34 anos
Demóstenes planeja disputar o governo de Goiás
Demóstenes Torres e José Eliton, líderes do partido
Democratas: o segundo pode ser uma barreira no
caminho político do primeiro

O senador Demóstenes Torres é hoje o político goiano mais conhecido no país. Tornou-se, por assim dizer, um político nacional. O presidente do PHS, Eduardo Machado, tem feito uma peregrinação pelo país, de Norte a Sul, e diz que em todos os Estados, ao saberem que é de Goiás, “falam muito e bem” de Demóstenes. Uma pesquisa do DEM nacional indica que o senador é o político mais consistente, entre os democratas, para disputar a eleição presidencial de 2014. A pesquisa constata que suas posições firmes, em defesa da segurança pública e contra a corrupção, foram assimiladas pela sociedade. Ele é quase uma paixão da classe média nacional.

Assim, se depender do comando nacional do DEM, Demóstenes será candidato a presidente da República, ou mínimo vice de Aécio Neves, do PSDB. Aécio é o típico político mineiro, matreiro e negociador, mas falta-se a consistência ideológica do democrata. Uma chapa com um político moderado e um político agressivo, transformando as diferenças em convergências, poderia ser o ideal para enfrentar a presidente Dilma Rousseff. Curiosamente, tanto Aécio quanto Dilma disputam o mesmo vice — o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o novo “rei” do Nordeste.

O fato é que, embora tentado pelo projeto nacional, Demóstenes tem muito interesse num projeto provincial. O que ele mais quer é ser governador de Goiás para, depois, aventurar-se num projeto nacional. Mas há algumas pedras no caminho.

Demóstenes está de olho no projeto do governador Marconi Perillo, com o qual mantém excelente relacionamento político. Chega a dizer aos democratas: “Não brigo mais com Marconi”. Se Marconi disputar o Senado em 2014, Demóstenes será candidato a governador. Se não fosse Marconi, que pode disputar a reeleição, o governo de Goiás seria, desde já, o projeto número um de Demóstenes.

Entretanto, se Marconi disputar a reeleição, Demóstenes parte para um projeto nacional — aceitando participar de uma operação para tentar salvar o DEM da extinção ou do nanismo.

Uma pedra no caminho é que, se Marconi deixar o governo para disputar mandato de senador, o vice, José Eliton Júnior, assume e se tornará candidato natural à reeleição. Uma saída: convencer Eliton a disputar a Prefeitura de Goiânia. O problema é que Eliton é desconhecido na capital, portanto tem poucas chances de ser eleito.

Tudo o que Demóstenes menos quer hoje é disputar a Prefeitura de Goiânia. Só faria isto se o governador Marconi Perillo pedir, com todas as letras e com ênfase, que dispute. A ressalva é que, hoje, o tucano está mais preocupado em fazer um governo eficiente, e sem criar mais arestas com o governo de Dilma Rousseff.

Leia mais bastidores em: "Henrique Meirelles é modelo para alguns políticos goianos?"; "Edgar Jácomo pode disputar em Inhumas"; "Rival de Jardel em Catalão é do PT"; "Júnior do Friboi diz que PSB apoia Paulo Garcia"; "Vecci diz que obras terão mais recursos"; "A estrela do PT na Cidade de Goiás"; “Quero ser a Dilma Rousseff de Morrinhos”; "Paulo Cezar é o nome forte de Morrinhos"; "Governo Itinerante começa em abril"; "Cilene Guimarães é a aposta do governo em Jataí" e "Eletrobrás quer ampliar poder na Celg"