
O secretário de Meio Ambiente do governo de Goiás, o médico e deputado federal licenciado Leonardo Vilela, foi definido na semana passada como candidato — ou pré-candidato — do PSDB a prefeito de Goiânia. Desde o início, como antecipou o Jornal Opção, era o nome preferido do governador Marconi Perillo. Por sinal, há duas interpretações a respeito da indicação. Há quem diga, no próprio governo do Estado, que Marconi não estaria “muito” interessado na disputa goianiense. Estaria “mais” interessado em viabilizar seu governo e, por isso, quer continuar nas graças da presidente Dilma Rousseff. Até agora, tem sido bem atendido pela petista. A segunda interpretação é oposta: se não estivesse interessado na disputa não teria lançado Leonardo, que é, hoje, o político mais ligado ao governador. Há quem interprete a indicação do deputado como sinal de que Marconi vai entrar de frente na campanha. Porque a capital é uma cidade emblemática, que influencia o interior, e porque, a partir de Goiânia, a oposição vai tentar arrancá-lo do poder em 2014. Goiânia tem eleitorado — quase 1 milhão de eleitores — e a prefeitura tem uma arrecadação de Estado. “Marconi vai participar, com firmeza, de minha campanha. Mas claro que, por ser o governador do Estado, tem se dedicar à gestão pública e ao trabalho político em todo o Estado.”
Ouvido pelo Jornal Opção, Leonardo afirma que trabalha para unir todo o PSDB. “Acredito que posso unir quase toda a base. Os deputados Fábio Sousa e João Campos são políticos chaves e quero aproveitar seus projetos para Goiânia. Eles agregam e têm força política”, destaca. Ele também vai procurar o senador Demóstenes Torres, que tem projetos para Goiânia e fez várias pesquisas sobre as necessidades da capital.
O Jornal Opção perguntou: “Quais vão ser os temas básicos da campanha?” Leonardo respondeu: “Saúde, segurança pública, transporte coletivo, trânsito, meio ambiente, ocupação do espaço urbano, meio ambiente e probidade administrativa e pessoal”. O tucano diz que espera uma campanha de alto nível, mas dura. “O confronto de ideias é mais importante do que baixarias. Mas não é baixaria discutir o que se faz com o dinheiro público. O que não vou fazer são ataques pessoais. Não é o tipo de política que eu aprove.”
Uma coisa é certa: se não obtiver parte do tempo de TV do DEM, o PSD não lança candidato a prefeito em Goiânia. A tese: candidato que não é visto não tem chance de ser eleito prefeito de uma capital. Daí a tendência é o partido lançar o vice de Leonardo. Como Armando Vergílio não quer ser vice, pois prefere ficar na Câmara dos Deputados, o vice tende a ser Francisco Vale Júnior, cujo projeto político é mais voltado para Goiânia.