Euler de França Belém
ffeubel@uol.com.br
O homem-redação
Na redação do Jornal Opção, nós chamamos Wilson Silvestre de o “homem-redação”. Ele pauta, escreve e, se necessário, diagrama. Como editor da coluna “Brasília e Entorno do DF”, Wilson faz jornalismo de primeira, antecipando até mesmo a atilada imprensa da capital do país. A maioria dos jornais descobriu agora as “ligações” de Roriz com o PSC, mas, bem antes, Wilson explicou que não tinha outra saída, exceto o pequeno partido.
O PSC não é um partido de aluguel, mas está sendo usado como tal por Roriz e seu acólitos.
Sem o apoio do PMDB, Roriz está tentando se cercar dos setores mais fisiológicos da política do Distrito Federal. Bom para José R. Arruda.
Nova tradução de Kafka pretende resgatar seu humor
Feliz do país que pode contar com três traduções, diretas do alemão, da novela “A Metamorfose”, de Franz Kafka. A mais conhecida é a de Modesto Carone. O professor e escritor traduziu, não sei se a obra completa, os principais textos do autor judeu, como “O Processo”, “O Castelo” e “A Metamorfose”. Suas traduções (que saíram pela Brasiliense e, mais recentemente, pela Companhia das Letras), consideradas de excelente nível, e explicações contribuem para o entendimento de uma obra que, a cada leitura, parece ficar mais complexa e, também, completa. A tradução de Marcelo Backes (para a editora L&PM), também escorreita, é bem anotada, com prefácio e comentário final. A edição mais recente sai pela Editora Hedra, com tradução e introdução de Celso Donizete Cruz.
O professor Celso Cruz que, inicialmente, pensou em chamar a novela de “A Transformação”, como “modo de recuperar a repetição sonora do substantivo alemão do título original, ´Verwandlung´, que ecoa na forma verbal ´verwandelt´ (´transformado´), no fim da primeira frase da narrativa, considerada por muitos a sentença de abertura mais célebre de toda a literatura”. Entretanto, como a novela é mais conhecida como “A Metamorfose”, por razões certamente muito mais mercadológicas, (“Cavalaria Vermelha”, de Isaac Bábel, ganhou nova tradução, com novo título, pela Cosacnaify, mas o livro continua sendo chamado de “Cavalaria Vermelha”), a editora e o tradutor optaram por manter o título clássico.
Pode parecer surpreendente, mas Celso Cruz revela que, entre 1956 e 2002, “contam-se no país pelo menos 21 edições diferentes” de “A Metamorfose” e acrescenta que, ao contrário do que se pensa, Jorge Luis Borges não traduziu a novela. A primeira tradução, empreendida pelo hábil Brenno Silveira a partir do inglês, é de 1956. Se tem defeitos, por não ter sido feita tendo como ponto de partida o alemão, não é ruim como a de Torrieri Guimarães.
Por que “A Metamorfose” (escrita em 20 dias) agrada e, claro, assusta tanto os leitores? “O desespero do homem moderno em relação à existência, a eterna busca de algo que não está mais à disposição, a pergunta por aquilo que não tem resposta são as características mais marcantes de sua obra” (não apenas da novela), diz Backes. “Kafka escreve o evangelho da perda. Ele é o escritor do lusco-fusco, o poeta da penumbra, a literatura em seu próprio crepúsculo. O realismo de Kafka é mágico, mas sóbrio ao mesmo tempo; seu humor às vezes é grotesco, outras vezes irônico, mas no fundo sempre carregado de seriedade. Sua prosa é dura, seca e despojada.” Celso Cruz diz que, ao ler Kafka, o leitor topa “com terror estranho e inesperado, por vezes mais engraçado que aflitivo”.
Um dos resgates de Celso Cruz é o humor de Kafka. “Conforme reza a lenda, Kafka” chegou “as gargalhadas ao ler a narrativa em primeira mão para os amigos. Acredito que falte uma pitada maior desse humor nas edições e traduções brasileiras. (...) Esse veio interpretativo ficou meio esquecido nas várias edições posteriores. A tônica foi mais para o horror ou para o trágico, que fazem justiça, mas não a esgotam.”
Sobre a oportunidade da nova tradução, escreve Celso Cruz: “Uma nova tradução é só mais uma proposta de interpretação, sempre possível porque o contexto de recepção nunca é estável. O clássico atravessa as gerações, tendo sempre o que dizer a cada uma delas. Há portanto sempre uma oportunidade de renovação a comprovar o seu vigor atemporal”.
Primeiro parágrafo de “A Metamorfose”, na tradução de Celso Cruz: “Certa manhã, ao despertar de um sonho inquieto, Gregor Samsa descobriu-se em sua cama transformado num insuportável inseto [“inseto monstruoso”, na versão de Backes]. Deitado de costas, duras como um casco, ele viu, ao erguer um pouco a cabeça, sua cabeça, sua barriga arredondada, pardacenta, repartida por pregas arqueadas, do alto da qual a coberta, já quase toda caída, escorregava. Diante de seus olhos moviam-se desesperadas suas várias pernas, ridiculamente finas em comparação com suas proporções de antes”.
Editora Hedra aposta nos clássicos
A Editora Hedra especializou-se numa área que estava fora de moda, não por falta de leitores, e sim de editores que não apostem apenas em best sellers vitaminados por sucessos no cinema. Além de publicar clássicos, com novas ou velhas traduções, a editora encomenda introduções que, esclarecedoras, situam as obras no quadro geral da literatura e facilitam o entendimento dos leitores.
Um dos mais importantes lançamentos é o livro “Viagem em Volta do Meu Quarto” (141 páginas), acrescido de “Expedição Noturna em Volta do Meu Quarto”, de Xavier de Maistre, autor que, ao lado de Laurence Sterne, influenciou Machado de Assis na composição de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. A tradução e a introdução é da professora Sandra M. Stroparo. “Laurence Sterne é o principal parâmetro literário: fazer de qualquer tema, motivo, dúvida ou certeza uma razão para longas elucubrações é o método preferido da época, que vai do salão ao texto filosófico e às melhores literárias. Para quem se lembrou de algo parecido, qualquer semelhança com as ´Memórias Póstumas de Brás Cubas´ não é mera coincidência”. O francês Maistre foi general russo.
Uma das boas notícias da Hedra é que adquiriu as versõesde Péricles Eugênio da Silva Ramos (1919-1992), um dos mais qualificados tradutores do país. Um de seus portentos tradutórios é “Ode ao Vento Oeste e Outros Poemas”, do poeta inglês P. B. Shelley. A erudita introdução também é de Péricles Eugênio. Um dos pontos centrais é o poema longo “Adonais: elegia pela morte de John Keats”.
De Herman Melville, temos “Hawthorne e Seus Musgos”, com tradução e introdução de Luiz Roberto Takayama.
A Hedra reinventou uma coisa que faltava no mercado editorial: livros de qualidade com preços baixos. Menos de 20 reais. A L&PM antecipou-a, publica livros de qualidade, mas edita quase tudo, do luxo ao lixo. Companhia das Letras e Record seguem pelo mesmo caminho, mas com preços ligeiramente superiores.
Internet pode policiar imprensa
O experimentado jornalista Carlos Honorato diz que a internet vai ter um peso decisivo nas campanhas, especialmente em regiões nas quais a imprensa é excessivamente dependente dos governantes e, portanto, é usada para atacar adversários políticos. Editor de um blog azeitado, o BSB — Estação da Notícia (www.carloshonorato.com.br), Honorato, ex-editor do “Correio Braziliense”, com passagens pelo Jornal Opção e pelo “Diário da Manhã” (integrou a decantada equipe de Washington Novaes), diz que, se os jornais se equivocarem — a linguagem certa é “mentirem” —, tão-logo cheguem à internet, antes mesmo de ir às bancas, começarão a ser desmoralizados em blogs de profissionais e mesmo de leitores comuns (mas atentos) ou de grupos partidários.
A internet, com sua infinidade de blogs, pode ser usada como uma espécie de polícia dos jornais impressos (e não só). Antes da internet, os jornais eram soberanos e só podiam, quando podiam, ser desmentidos na edição seguinte. Agora, pelo contrário, podem ser desmentidos, com impacto fulminante, minutos depois de saírem. É a tecnologia a serviço da informação correta e da diversidade de opiniões.
Groucho Marx
Candidato a deputado estadual, o ex-pit boy Leandro Sena apresenta-se, agora, como “ambientalista”. Se o leitor não acredita na “transformação”, deve ler entrevista concedida por Sena ao repórter Welliton Carlos, do “Diário da Manhã”.
Cláudio Curado deixa rádio 730
O jornalista Cláudio Curado deixou o jornalismo da Rádio 730. Uma grande perda, pois é um profissional competente e sério.
Cosac esconde nome de segundo tradutor
O livro “A Cultura do Romance” (Cosacnaify), organizado pelo crítico literário italiano Franco Moretti, o marxista que abomina Harold Bloom, chegou com estardalhaço. Como se contivesse o “último” segredo de Fátima da literatura internacional. Mas Denise Bottmann apresenta o primeiro problema. Traduziu 70% das mais de mil páginas, mas a editora não nomeou o tradutor das outras páginas. Ela exige que o nome do tradutor seja divulgado. É o decente.
Freud de Melo defende Diário da Manhã e acusa Pop de tolher liberdade de imprensa
Contrariando o Instituto Verificador de Circulação (IVC), o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Freud de Melo garante que “o Diário da Manhã tornou-se o jornal mais lido em Goiás”. Se acreditarmos nos dados fornecidos pelas próprias empresas, o diário de maior circulação é o popularesco “Daqui” (não sei se o mais lido), seguido do “Pop” (talvez o mais lido). O “Diário da Manhã” é o terceiro, com o “Hoje” em quarto. “Batista Custódio tem toda razão” é o título do artigo do político e empresário.
Ninguém do “Pop” respondeu, mas Freud de Melo faz uma crítica muito séria: “O Popular é um jornal elitista que seleciona os escritos daqueles que vez [ou] outra são editados em suas páginas [Freud sugere, portanto, que o “Diário da Manhã” não “seleciona” seus colaboradores]. Não concede liberdade de imprensa e se esquiva na reprodução dos fatos governamentais para não contrariar os detentores do poder, porque a imprensa de Goiás e de resto no Brasil só sobrevive com o financiamento governamental”.
Não sei se o “Pop” interfere nos artigos de seus colaboradores, determinando uma linha, mas, quanto ao poder público, pelo menos nos últimos três anos, tem se mostrado mais crítico do que o “DM”. Dizem que Freud é “maluco”, ele mesmo diz que comete “doideiras”, mas sua crítica, se verdadeira, é muito séria. O diretor de Jornalismo da Organização Jaime Câmara, Luiz Fernando Rocha Lima, um profissional sério, tem de se manifestar. Ele ou o editor do jornal, João Unes.
Num ponto, não há como discordar do ex-prefeito: os jornais, as televisões, as revistas e os rádios são mesmo dependentes dos governos. Uns menos, outros mais. Em termos nacionais, a “Veja” se destaca nas críticas ao governo Lula. A “Época” critica, mas pega mais leve. A “IstoÉ” fica no meio do caminho, eventualmente crítica mas no limiar do governismo. A “CartaCapital” mantém o espírito crítico em algumas questões, como no caso de Cesare Battisti, mas no geral é, mais do que petista, lulista.
A “Folha de S. Paulo tenta guardar certa independência, mas os petistas sugerem que apoia o governador José Serra. Se não é inteiramente acrítica em relação ao tucano, a “Folha” também não é contundente. Critica com mais ânimo o governo Lula. O “Estadão” mantém a crítica, com reportagens às vezes cáusticas, mas, embora seja mais profundo, é menos instigante do que a “Folha”. A “Folha” fustiga mais, sobretudo no seu espaço de opinião. Surpreendentemente, “O Globo” muitas vezes supera “Folha” e “Estadão” em independência e volume de denúncias fundamentadas.
Amadorismo da ESPN na cobertura de boxe
A ESPN mostrou certo amadorismo na cobertura da luta de boxe entre Vitali Klitschko e Chris Arreola no sábado, 26. Quem viu o duelo com isenção percebeu que, se o americano de origem mexicana Arreola era mais agressivo, o ucraniano Klitschko era mais contundente. Mesmo assim, o comentarista Eduardo Ohata e o narrador torciam claramente para Arreola, sem perceber que Vitali, um boxeador forte mas burocrático, estava bem melhor, soltando golpes mais fortes e esquivando-se, no seu estilo defensivo, dos ataques do oponente. Depois do 10º assalto, Arreola, sangrando muito pelo nariz, não voltou. O comentarista (quase sempre sóbrio) e o narrador da ESPN disseram que o norte-americano estava vencendo e sugeriram que havia alguma coisa estranha. Informaram que a luta havia sido encerrada pelo árbitro. Estavam errados. Os auxiliares de Arreola impediram sua volta, para evitar um castigo mais duro, um nocaute vexatório para uma promessa do boxe. A informação errada divulgada pelo comentarista e pelo narrador indica que trabalham no escuro, sem nenhum contato com a matriz, nos Estados Unidos.
Quem tem o canal Première Combate pode ver algumas batalhas notáveis de Manny Pacquiao, o melhor pugilista da atualidade, em todas as categorias. Pacman tem queixo de aço e mãos de pedra.
Polyanna Borges e jornalismo responsável
Vinte e seis leitores (17 mulheres) enviaram e-mails perguntando se a cobertura do assassinato da publicitária Polianna Arruda Borges tem sido correta. Alguns leitores sugerem que a imprensa está escondendo alguma coisa, a pedido da polícia.
Discordo dos leitores. A conduta da imprensa, até aqui, tem sido exemplar. Ou os leitores querem que os jornalistas produzam outra Escola Base? Há vários boatos, sobre “o” responsável ou “os” responsáveis pelo crime — alguns deles absurdos, outros plausíveis, mas, por enquanto, não há provas. Um inocente pode ter sua vida arruinada se aparecer como suspeito. Em reportagens policiais, suspeitos são quase culpados.
A polícia não pediu para a imprensa “segurar” quaisquer informações. Na verdade, os jornais, ao não publicarem os boatos, que envolvem pessoas que podem ser inocentes, vem mantendo uma cobertura responsável.
O desespero de Martin Claret
O empresário Martin Claret não conseguiu vender a editora Martin Claret para os espanhóis que compraram a Editora Objetiva e lançaram o selo Alfaguara. A denúncia de plágio publicada pelo Jornal Opção abortou a venda.
Insatisfeito porque o negócio não foi concretizado, Martin Claret interpelou judicialmente a tradutora Denise Bottmann. Crime de Denise: assina um blog (Não Gosto de Plágio) no qual publica denúncias de plágios e citou casos divulgados pelo Jornal Opção e outros jornais. Denise tem várias virtudes; cito duas: é séria e competente. O plagiário, o criminoso, quer processar quem não cometeu crime algum. Porque foi acionado pelo Ministério Público de São Paulo e perdeu dinheiro.
Ao apurar que a Martin Claret havia plagiado “A República”, de Platão (o filósofo Gonçalo Palácios descobriu o plágio e eu escrevi a reportagem), o Jornal Opção ligou para seu proprietário. Afável, apresentando-se como “velho”, Martin Claret sugeriu que o jornal publicasse a reportagem só depois que tivesse negociado a editora com os espanhóis. Não foi atendido. O Jornal Opção publicou a matéria e a “Folha de S. Paulo” ampliou a denúncia.
Agências controlam Pop e DM
O leitor Pedro Paulo diz que é leitor do “Diário da Manhã” e apresenta uma crítica à cobertura automobilística do jornal. “Antes de ler a reportagem, dou uma olhada nos gráficos em busca de informações sintetizadoras. Na edição de segunda-feira, 28, procurei o gráfico mostrando os pontos dos pilotos de Fórmula 1, depois da vitória de Lewis Hamilton no GP de Cingapura. Não encontrei. O jornal só publicou a classificação da prova e os números do “mundial de construtores. Decidi consultar ´O Popular´. O jornal apresentou corretamente os números. Jenson Button tem 84 pontos e Rubinho Barrichello, 69. Era só o que me interessava”.
Provocado pelo leitor, consultei os dois jornais. O “Pop” e o “Diário da Manhã” publicaram a mesma reportagem, sem mudar uma linha, enviada pela Agência Estado. Os editores simplesmente “transcreveram” as reportagens, não acrescentando nenhum comentário local. Nenhum repórter dos jornais goianos assiste as provas? Não dá para acreditar.
O “Pop” publicou que Rubens Barrichello “deve trocar [a] Brawn pela Williams na próxima temporada”. O “DM” não publicou a notícia. Os dois jornais publicaram, sem alarde, a notícia de que Fernando Alonso vai para a Ferrari em 2010.
O Globo copia JB
O repórter Sérgio Matsuura, do site Comunique-se, denuncia que o texto “A praia do carioca começa na Lapa”, do repórter Marcelo Migliaccio, do “Jornal do Brasil”, foi copiado inteiramente pelo blog de Maria Helena, do site de “O Globo”.
Fala-se muito da decadência do “JB”, mas, se “O Globo” está copiando texto de blog do jornal de Nelson Tanure, as coisas vão mesmo muito mal no jornalismo brasileiro.
Primeiro contador
O “Pop” noticiou na edição de sexta-feira, 2, a morte do “primeiro contador de Goiânia”, Neif Bufáiçal, de 91 anos. Há controvérsia. Vários leitores (41 e-mails) garantem que o primeiro contador da capital foi o prefeito Venerando de Freitas Borges.
O sucesso de sua gestão, tida como incorruptível, teve muito a ver com as noções que tinha de contabilidade. Venerando adotou políticas planejadas.
Record planeja superação da Globo
A Rede Record lançou na terça-feira, 27, seu portal de jornalismo e entretenimento, o R7 (www.r7.com).
Uma das apostas do R7, além da divulgação de notícias, é a prestação de serviços.
O conteúdo da televisão e da internet estarão conectados. “A Internet interfere nos programas da Record, que retroalimenta o site. A forma como essas plataformas interagem é inovadora. E fazemos isso com muito mais agilidade que a concorrência. Queremos bater papo com o leitor”, diz o diretor de Conteúdo do portal, Antonio Guerreiro.
O grupo Record contratou 150 jornalistas para o R7 e investiu 100 milhões de reais no novo projeto.
Alguns blogueiros: André Forastieri, Ana Paula Padrão, Celso Freitas, Britto Jr., Cosme Rímoli, Daniel Castro, Mylena Ciribelli, Oscar Schmidt e Ruben Ewald Filho. Li alguns. Os jornalistas estão sondando o terreno, mas os blogs de Ruben Ewald e Britto Jr. prometem. É possível ler textos dos correspondentes internacionais, como Adriana Araújo, Heloisa Villela e Herbert Moraes.
Processo de Valbene Bezerra está com promotor de justiça
Recebo de um advogado: “Li a nota publicada na última edição do Jornal Opção e faço um esclarecimento. O processo da jornalista Francisca Valbene Bezerra de Almeida, repórter do “Pop”, e Aparecido de Oliveira Silva, acusados de assassinar a empregada doméstica Aparecida de Oliveira, está com carga para o promotor João Teles de Mora, com acento na 1ª Vara Criminal, desde o dia 29 de setembro. Quando retornar ao cartório, o caso estará na fase de pronúncia, quando o juiz Jesseir Coelho Alcântara decidirá se a jornalista irá ou não a júri. Contudo, é apenas mais uma fase do processo, pois dessa decisão caberá recurso em sentido estrito ao Tribunal de Justiça e, posteriormente, ao Superior Tribunal de Justiça ou ao Supremo Tribunal Federal. O que significa que o caso pode se arrastar por anos até a realização do júri, principalmente se a defesa souber manejar adequadamente os recursos legais disponíveis”.