Goiânia, 09 de fevereiro de 2010
De: 15 a 21 de novembro de 2009

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ANÁ­PO­LIS
 

UEG investiga denúncia contra pró-reitora

Ministério Público pede esclarecimentos sobre suposto abuso de autoridade e nepotismo. Reitoria delega comissão para apurar o caso

INÃ ZOÉ

Jornal Opção
Estudantes, professores e funcionários relatam um quadro de convulsão na instituição de ensino superior: acusação de ingerências políticas e queda na qualidade do ensino
Não é no­vi­da­de que a Uni­ver­si­da­de Es­ta­du­al de Go­i­ás (UEG) en­fren­ta di­fi­cul­da­des des­de a sua fun­da­ção, em 1999. Por ques­tões fi­nan­cei­ras, po­lí­ti­cas e até ide­o­ló­gi­cas, alu­nos, pro­fes­so­res e fun­cio­ná­rios pre­ci­sam li­dar com a in­se­gu­ran­ça de uma ins­ti­tu­i­ção de en­si­no su­pe­ri­or que ain­da não atin­giu o ama­du­re­ci­men­to es­pe­ra­do. Ape­sar de ter cres­ci­do em quan­ti­da­de, atin­gin­do 42 uni­da­des e no­ve pó­los em to­do o Es­ta­do, a universidade vem mos­tran­do fra­gi­li­da­des no que diz res­pei­to à qua­li­da­de do en­si­no pres­ta­do. Pro­fes­so­res des­mo­ti­va­dos, cur­sos sem a es­tru­tu­ra necessária e di­ver­sos atri­tos in­ter­nos apon­tam a ne­ces­si­da­de ur­gen­tes de mu­dan­ças – pelo menos são essas as reclamações que volta e meia aparecem em manifestações dos estudantes.

Uma das gran­des fe­ri­das na ins­ti­tu­i­ção é a quan­ti­da­de de car­gos tem­po­rá­rios no qua­dro de pro­fes­so­res e téc­ni­cos ad­mi­nis­tra­ti­vos, que su­pe­ram em mui­to o nú­me­ro de ser­vi­do­res con­cur­sa­dos – dos cer­ca de 1,9 mil pro­fes­so­res, me­nos de 500 são efe­ti­vos. No cor­po téc­ni­co, o nú­me­ro de tem­po­rá­rios ul­tra­pas­sa 1,8 mil con­tra­tos. Mes­mo a si­tu­a­ção se ar­ras­tan­do por anos, o go­ver­no do Es­ta­do, ape­sar de já ter au­to­ri­za­do, não da­tou a re­a­li­za­ção do con­cur­so. Para completar esse quadro de desarranjo, suspeitas graves sobre a administração continuam a surpreender a opinião pública. São acusações graves e que ainda precisam ser confirmados pelos órgãos de investigação.

Na se­gun­da-fei­ra, 9, a rei­to­ria da uni­ver­si­da­de foi pro­cu­ra­da pe­lo Mi­nis­té­rio Pú­bli­co Es­ta­du­al pa­ra pres­tar es­cla­re­ci­men­tos so­bre uma denúncia en­vol­ven­do a pró-rei­to­ra de Ex­ten­são, Cul­tu­ra e As­sun­tos Es­tu­dan­tis (PrE), Sil­ma Jú­lia Oli­vei­ra. Na de­nún­cia apre­sen­ta­da ao MP, a ges­to­ra é acu­sa­da, en­tre ou­tras coi­sas, de abu­so de po­der e as­sé­dio mo­ral. A pró-rei­to­ria, segundo a denúncia, es­ta­ria em de­ca­dên­cia já que a res­pon­sá­vel pe­la pas­ta não com­pa­re­ce ao tra­ba­lho de­vi­da­men­te.

A fi­lha da pró-rei­to­ra, Ca­mi­la Jú­lia, tam­bém es­ta­ria en­vol­vi­da na ad­mi­nis­tra­ção da mãe, co­mo co­or­de­na­do­ra, co­a­gin­do fun­cio­ná­rios e de­fi­nin­do por con­ve­niên­cia a per­ma­nên­cia ou não de ser­vi­do­res na PrE. À fren­te do Pro­ne­ra (Pro­gra­ma Na­ci­o­nal de Edu­ca­ção na Re­for­ma Agrá­ria), Ca­mi­la, de acordo coma denúncia, te­ria co­lo­ca­do na fo­lha de pa­ga­men­to al­guns ser­vi­do­res e pa­ren­tes de fun­cio­ná­rios co­mo for­ma de des­vio de ver­ba e la­va­gem de di­nhei­ro.

O do­cu­men­to apre­sen­ta­do ao MP tam­bém apon­ta ou­tras du­as pes­so­as li­ga­das di­re­ta­men­te a Sil­ma. Seu ir­mão Mar­cos de Oli­vei­ra, alo­ca­do no pro­gra­ma Edu­can­do e Va­lo­ri­zan­do a Vi­da (EVV) e a so­bri­nha, Lí­via Oli­vei­ra, que es­ta­ria re­ce­ben­do por dois de­par­ta­men­tos co­mo exa­mi­na­do­ra e ser­vi­do­ra da PrE.

As acu­sa­ções, de acor­do com in­for­ma­ções da pro­mo­to­ria, fo­ram fei­tas por um gru­po de es­tu­dan­tes des­gos­to­sos com a si­tu­a­ção em que se en­con­tra a administração da universidade. A prin­cí­pio fo­ram so­li­ci­ta­dos pe­la pro­mo­to­ra res­pon­sá­vel pe­lo ca­so, Ir­ma Pfri­mer Oli­vei­ra, do­cu­men­tos que aju­da­rão a es­cla­re­cer a de­nún­cia. Es­ti­pu­lou-se um pra­zo de dez di­as, con­ta­do a par­tir do dia 9 de no­vem­bro, pa­ra que a uni­ver­si­da­de se ma­ni­fes­te.

O che­fe de ga­bi­ne­te da rei­to­ria, Jo­sé Cus­tó­dio Pe­rei­ra Ne­to, afir­mou con­vic­ta­men­te na quin­ta-fei­ra, 12, que ne­nhum ti­po de de­nún­cia ofi­cial en­vol­ven­do o no­me da pró-rei­to­ra ha­via si­do le­va­da até a cú­pu­la da ins­ti­tu­i­ção.

Jornal Opção
Luiz Antônio Arantes, reitor da UEG: exigiu explicações por escrito
Na sex­ta-fei­ra, 13, en­tre­tan­to, o rei­tor da UEG, Lu­iz An­tô­nio Aran­tes, dis­se que to­mou co­nhe­ci­men­to do ca­so por meio do MP no iní­cio da se­ma­na e que já ha­via aber­to pro­ces­so ad­mi­nis­tra­ti­vo pa­ra ave­ri­guar as acu­sa­ções. “A co­mis­são es­pe­ci­al de in­qué­ri­to vai in­ves­ti­gar ba­si­ca­men­te a vin­cu­la­ção fa­mi­liar e o abu­so de au­to­ri­da­de”, ob­ser­va. De acor­do com o rei­tor, Sil­ma es­tá ci­en­te da ação e de­ve en­vi­ar por es­cri­to, nos pró­xi­mos di­as, es­cla­re­ci­men­to so­bre to­dos os ca­sos in­di­ca­dos no do­cu­men­to.

Em re­la­ção a Ca­mi­la Jú­lia, o rei­tor afir­ma que ela re­al­men­te tra­ba­lhou em con­vê­ni­os fir­ma­dos com a ins­ti­tu­i­ção, o que se­ria per­mi­ti­do por lei. Ele res­sal­ta, po­rém, que os se­to­res da uni­ver­si­da­de têm au­to­no­mia pa­ra ge­ren­ci­ar os ser­vi­do­res, não ten­do com is­so con­tro­le to­tal so­bre quem es­tá ou não na fo­lha de pa­ga­men­to.

O Jor­nal Op­ção ten­tou por vá­ri­as ve­zes en­trar em con­ta­to com a pró-rei­to­ra, mas se­gun­do in­for­ma­ções ob­ti­das no pró­prio ór­gão que co­man­da, a ges­to­ra es­ta­ria em For­ta­le­za (CE) e só re­tor­na­ria na se­gun­da-fei­ra, 15. Vá­rios con­ta­tos fo­ram dei­xa­dos na cai­xa de men­sa­gem do seu ce­lu­lar, mas não hou­ve res­pos­ta até o fe­cha­men­to des­ta edi­ção.

Au­di­to­ria – Em 2008, uma equi­pe da Se­cre­ta­ria da Fa­zen­da (Se­faz) re­a­li­zou au­di­to­ria na fo­lha de pa­ga­men­to de pes­so­al da UEG, cons­ta­tan­do, na épo­ca, uma sé­rie de ir­re­gu­la­ri­da­des. In­for­ma­ções sa­la­ri­ais dos cur­sos se­quen­cia­is, do nú­cleo de se­le­ção e do pro­gra­ma EVV, nes­te pe­rí­o­do co­man­da­do por Sil­ma, fo­ram cru­za­das com da­dos das de­mais fo­lhas de ór­gã­os go­ver­na­men­tais pa­ra ve­ri­fi­car a pos­sí­vel alo­ca­ção em ou­tros car­gos ou fun­ções pú­bli­cas.

Con­tra­ri­an­do os dis­po­si­ti­vos le­gais, fo­ram cons­ta­ta­das, en­tre ou­tras coi­sas, que ser­vi­do­res que ocu­pa­vam car­gos re­mu­ne­ra­dos por sub­sí­di­os tam­bém re­ce­bi­am gra­ti­fi­ca­ções de con­vê­nio e even­tual. A equi­pe da Se­faz ve­ri­fi­cou ain­da que des­pe­sas da uni­ver­si­da­de, sem pas­sar pe­lo pro­ces­so de li­ci­ta­ção, eram cre­di­ta­das na fo­lha uti­li­zan­do-se gra­ti­fi­ca­ções.

O do­cu­men­to apre­sen­ta­do pe­los au­di­to­res res­sal­ta que a uni­ver­si­da­de, por meio do EVV, fir­mou con­tra­to com o DE­TRAN pa­ra a pres­ta­ção de ser­vi­ço téc­ni­co es­pe­cia­li­za­do. Es­se tra­ba­lho de apli­ca­ção de exa­mes so­bre le­gis­la­ção de trân­si­to e de­mais con­te­ú­dos pro­gra­má­ti­cos, po­rém, de­ve­ria ser re­a­li­za­do ape­nas por pro­fes­so­res da UEG re­gis­tra­dos e cre­den­ci­a­dos jun­to à ge­rên­cia da con­tro­la­do­ria re­gi­o­nal de trân­si­to do DE­TRAN.

O que ocor­ria é que o pa­ga­men­to era fei­to a ser­vi­do­res sem car­gos na ins­ti­tu­i­ção ou mes­mo sem li­ga­ção al­gu­ma a ad­min­si­tra­ção es­ta­du­al – ser­vi­do­res do ór­gão de trân­si­to, con­tra­ri­an­do o no­vo con­tra­to, tam­bém con­ti­nu­a­ram re­ce­ben­do, mes­mo de­pois de se­la­da a par­ce­ria.

Du­ran­te a se­ma­na, a re­por­ta­gem do Jor­nal Op­ção ten­tou apu­rar to­dos es­ses ca­sos e cons­ta­tou que a UEG en­fren­ta um ver­da­dei­ro co­lap­so. Em con­ver­sa com pro­fes­so­res efe­ti­vos e tem­po­rá­rios, alu­nos de di­ver­sas uni­da­des, ser­vi­do­res ad­mi­nis­tra­ti­vos, ex-fun­cio­ná­rios, pro­mo­to­res pú­bli­cos e téc­ni­cos do go­ver­no, brotam referências a casos de ingerência política na ins­ti­tu­i­ção. Falam também da ne­ces­si­da­de de uma mai­or pre­o­cu­pa­ção com a qua­li­da­de do en­si­no.

Jornal Opção
Silma Júlia Oliveira, pró-reitora da UEG
Di­re­tor de uni­da­de da UEG, Nel­son de Abreu diz que a não re­a­li­za­ção do con­cur­so pú­bli­co pa­ra a con­tra­ta­ção de pro­fes­so­res e téc­ni­cos ad­mi­nis­tra­ti­vos é ho­je um dos apên­di­ces da uni­ver­si­da­de. A ins­ta­bi­li­da­de ge­ra­da cau­sou, ao lon­go do tem­po, ví­ci­os de ges­tão pelos quais o ser­vi­dor que de­pen­de de um con­tra­to se tor­na re­fém de quem o em­pre­ga. “Não po­de­mos ser fun­cio­ná­rios de um go­ver­no e sim do Es­ta­do”, res­sal­ta. Nel­son, que faz par­te do pe­que­no gru­po de ser­vi­do­res con­cur­sa­dos da UEG, ob­ser­va que to­das as so­li­ci­ta­ções re­a­li­za­das, ape­sar de mui­to bem re­ce­bi­das pe­la pro­cu­ra­do­ria, qua­se não ob­ti­ve­ram re­sul­ta­dos con­cre­tos.

Ele lem­bra que os con­tra­tos tem­po­rá­rios fo­ram acei­tos ini­ci­al­men­te por um ano até que fos­se en­con­tra­da so­lu­ção a con­ten­to – es­se pra­zo foi es­ten­di­do pa­ra três anos e de­pois re­tor­nou ao tem­po es­ta­be­le­ci­do em lei. O que ocor­re é que o “tem­po­rá­rio” tem pre­va­le­ci­do na mai­o­ria dos car­gos da UEG e mui­tos in­clu­si­ve já du­ram qua­se dez anos. “O pro­fes­sor con­vi­ve com es­sa ins­ta­bi­li­da­de. Ele não sa­be se ama­nhã ou de­pois vai ter o em­pre­go”.

No iní­cio des­te ano cer­ca de 500 pro­fes­so­res co­mis­sio­na­dos ain­da ti­ve­ram de en­fren­tar ou­tro pro­ble­ma. Por atra­so em um de­cre­to, se­gun­do in­for­ma­ção da Se­faz, os do­cen­tes não re­ce­be­ram os três pri­mei­ros ven­ci­men­tos. Quem re­la­ta es­te fa­to é o pro­fes­sor dou­tor em eco­lo­gia Ro­nal­do An­ge­li­ni, que mes­mo sen­do do qua­dro efe­ti­vo, fri­sa que a de­sor­ga­ni­za­ção ge­ral cau­sa um es­ta­do de in­se­gu­ran­ça. “Que­re­mos um bom am­bi­en­te de tra­ba­lho”, rei­vin­di­ca.

Se­gun­do ele, a pro­mes­sa de 470 va­gas pa­ra pro­fes­so­res não re­sol­ve a si­tu­a­ção, in­clu­si­ve por li­mi­tar ape­nas 90 pa­ra dou­to­res, o que se­ria bem abai­xo do ne­ces­sá­rio. “O Bra­sil for­ma 10 mil dou­to­res por ano. Já pas­sa­mos da épo­ca de con­tra­tar es­sa quan­ti­da­de de es­pe­cia­lis­tas”. So­bre o re­sul­ta­do das úl­ti­mas elei­ções na UEG, An­ge­li­ni diz que não foi ani­ma­dor e ser­viu co­mo pro­va de que o in­te­res­se mai­or é ape­nas o de ga­ran­ti­r o em­pre­go.

O pro­fes­sor, que ago­ra se pre­pa­ra pa­ra ingressar na Uni­ver­si­da­de Fe­de­ral do Rio Gran­de do Nor­te (UFRN), diz que por dez anos apos­tou na UEG e ten­tou, jun­ta­men­te com ou­tros par­cei­ros, levar me­lho­ri­as pa­ra a uni­ver­si­da­de. Dois im­por­tan­tes pro­je­tos be­ne­fi­ci­a­ram di­re­ta­men­te a ins­ti­tu­i­ção. O pri­mei­ro, no va­lor de R$ 200 mil, pos­si­bi­li­tou a cons­tru­ção de um la­bo­ra­tó­rio e o se­gun­do, com re­cur­sos de R$ 800 mil, se­rá des­ti­na­do à edi­fi­ca­ção de um pré­dio na UnU­CET pa­ra edu­ca­ção ci­en­tí­fi­ca e pes­qui­sa.

Dos dou­to­res que par­ti­ci­pa­ram da ela­bo­ra­ção dos pro­je­tos, ape­nas um con­ti­nu­a­rá no qua­dro da UEG, o que mos­tra as per­das sig­ni­fi­ca­ti­vas que a uni­ver­si­da­de tem so­fri­do nos úl­ti­mos anos. “Mi­nha es­po­sa e eu va­mos pa­ra a Fe­de­ral do Rio Gran­de do Nor­te, uma pro­fes­so­ra já es­tá na UNB e ou­tro pas­sou no con­cur­so re­cen­te­men­te e aguar­da ser cha­ma­do”. O pro­fes­sor diz que sem­pre acre­di­tou no po­ten­ci­al da ins­ti­tu­i­ção, mas não vê pers­pec­ti­va de atu­a­ção. “Não adi­an­ta, por exem­plo, ter ape­nas um dou­tor em eco­lo­gia. É pre­ci­so ter um gru­po até mes­mo pa­ra se de­sen­vol­ver bons tra­ba­lhos na área”, pon­de­ra.

Fa­zen­do um com­pa­ra­ti­vo com as ações to­ma­das re­cen­te­men­te pe­la uni­ão em re­la­ção à me­lho­ria do en­si­no su­pe­ri­or no Pa­ís, An­ge­li­ni afir­ma que o Programa de Apoio a Planos de Re­es­tru­tu­ra­ção e Ex­pan­são das Uni­ver­si­da­des Fe­de­ra­is (REU­NI) têm tra­zi­do uma no­va re­a­li­da­de pa­ra a edu­ca­ção. Ci­tan­do o exem­plo da UFRN ele ob­ser­va que lá fo­ram aber­tas 234 va­gas pa­ra dou­to­res, enquan­to na UEG, com uni­da­des e pó­los dis­tri­bu­í­dos por to­do o es­ta­do, ain­da se dis­cu­te a ne­ces­si­da­de de se con­tra­tar mais pro­fis­si­o­nais com es­ta gra­du­a­ção.

Ele diz que o REU­NI fei­to no Es­ta­do foi ca­pen­ga e se pre­o­cu­pou mui­to mais com a quan­ti­da­de de alu­nos do que de pro­fis­si­o­nais. Em re­la­ção à Se­cre­ta­ria Es­ta­du­al de Ci­ên­cia e Tec­no­lo­gia (Sec­tec), ór­gão que ho­je é res­pon­sá­vel pe­la uni­ver­si­da­de, o pro­fes­sor res­sal­ta que os úl­ti­mos ges­to­res tem si­do mui­to omis­sos se am­pa­ran­do em cer­ta in­de­pen­dên­cia da UEG. “O se­cre­tá­rio, que­ren­do ou não pre­ci­sa em cer­tos mo­men­tos ba­ter o pé e co­brar de for­ma mais du­ra do rei­tor re­sul­ta­dos po­si­ti­vos”.



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