 2014 serão sombrias. “É vital que as oposições se unam, pois terão chance de bancar um candidato consistente.”
 
O líder do PP avalia que “a unanimidade não é positiva para Goiás — para os políticos e para a imprensa. A manutenção do equilíbrio político exige divisão do poder. Sem o exercício do contraditório qualquer sociedade fica, cultural e politicamente, mais frágil”.
 
Quando ao fato de o governo Alcides ter pago 273 milhões de reais a um grupo de empreiteiros, Roller afirma que 200 milhões de reais eram oriundos de “verba carimbada” do BNDES. “Não poderia ser usada para pagar o funcionalismo.”
 
 
 
 
 
Gomide pode ser o nome de 2014
 
A deputada tucana Lúcia Vânia avalia que o grande expoente do PT para 2012 e 2014 deve ser o prefeito de Anápolis, Antônio Roberto Gomide. “Ele é o diferencial do partido. É um prefeito eficiente, sério, gestor. A cidade melhorou muito. Gomide fez praças, parques e faz um trabalho bonito com a juventude.” Lúcia Vânia diz que Gomide “tem bom conceito em Brasília. O prefeito conseguiu várias obras do PAC 2, como cinco creches. Porque tem projetos”.
 
Pílulas
 
José Eliton deve assumir uma secretaria assim que revolver a crise mais grave da Celg.
 
Daniel Goulart “é uma fera”, dizem prefeitos, vereadores e deputados. O secretário não para, recebe todo mundo, sempre com bom humor. 
 
Ridoval Chiareloto assumiu a presidência do Goiásindustrial na semana passada.
 
Vários aliados do deputado federal Ronaldo Caiado assumiram cargos no segundo escalão do governo Marconi.
 
O grupo do ex-secretário da Fazenda Jorcelino Braga planeja lançar um jornal semanário e controlar a TV Capital. Já é proprietário da Rádio 730 e da produtora Kanal Vídeo.
 
O mais novo apelido do prefeito de Cristalina, Luiz Carlos Attié, o prefeito turista, é Torre de Pisa.
 
As primeiras pesquisas internas sobre a Prefeitura de Goiânia mostram que o quadro não é nada róseo para o prefeito Paulo Garcia.
 
O BID reclamou que os interlocutores da Prefeitura de Goiânia a respeito do Parque Macambira-Anicuns eram fracos e, por isso, o prefeito Paulo Garcia indicou Flávio Peixoto. Mas o economista foi vetado por um líder do PMDB.
 
Em visita ao governador Marconi Perillo, acompanhado do irmão Odair Resende, o deputado Nilo Resende acertou, na semana passada, que deve fazer parte do governo, abrindo uma vaga para Nédio Leite.
 
O deputado Sandes Júnior garante: “Não indiquei uma viv’alma para o governo de Marconi Perillo”.
 
O jornalista Paulo Beringhs não conseguiu nenhum cargo. Mas deve voltar para a Televisão Brasil Central, com um faturamento de 80 mil reais por mês.
 
Rones Maia (PR), eleito presidente da Câmara de Vereadores de Uruaçu, é cotado para ser candidato a vice chapa do prefeito Lourenço Pereira Filho.
 
Alberto Bittar, ex-diretor do Esporte Clube Rio Verde, e João Rodrigues, presidente do Conselho, e Gleydson Godoy, presidente do clube, apoiam Fernando Duarte para presidente da Rioverdense. O time vai disputar a Série B do Campeonato Goiano.
 
Um vereador garante que a Polícia Federal está investigando a prefeita de Valparaíso Lêda Borges. Lêda, que era a 
esperança da cidade, se tornou uma das maiores decepções políticas do Entorno do DF.
 
Sebastião Caroço conseguiu emplacar mais aliados no segundo escalão do governo Marconi Perillo do que o prefeito de Formosa, Pedro Ivo.
 
Ernesto Roller admite disputar a Prefeitura de Formosa. Mas, como Pedro Ivo é do seu partido, o PP, a coisa se complica.
 
Juarez Magalhães Júnior, do PMDB, é o mais novo assessor especial do governador Marconi Perillo, do PSDB.
 
Convidado para participar do governo, Ney Moura Teles preferiu continuar atuando como advogado, um dos mais competentes do Estado. 
 
O PMDB, com presença no primeiro escalão, terá direito a vários cargos no segundo escalão.
 
A guerra pelo comando do PSB continua. Barbosa Neto disse a dois interlocutores que recebeu garantias de que vai manter o controle do partido em Goiás.
 
Henrique Meirelles, cotado para assumir o Ministério de Aeroportos e Portos, pretende comandar um partido em Goiás. Só fica no PMDB se o grupo de Thiago Peixoto se tornar dominante.
 
Em conversa com amigos, Meirelles diz que foi traído pela cúpula do PMDB. Os líderes do partido queriam, na verdade, que disputasse o Senado (para ajudar a bancar financeiramente a eleição da chapa majoritária), mas não o governo.
 
Na década de 1980, Wolney Siqueira era comandante do PFL e Iris Rezende o levou para o Gabinete Civil. Na época, não se falou em cooptação. Com Thiago Peixoto, tudo é diferente.
 
De um alcidista, ou ex-alcidista: “Apanhamos por causa do ex-governador e agora ele nos abandonou totalmente. Não atende telefonemas e não sai de sua fazenda de Santa Helena. Aos amigos, tem dito que está ‘exilado’”.
 
Formado em Relações Internacionais e cursando Ciências Políticas na Universidade de Brasília (UnB), Thiago Matias (DEM), de 24 anos, disputou mandato de deputado federal e ficou como suplente.
 
Thiago Matias, que teve quase 5 mil votos, pode acabar assumindo a vaga do deputado Vilmar Rocha, se prevalecer a tese defendida no Supremo pelo ministro Gilmar Mendes, que avalia que a vaga não é da coligação, e sim do partido.
 
Osório Santa Cruz pode disputar a Prefeitura de Rio Verde contra o prefeito Juraci Martins (DEM). Ele está articulando e montando um grupo político. O médico Emílio Baylão deve apoiar a reeleição de Juraci.
 
O genro do Osório Santa Cruz, Geron Mesquita, é secretário de Articulação Política da Prefeitura de Rio Verde. A mulher de Geron, Valéria Santa Cruz, é cotada para disputar mandato de prefeita, em 2012.
 
Pesquisa encomendada por Juraci Martins apresenta um índice de popularidade de 75%.
 
Elias Terra, do PDT, assumiu a presidência da Câmara de Vereadores de Rio Verde. Mas não com a presença do governador Marconi Perillo em sua posse.
 
O empresário Evandro Abib (sem partido) assumiu a diretoria-geral da Goiás Parcerias (trabalha as PPPs e a questão da Ferrovia Norte-Sul). É uma indicação do prefeito Juraci Martins.
 
Rio Verde deve indicar novos nomes para o segundo escalão do governo de Marconi Perillo.