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Euler de França Belém
ffeubel@uol.com.br
| Lisboa errada |
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Um jornalista conta que, certa vez, Jaime Câmara, pai de Júnior Câmara, contratou um jornalista de outro Estado para dirigir o Pop. Seu Jaime, como era conhecido pela redação, iria assumir a vaga do deputado Lisboa Machado e, por isso, ligou para o editor e disse, lacônico: “Faça uma reportagem elogiando Lisboa”.
No dia seguinte, os leitores puderam ler uma reportagem especial na qual se dizia que a capital de Portugal era uma cidade tão maravilhosa quanto o Rio de Janeiro. O jornalista garante que a história é verdadeira.
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ISANULFO CORDEIRO X O POPULAR
Crônica de um divórcio anunciado
Demitido ou não, a saída de Isanulfo Cordeiro marca talvez o fim do ciclo de um editor que colocou receita de bolo e de como matar baratas em páginas nobres de O Popular
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Isanulfo Cordeiro: um jornalista talentoso e culto, mas que raramente escreve artigos e reportagens
| Na quinta-feira, 18, debaixo do editorial de O Popular, uma nota Ao leitor, com duas linhas, e assinada pela Diretoria de Jornalismo, chamou a atenção do leitor atento: “O jornalista Isanulfo Cordeiro, que por 29 anos dedicou, com lealdade e competência, seu qualificado talento profissional ao Popular, pediu ontem seu desligamento do cargo de editor-chefe. Sua função passa a ser desempenhada pelos editores-executivos”.
O Jornal Opção ouviu 25 pessoas — algumas amigas íntimas do profissional — para entender as razões do afastamento do quase sexagenário Cordeiro. Pelo menos 95 por cento dos entrevistados consideram que houve, por assim dizer, uma espécie de “demissão branca”. O diretor de Jornalismo, Luiz Fernando Rocha Lima, reafirma a nota: “Isanulfo não foi demitido” (leia texto na página 43). Procurado para expor sua versão, Cordeiro foi lacônico: “Não falo com o seu jornal e com o sr.”. (Sintomaticamente, certa vez, conversando com um jornalista do Pop, Cordeiro dizia que não lia o Jornal Opção, mas, ao deixar um exemplar da Folha de S. Paulo, descobriu-se que, no interior do jornal paulista, havia um exemplar exatamente do “detestado” jornal.) Outro repórter do Jornal Opção telefonou para Cordeiro, mas o ex-editor não quis falar. Mesmo tendo de conviver com críticas diárias, internas e externas, Cordeiro nunca aceitou as críticas da coluna Imprensa. Ele confidenciou a mais de uma pessoa que as críticas tinham o objetivo de “derrubá-lo”. Estamos acostumados com esse tipo de “crítica”, mas, na verdade, sempre ressaltamos os acertos do Pop e dos outros jornais. O fato é que, como outros, Cordeiro caiu sozinho. Não precisou de nenhum empurrão.
As notas a seguir explicam, com certa leveza de espírito, algumas das razões do divórcio, anunciadíssimo, entre Cordeiro e o Pop.
1 É seminal observar que a saída de Cordeiro do cargo de editor-chefe do Pop faz parte do velho e natural ciclo da vida. Os jornalistas vão e vêm. Ninguém escapa da implacável espada do tempo. Não somos eternos e os cargos não pertencem aos jornalistas, e sim às empresas. A tendência de um editor-chefe é, com o tempo, julgar-se maior do que o jornal em que trabalha. A queda começa aí — assada na fogueira das vaidades que devorou tantos talentos. Com Cordeiro, um jornalista que tem méritos, não foi diferente. No poder, tornou-se arrogante, distante dos subordinados e, mesmo, da sociedade. O poder, ao contrário do que pensamos, não devora tão-somente os políticos.
Uma empresa séria como a Organização Jaime Câmara não afasta seus executivos de modo humilhante. Prefere assinar acordos que permitam que o profissional volte ao mercado, com a cabeça erguida. Não será fácil conquistar vaga no mercado depois de ter recebido um salário de 18 mil reais. Amigos de Cordeiro sustentam que o jornalista vai fazer assessoria política.
2 Pela lacônica e estranha nota que divulga a saída de Cordeiro, o leitor é informado que o jornalista estava no Pop há 29 anos. Sem dúvida, o casamento durou muito, talvez até demais. Mas terminar uma relação de 29 anos com uma nota de apenas duas linhas, 216 caracteres (sem contar os espaços) e 35 palavras, sem uma fotografia e mesmo espaço na coluna Giro, resulta num “silêncio barulhento”. O divórcio, apresentado como consensual, sugere mais litígio.
3 Entre as várias explicações para a saída, ou demissão, de Cordeiro avulta uma, não confirmada pela empresa, mas citada por mais de um repórter do jornal, no qual o editor granjeou inimizades figadais (recebi 34 e-mails comemorando a queda do jornalista, todos enviados por repórteres do jornal). Ressalve-se que se trata mais de gota d’água do que de motivo central para o suposto afastamento. Na semana passada, numa reportagem sobre o Caso Caixego, na qual se entrevista Linda Monteiro, o nome de Otoniel Machado, irmão do prefeito de Goiânia, Iris Rezende, é citado. (Esclareça-se que Iris não pediu a cabeça do jornalista.) Mas havia uma determinação da diretoria de Jornalismo do Pop para que o nome de Otoniel Machado, envolvido no Caso Caixego, não fosse mencionado. Naquele momento, o empresário estava internado na UTI de um hospital de Goiânia. Cordeiro teria sido advertido pela empresa e não gostou. Rocha Lima não confirma nenhuma pressão política.
4 Não é preciso ser especializado em consultoria na área de relações humanas para perceber que um dos problemas graves do Pop é a desmotivação da redação (todos os repórteres ouvidos pelo Jornal Opção falam a mesma coisa). Jornais com estrutura bem menores costumam fazer melhores coberturas e análises do que o jornal da família Câmara. O Pop tem estrutura para fazer um jornal conservador, mas com a qualidade de O Globo. Entretanto, sem uma redação motivada e bem-orientada por editores que também produzam textos, até para que sejam admirados pelos leitores e pelos subordinados, não é possível fazer um grande jornal. Cordeiro é um jornalista talentoso e, até onde se sabe, íntegro, entretanto não tinha nenhuma sinergia com os repórteres e também com os leitores. Tido como omisso, muitas vezes deixava os abacaxis, as broncas, para a editora-executiva Cileide Alves. A jornalista é competente — escreve bem, tanto artigos quanto reportagens —, mas falta-lhe, talvez, inteligência emocional. Se não tivesse a rejeição de pelo menos 90 por cento da redação, Cileide seria a candidata ideal ao cargo de editora-chefe (a Folha de S. Paulo é dirigida pela jornalista Eleonora Lucena). É uma mulher de fibra. Um editor como Ricardo Noblat, que sabe mobilizar redações, tendo em vista a confecção de um produto de qualidade e participante da vida da sociedade, é capaz de motivar a redação do Pop, que tem alguns dos melhores repórteres brasileiros. Por incrível que pareça, o jornal, no lugar de incentivar, parece conter seus talentos. “Em O Popular, até os editores de área têm medo de pautar e produzir matérias de impacto, pois são criticados em excesso pelos editores executivos e até mesmo pelos editores da primeira página”, conta uma repórter. Rocha Lima deve ficar atento à República do Medo instalada na redação. Alguns jornalistas, como Rodrigo Czepak e Marcos Cipriano, foram demitidos por erros que eram mais coletivos do que individuais. Nos dois casos, no lugar de assumir o erro, Isanulfo Cordeiro lavou as mãos. Cipriano trabalhou nove anos no Pop e, um dia, foi chamado por Cordeiro e, sem qualquer senso humanista, foi avisado que estava descartado. “Agora, provou do próprio veneno”, diz um repórter.
5 É um equívoco pensar que empresário do ramo de comunicação quer jornal acomodado e frio. Os anos Cordeiro foram marcados por um jornalismo morno, raramente capaz de discutir grandes temas e, mesmo, de opinar, com coragem e eficiência, sobre eles. Seguindo uma tendência superada, ao estilo da revista Seleções, Cordeiro despolitizou o jornal, abrindo espaço em páginas nobres espaço para receita de bolo e receita caseira para matar barata (na página 2). O Estadão publicou receita de bolo para criticar a censura da ditadura. Faltou aos editores, e não apenas a Cordeiro, a percepção de que a ampliação do espaço jornalístico para serviços não exclui a cobertura política e uma cobertura mais quente. Faltou também sensibilidade para entender que, em países continentais, como o Brasil, as regiões são muitos diferentes e, por isso, sem perder a dimensão do jornalismo nacional, é fundamental discutir, com mais acuidade, o próprio Estado. Tivesse seguido a máxima de Liev Tolstói, de que a vida começa na aldeia, Cordeiro teria feito, não um jornal provinciano, e sim um jornal que, sem ignorar a província e seus problemas e virtudes, teria capacidade para entender o universal com seus próprios olhos. É até acintoso que o Pop publique material de agências de notícias sobre temas que poderiam ser discutidos pela própria redação. (É surpreendente que crimes banais ocorridos em São Paulo ganhem mais espaço do que crimes ocorridos em Anápolis.) O excesso de manchetes nacionais, algumas mortas ao chegar às bancas, porque Cordeiro e auxiliares não perceberam a velocidade e a vitalidade da Internet, prova que há um certo método na ignorância dos temas locais. É verdade que, sob Cordeiro, o jornal fez excelentes reportagens sobre problemas de trânsito de Goiânia e incursões fabulosas pelo território dos calungas (texto de Almiro Marcos) e pelo sertão de Guimarães Rosa (trabalho de Rogério Borges). O Pop, se quiser manter seus leitores tradicionais e conquistar novos eleitores, tem a obrigação de investir em reportagens exclusivas. O leitor tem, sim, tempo para ler reportagens mais longas, desde que sejam bem-escritas e o tema não tenha sido esgotado por outras publicações. Os jornais brasileiros têm sido pautados pela leitura de outros jornais. O que fazer? Sair mais às ruas e ouvir as pessoas, sobretudo ver o mundo com os próprios olhos, tendo uma relação de prazer com a cidade, com o Estado, com o país, com as pessoas. Editores não podem ter uma visão negativa do mundo. Porque o negativismo é paralisante. Mas devem entender que jornalismo também não é o sorriso da sociedade.
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Cileide Alves, editora: competente e detestada pela redação do Pop
| 6 Sob Cordeiro, e não é uma falha apenas dele, e sim de todos nós, jornalistas, o Pop continuou a manter uma espécie de Muro de Berlim entre Goiânia, uma cidade-Estado, e o interior do Estado. Do ponto de vista global da empresa, trata-se de um erro, porque, não se reconhecendo no jornal, com o qual não tem identidade, o homem do interior não investe em suas páginas. O interior de Goiás é menos pobre do que se imagina, como tem descoberto a própria Organização Jaime Câmara, mas é imensamente desconhecido. Há outro problema correlato. O Pop, como também o Diário da Manhã, só percebe o interior como motivo de reportagens policiais ou, empresarialmente, para faturar prefeituras. O capitalismo entrou na maioria das grandes e médias cidades, mas os jornais da capital não puderam, ou não quiseram, perceber.
7 Para uma população de mais de 5 milhões de habitantes, num Estado tão próximo de Brasília (onde os jornais goianos não têm, vergonhosamente, sucursais ou mesmo uma salinha com um repórter), uma tiragem dominical de 50 mil exemplares, ou um pouco mais, é de uma tristeza digna de um romance como Vidas Secas, de Graciliano Ramos. Há alguma coisa errada. E não se trata tão-somente do governismo dos jornais. As razões devem ser muito mais fortes. Uma delas é, sem dúvida, a falta de sintonia entre os jornais e a sociedade. Durante a campanha do “desarmamento”, o Pop, contrariando a sociedade, publicou pesquisas erradas, corrigiu o equívoco de forma canhestra, a respeito da opinião pública. O Jornal Opção, indo contra a corrente dos jornais, mostrou que a sociedade, no início nos bastidores, era contra o desarmamento. O grupo Cical/Vecel Ford construiu uma obra irregular, numa área de preservação ambiental permanente, mas o Pop ignora, olimpicamente, o fato. O comercial é vital para a sobrevivência mas não pode ser a alma de um jornal. Jornalistas costumam ter preconceito contra o comercial, o que é um erro grave, mas o Pop, com um editor com pouca autonomia (e é preciso admitir isto, a favor de Cordeiro), está excessivamente subordinado à diretoria comercial. Igreja e Estado devem ser tão separados quanto redação e comercial, embora um seja tão necessário ao outro.
8 Há uma tendência a execrar os que caem. Não embarco nesta corrente. Um jornalista, ex-articulista do Pop e que conhece os bastidores do jornal, expõe sua tese: “Isanulfo Cordeiro não tinha mais utilidade para o jornal. A direção de O Popular descobriu que a redação funciona muito bem sem o editor-chefe”. Não se pode dizer que Isanulfo não tenha talento. Ele tem. Só faltou usá-lo, com mais freqüência, nas páginas do veículo que o acolheu por 29 anos.
Na semana passada, ouvi que a direção seria chefiada por Ricardo Noblat, de Brasília, ou Marcelo Rech, do Rio Grande do Sul. Os nomes certamente foram cogitados, mas, até por uma questão de custos (editores como Noblat costumam afastar editores que avaliam como viciados e contratar editores mais caros), a empresa pode optar por uma solução caseira. O ideal é que o novo editor tenha a energia de Cileide Alves (a única que, literalmente, chorou com a saída do padrinho) e o equilíbrio do editor-executivo João Unes (um diplomata nato). É provável que os dois se tornem o cérebro do jornal, mas com a presença, cada vez mais ativa, do diretor Luiz Fernando Rocha Lima, um executivo sóbrio e que, sim, entende de jornalismo. Desde algum tempo, Rocha Lima, o Nando, praticamente funciona como diretor de redação.
9 Não é importante saber se Cordeiro se demitiu ou foi demitido, mas sábio é entender que o editor e a direção do Pop não se entendiam mais. “Se não tivesse pedido demissão, se é que pediu, teria sido afastado de modo implacável”, conta um ex-editor do jornal. O fato é que nem os amigos sabiam que Cordeiro se preparava para sair do jornal, ou seja, o jornalista não queria sair do comando do Pop. A própria redação foi pega de surpresa com o afastamento.
10 As excessivas viagens de Cordeiro para o exterior, sempre acompanhando governantes — e em nenhuma vez em busca de uma reportagem exclusiva —, passavam a impressão de oficialismo (pecha da qual o Pop tenta se livrar há anos. Algumas vezes, o jornal mostra-se independente do poder público, mais até do que outros jornais). Nenhuma redação do país envia para acompanhar viagens de governadores ou presidentes seus editores-chefes, pelo menos não com freqüência excessiva. Os jornais, revistas e televisões enviam repórteres. Cordeiro não abria espaço para repórteres, o que, de certo modo, o incompatibilizava com a redação.
11 Crucificar Cordeiro é uma bobagem. Ele tem culpa por sua queda, mas suas falhas, pelo menos algumas delas, são também falhas da direção do jornal, que não soube corrigi-las a tempo. Se o jornal se tornou burocrático, a diretoria do Pop demorou a tomar uma providência. Num mundo que exige soluções cada vez mais rápidas, com cortes duros, os dirigentes da Organização Jaime Câmara sempre demoraram demais a tomar decisões estratégicas cruciais. A Televisão Anhanguera, por exemplo, está inventando o jornalismo com uma escassez impressionante de imagens. Televisão sem imagens dos fatos não funciona, exceto na TV Anhanguera. A Globo supre a falta de imagens com gráficos e mapas.
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| “Isanulfo não foi demitido” |
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O diretor de Jornalismo de O Popular, Luiz Fernando Rocha Lima, resume a demissão do editor-chefe Isanulfo Cordeiro a uma “questão operacional”.
Rocha Lima disse ao Jornal Opção na quinta-feira, 18, que Cordeiro “sentiu-se desconfortável, decidiu colocar o cargo à disposição e pediu desligamento. Ele saiu numa boa. Nós aceitamos o afastamento a contragosto. No futuro, se houver interesse das partes, pode retornar à casa”. A história indica que o Pop raramente recontrata editores demitidos.
O Jornal Opção perguntou a respeito da “questão operacional”. “Trata-se de uma questão interna, sem nada de extraordinário.” Houve, por assim dizer, uma “desinteligência” entre a direção do jornal e Cordeiro. O editor não quis cumprir uma determinação e, por isso, teve de sair.
Os três editores-executivos, funcionando como colegiado, ficaram no comando do jornal. “Por hora”, diz Rocha Lima. “Mais tarde, a gente vai ver com calma as alternativas. Não cogitamos num rol de opções, que por enquanto foram poucas, possibilidades de fora de Goiás. Pode ser que a empresa venha a considerar.”
Uma pessoa da redação pode assumir o cargo? “É uma possibilidade”, admite Rocha Lima. Pode ser João Unes ou Cileide Alves? “Pode ser qualquer um dos três editores-executivos” (Cileide, Unes ou André Rodrigues), diz o diretor de Jornalismo. Os editores-executivos não saem juntos com Cordeiro. “Eles conduzem bem o jornal. Já conduziam.”
A redação está desmotivada? “Não percebo isso, não”, contesta Rocha Lima. “Os jornalistas estão empenhados em fazer um jornal cada vez melhor e a aceitação pública tem sido positiva.”
Alguma pressão política provocou a demissão de Cordeiro? “Nenhuma”, garante Rocha Lima. “Nunca recebi nenhuma pressão política.”
O afastamento de Cordeiro, segundo Rocha Lima, nada tem a ver com contenção de despesas.
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| Morte de José Luís |
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O jornalista José Luís Oliveira, de 53 anos, morreu num acidente automobilístico entre Cristalina e Luziânia.
José Luís começou no Jornal Opção, no final dos anos 70, depois foi para o Diário da Manhã e, na década de 1980, mudou-se para Brasília. Trabalhou no Correio Braziliense. No Jornal de Brasília, era editor de Cidades.
Duas virtudes de José Luís eram o equilíbrio para comandar e o texto preciso.
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| Antônio Spada |
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O jornalista Antônio Spada deixou o diário Hoje não por atrito com o proprietário, e sim porque prefere manter sua agência de publicidade, a Intermídia.
Antônio Spada é professor aposentado da UFG.
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| Victor Hugo |
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O jornalista Victor Hugo Lopes conta que nem teve a carteira assinada no diário Hoje.
“A minha prioridade é o mestrado na Universidade Federal de Goiás.”
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| Bom dia, província |
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O Diário da Manhã teve dois ataques de provincianismo explícito. Primeiro, tratou Geninho como “gênio”, o que o técnico do Corinthians não é. Geninho deve pensar mais ou menos o seguinte: “Aqueles bobos me adoram como se eu fosse um deus ou nobre”. Felizmente, não são todos os goianos que adoram o técnico, que certamente não ficará por muito tempo no time paulistano.
Depois, ao relatar a viagem do presidente Lula a Ceres, em Goiás, o jornal publicou um título que tenta retirar o conflito da política: “Lulla aclamado”. Na edição anterior, o título era igualmente ruim: “Todos com Lulla”. Na verdade, apesar de aplaudido, e não havia como não ser, pois estava inaugurando a reforma de um hospital (a continuar assim, não será surpresa se inaugurar bidês em Garanhus), Lulla não foi aclamado. Afinal, o petista é presidente, não rei. Finalmente, participar do mesmo encontro, não significa que todos estão com Lulla.
Na verdade, o presidente está em plena campanha eleitoral, usando as brechas da legislação.
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| Matriarcado no Goiás |
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Um dirigente esportivo conta que o técnico Antônio Lopes, do Goiás, é duro com os jogadores, mas que quem entende mesmo de futebol na família é sua mulher, Elza.
Não sei se a história é lenda, mas há relatos de que, algumas vezes, Elza, que sabe tudo de futebol, até escala os times dirigidos pelo delegado de polícia aposentado.
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| Pop sai na frente |
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As capas do Pop e do Diário da Manhã de sexta-feira, 19, indicam que o primeiro jornal, sob novo comando, começa a cobrir melhor a política do Estado.
“Maguito e frente começam a definir aliança ao governo”, diz o título do Pop. O DM publicou uma reportagem anódina na página 3.
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