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| Imprensa |
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Euler de França Belém
ffeubel@uol.com.br
| Tecnologia e necessidade |
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Goethe (Fausto) e Dostoiévski (Crime e Castigo) escreveram dezenas de livros à mão, sem o auxílio de máquinas de escrever. Entretanto, os jornalistas modernos não conseguem escrever um texto de dez linhas se não for num computador supermoderno.
Conheço três jornalistas que ainda escrevem em velhas máquinas de escrever: Mino Carta, diretor de redação da CartaCapital, Batista Custódio e Edson Costa, do Diário da Manhã. Os textos deles certamente não são piores (ou melhores) porque não usam computadores.
O avanço tecnológico tem mais a ver com consumo, com a “exigência” de reprodução do capital, cada vez mais rapidamente, do que com necessidade.
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| Sintonia grossa |
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A falta de sintonia de quem faz a capa do Diário da Manhã e quem edita esporte é impressionante. Na primeira página de quinta-feira, 4, o jornal publicou uma fotografia gigantesca de Ronaldinho Gaúcho. Contrariando a euforia da capa, no caderno de esporte, a reportagem é bem pequena e saiu abaixo de uma matéria sobre o jogador Alex, que joga na Turquia e, mesmo assim, aposta que será convocado pelo técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira. A notícia mais importante não era, claro, sobre Alex, que não mereceu nenhuma chamada na primeira página — o que prova outro erro editorial do jornal.
Já a notícia do jogo do Goiás contra o Estudiantes, muito mais importante para os leitores do Estado, mereceu apenas um cantinho na primeira página. O Pop corrigiu o erro do concorrente: deu destaque para o jogo do Goiás, publicou a foto de Wellinton, a revelação do time, e não fez festa para “dom Romerito”.
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| Fritura à vista? |
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A imprensa ainda não percebeu, mas o clima entre Geninho e os dirigentes do Goiás piorou nos últimos 15 dias. Nos bastidores, aos amigos, Geninho reclama que o Goiás não investe em jogador de meio-de-campo e em novos atacantes. Os dirigentes reclamam que o time montado por Geninho é muito caro.
Geninho (salário de 170 mil reais) e os dirigentes têm razão. Souza e Vampeta não valem 60 mil reais por mês
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| Vergonha verde |
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Os técnicos sabem que quando os atacantes levam cartão vermelho com freqüência, superando os defensores, não há outra explicação: o time vai mal.
O Goiás teve Souza — que quase quebra a perna de um jogador do Estudiantes — e Nonato expulsos em dois jogos. Os atletas envergonham até os zagueiros do time.
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| Cervantes e dom Harlei |
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O Diário da Manhã de quinta-feira, 4, diz que o jogador Romerito, do Goiás, é “dom Romero”. É um acinte, pois o “dom” que precede “Romero” quer dizer que o atleta do Goiás é um jogador extraordinário.
O fato de o Goiás “depender” tanto de um jogador mediano, sobretudo na Libertadores, prova que o time vai mesmo muito mal. Como Paulo Baier, do Palmeiras, e Rodrigo Tabata, do Santos, não se adaptaram ao futebol paulista, o que prova que são jogadores talhados exclusivamente para times do interior do país, talvez seja a hora de buscá-los de volta. Pelo menos para a próxima temporada.
Se o DM chamasse Harlei de “dom Harlei”, porque o goleiro é o melhor “atacante” do Goiás, eu não me incomodaria. Harlei, Jadilson e Wellinton são os principais jogadores do Verdinho, opa, Verdão.
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| Lide é uma revolução |
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Na quinta-feira, 4, o Diário da Manhã publicou reportagem sobre a vitória do São Paulo contra o Palmeiras pelo placar de 2 a 1. Mas o leitor só fica sabendo com quem o São Paulo jogou no quarto e penúltimo parágrafo.
Os jornais não devem abolir o lide, que, mesmo velho, ainda é uma revolução jornalística. Reportagem, ao contrário de artigo, não tem arremate. Há algum tempo, para serem adaptados à diagramação, os textos tinham os últimos parágrafos cortados. No caso do DM, se fossem cortados os dois últimos parágrafos, o leitor não ficaria sabendo contra quem o São Paulo havia jogado.
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| Stephen King |
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Se o jogador Marcellão jogou no Barcelona e veio parar no Vila Nova, time da segunda divisão do Campeonato Brasileiro, tem alguma coisa errada. Com o time e, especialmente, com o atleta. Anote e verifique mais tarde.
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| Medo da ousadia |
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O repórter Pedro Palazzo Luccas, do Diário da Manhã, diz que Mauro Miranda é “tido como candidato de Iris”. O jornalismo precisa ser mais afirmativo: Mauro Miranda é o candidato de Iris a vice-governador na chapa de Maguito Vilela. Mas não é o preferido do senador.
Por que os jovens repórteres cometem este tipo de equívoco? Por medo de errar. Jornalismo é uma luta permanente contra o erro — sobretudo o jornalismo político, que sobrevive, em grande parte, de especulação —, mas é impossível não errar. Então, entre a ousadia e o medo, é melhor ficar com a primeira. Se a ousadia move o mundo, o medo contribui para paralisá-lo.
Da novíssima geração, Pedro Palazzo é um dos melhores repórteres.
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| Virilidade perigosa |
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A repórter Deire Assis é autora da excelente reportagem “Carros vazios, trânsito infernal” (título da capa: “O alto custo do transporte solitário”), publicada pelo Pop na edição de domingo, 3.
“Durante três dias (...), a repórter Deire Assis acompanhou o trânsito de Goiânia, em horários e cruzamentos diferentes de três regiões, e constatou uma das causas de congestionamento nas ruas. Mais da metade dos carros circula com apenas uma pessoa — taxa de ocupação de 1,4 passageiro por veículo. O índice, superior ao de países desenvolvidos, pode levar o trânsito ao colapso e exige investimento maciço em transporte público e medidas de restrição ao uso do carro.”
A reportagem, muita bem-escrita e, sobretudo, bem-pensada, só tem uma falha: faltou ouvir alguns motoristas. Eles poderiam apresentar suas explicações para adotarem o “transporte solitário”.
Como não sei dirigir nem tenho a intenção de aprender, portanto automóveis não me interessam tanto (Mino Carta criou e editou a revista Quatro Rodas sem saber dirigir), fico impressionado com a paixão de alguns amigos por veículos. É difícil convencê-los a andar de 100 a 200 metros a pé. Eles preferem pegar o carro, circular por 300 metros e ficar durante alguns minutos procurando estacionamento, a andar a pé, o que faz bem para a saúde e economiza combustível.
O ser humano vê o automóvel como símbolo de status e, no caso dos homens, reforça a virilidade (o carro é quase um complemento do falo).
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| Dornas desafia MP |
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O empresário Artur Dornas diz que vai fazer o CarnáGoiânia no Autódromo Internacional. Suas palavras, transcritas por Rogério Borges, do Pop: “Vamos fazer o CarnáGoiânia no autódromo”.
O desafio prova que Artur Dornas não respeita o Ministério Público, pois, segundo o repórter, “no dia 25 de abril, um (...) termo de ajustamento de conduta assinado entre o MP e a administração do autódromo prevê a interdição de qualquer evento musical no local e pena de aplicação de multa a quem desobedecer as normas estabelecidas”.
Ao contrário do que pensa Artur Dornas, a região do autódromo é habitada por milhares de famílias que, nos dias do CarnáGoiânia, não podem dormir tal a altura da música, além da bagunça e dos problemas de trânsito. A polícia também deveria investigar o consumo de drogas durante o CarnáGoiânia.
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| Jerson é master, o Pop é avestruz |
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Jerson Maciel
| “Credores aprovam plano da Avestruz”, diz manchete do Pop na edição de sábado, 29. O jornal insiste que há um “plano de recuperação”. Um economista escreve: “É preciso mostrar que o Dr. Pangloss atacou na redação de O Popular. A manchete impressiona pela incapacidade de entender a realidade e dizer a verdade aos leitores e, especialmente, aos investidores da Avestruz Master. A empresa deve 1 bilhão e 400 milhões de reais (!) aos seus milhares de aplicadores. Este é o volume de dinheiro que, inadvertidamente, os investidores colocaram no negócio ‘de’ Jerson Maciel. Só que, pelas reportagens da época da quebra, a empresa não tem nem 10 por cento do valor da dívida somando as garantias de Jerson Maciel e o patrimônio (aves, fazendas e veículos). O Popular fica vendendo a ilusão de um plano de recuperação. É ridículo porque não tem 10 por cento do valor da dívida. Não tem saída”.
O economista diz que o Pop está “enrolando” os leitores, mas não por má-fé, e sim por deficiência jornalística. “Jornalistas não entendem de economia e têm o hábito de transcrever como verdade absoluta as afirmações de advogados. Os repórteres parecem avaliar que as declarações dos advogados são leis. A imprensa não tem idéia do que significa a captação de 1 bilhão e 400 milhões de reais. O Banco Santos arruinou um monte de gente — deixando um rombo de 2 bilhões e 800 milhões, no Brasil inteiro. Ou seja, o empreendimento Avestruz Master equivale a meio Banco Santos. Com um detalhe: praticamente em um só Estado. O Popular não tem noção do tamanho do rombo, e o que isso representa no mercado de fundos de investimento. Provavelmente, os repórteres do jornal nem saibam o que é um fundo de investimento.”
Há uma saída? O especialista sugere que o Pop, antes de publicar as reportagens, consulte economistas que entendam de fundos de investimento. Se não fizer isto, o jornal, e seus leitores, vai continuar prisioneiro de manchetes e informações desencontradas, praticamente sem sentido.
O editor de Economia do Pop, Wanderley Carlos de Faria, diz ter MBA na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F).
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| Passaralho |
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O diagramador e jornalista Antônio Spada não ficou 15 dias como editor-chefe do diário Hoje. Luiz Flávio Moura fica, interinamente, no comando.
Hoje é uma incógnita. Muitos avaliam que será um jornal “de” campanha. Por enquanto, dada a frieza da cobertura, não há evidências de que se engajará em alguma campanha política.
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| Casanova do Real Privê |
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O deputado que ludibriou uma garota de programa do Real Privê dirige ou dirigiu um veículo importado. A jovem, mui bela e encorpada (putz!), teria sido advertida pelo dono do Real Privê, que não quer encrenca com os poderosos. A chorosa “acompanhante” afirma que o parlamentar pagou apenas as primeiras prestações de seu automóvel e que, por isso, o banco ameaça tomá-lo.
O Casanova do Cerrado sustenta que não é parente de um falecido piloto de Fórmula 1.
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| GAROTINHO X GLOBO |
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A conspiração dos donos do poder beneficia Lulla Teflon
O peemedebista (ou futuro sem-partido) Anthony Garotinho e a mídia têm razão. Como o líder político do Rio de Janeiro não apresenta respostas convincentes para o festival de denúncias apresentadas pela TV Globo, jornal O Globo e revista Veja, optando por protestar com uma greve de fome, é plausível que sejam verdadeiras e, quiçá, irrespondíveis.
A greve de fome não deu certo, pois não comoveu sequer os líderes do PMDB, políticos de um pragmatismo atroz. Os peemedebistas sabem que, com ou sem greve, Garotinho está, politicamente, morto. Não há greve capaz de ressuscitá-lo. Pelo contrário, ao ser padronizada como ridícula, como um gesto de desespero político, foi útil aos seus adversários internos e externos. A greve de Garotinho alimenta e agrada seus inimigos. Mas o que está em jogo realmente são a veracidade das denúncias e a greve de fome do político fluminense? Se são verdadeiras, as denúncias são lícitas e, portanto, a mídia merece o aplauso da sociedade.
Mas há outras questões, que a mídia não discute, porque, se fazem parte da verdade, é uma verdade incômoda para todos, inclusive para os que defendem que jornais, televisões e revistas são infalíveis. Falíveis são os políticos e os empresários, que, a se aceitar nossa ética poderosamente católica, estão a um passo do crime.
Baseado em várias pesquisas quantitativas e qualitativas, o presidente Lulla Teflon sabe que tem chance de ser eleito no primeiro turno. Mas precisa “segurar” a história, ou seja, impedir que o PMDB lance candidato a presidente da República. Analisando números e opiniões dos pobres, das elites e da classe média, a tropa-de-choque de Lulla entendeu o óbvio: Garotinho não tem chance de ser eleito, mas arranca votos do petista, principalmente entre os pobres — alvo permanente da doutrinação evangélica —, e, se disputasse, acabaria levando a eleição para o segundo turno. No segundo turno, cria-se outra expectativa e, aí, mesmo o picolé de chuchu embebido em água salgada, Geraldo Alckmin, poderia ter chance de enfrentar Lulla de igual para igual. O petista, que joga pesado, não quer correr risco. Tanto que, devastada a imagem de Garotinho, tratou de oferecer, imediatamente, a vice para o PMDB. Sem candidato a presidente, o PMDB ajuda Lulla; indicando o vice, ajuda muito mais. Por isso, é preciso arrancar Garotinho da vida política nacional e devolvê-lo à política regional. Garotinho é a cara do Rio. As elites, que agora toleram Lulla, que, no poder, mostrou-se nada “problemático” aos ganhos dos ricos, preferem o Sapo Barbudo ao Sapo Ensaboado, a incógnita evangélica.
Como empresa de comunicação, que depende financeiramente do setor público e reina soberana há pelo menos três décadas, a Globo não tolera um político que a critica de frente, sem pudor e respeito. Desde Leonel Brizola, que sofreu uma campanha devastadora, há um consenso entre os políticos: não se ataca a Globo, pelo menos não publicamente. Eleito, Garotinho certamente não teria tutano para tentar destruir a Globo, mas, indiretamente, abriria mais espaço para uma, digamos, rede evangélica. É a imprevisibilidade de Garotinho que o torna perigoso — e não apenas para a Globo. Ele cheira a Fernando Collor. O mercado financeiro, com seus muitos estudos da conjuntura política, teme menos o político do Rio do que ele imagina. Realistas em tempo integral, os homens do mercado financeiro têm consciência de que só a aliança PSDB-PFL tem chance, talvez mínima, de derrotar Lulla. Por isso, apostam em Lula e em Alckmin. Os donos do poder sabem que os presidentes, como Fernando Henrique Cardoso e Lulla, assim como a mídia, servem, sempre, ao poder.
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| O caviar do ódio |
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Ciça Carvello
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Arthur Rezende
| De um veterano jornalista do Pop: “Não convidem para o mesmo caviar os colunistas sociais de O Popular Arthur Rezende e Ciça Carvello”.
Arthur e Ciça são inimigos (pouco) cordiais. “Quando os dois estão no mesmo recinto, pode observar: a temperatura passa dos 40 graus”, diz, em tom brincalhão, o ex-editor do Pop.
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| República de Ribeirão Preto |
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Um premiado repórter brasileiro busca informações sobre a presença de um político goiano na mansão alugada pela República de Ribeirão Preto em Brasília.
O parlamentar seria muito amigo de Rogério Buratti, o ex-primeiro-amigo de Antônio Palocci.
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| Cosmopolita |
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A Coluna do Meio, espaço gay assinado por Leo Mendes, do Diário da Manhã, parece ter dificuldade de produzir notícias locais. No domingo, 30, publicou 20 notas — 15 com notícias de outros Estados e países e apenas cinco com notícias locais.
Leo Mendes pode alegar, com certa justiça, que as notícias de outros Estados e países interessam aos gays goianos. Mas fica a dúvida: não há assuntos gays locais?
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| Renato Dias na Difusora |
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Um dos pontos fortes do programa Bastidores da Política em Goiás (ancorado por Ronaldo Coelho), da Rádio Difusora, é o comentarista Renato Dias. O programa vai ao ar das 18h10 às 19 horas.
Renato Dias foi sondado para voltar ao jornalismo diário. Ele é, seguramente, um dos repórteres que mais conhecem a história da esquerda brasileira.
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| A sociedade já matou Pimenta Neves |
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Pimenta Neves
| Vários leitores perguntam se o jornalista Antônio Pimenta Neves deve ser condenado pelo assassinato da jornalista Sandra Gomide.
Pimenta Neves foi condenado a 19 anos de prisão. Mas, no caso específico do jornalista, que era um homem muito bem-sucedido, é provável que a condenação social — ele provavelmente jamais vai dirigir outra vez uma redação de jornal ou ter projeção na sociedade — seja a pena mais dura que poderia lhe ser aplicada.
Aos 69 anos, sem trabalho e sem chance de recuperação, numa sociedade que exige a perfeição moral — embora isto seja uma ficção —, Pimenta Neves está definitivamente condenado, não apenas pela Justiça, mas por todos nós, que adoramos ver um figurão em desgraça.
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| O demônio de farda |
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O Diário da Manhã prepara o lançamento do livro Ofertório, uma seleção de poemas feita por Gabriel Nascente. A tiragem de 20 mil livros é gigantesca.
Em comemoração aos seus 40 anos de poesia, Gabriel Nascente vai lançar o livro Tempestade na Proa. A obra recebeu o prêmio da Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos.
O poeta chama Che Guevara de “o anjo de farda”. Se soubesse quem realmente foi Guevara, um dos principais líderes da Revolução Cubana, o chamaria de “o demônio de farda”.
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| Médico denuncia planos de saúde e prefeitos |
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O presidente da Associação Médica de Goiás, Waldemar Naves do Amaral, concedeu uma entrevista polêmica ao repórter Welliton Carlos, do Diário da Manhã. Os políticos deveriam discuti-la e, mesmo, convidá-lo para debates.
O médico diz que 30 hospitais foram fechados em Goiás nos últimos dez anos. Defende um provão para médicos recém-formados. Critica o excesso de faculdades de medicina. “Falo das faculdades de Gurupi, Araguaína, Porto Nacional e Palmas. Acho que são faculdades que não têm controle de qualidade, sem hospital universitário.” Denuncia que “prefeitos recebem o dinheiro da saúde, mas não investem. Eles criam em Goiânia a Casa do Interior — para onde mandam os pacientes”. Faltou acrescentar que investem também em ambulâncias.
Waldemar mostra coragem e critica os grupos que dominam parte do setor de saúde: “Os planos de saúde precisam melhorar muito. Quem ganha com eles é o atravessador”. O atravessador toma dinheiro do paciente e do médico.
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| Petrobras ou Petrobrás? |
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Leitores perguntam se o certo é Petrobrás ou, sem acento, Petrobras. A professora de português Dad Squarisi, colunista do Correio Braziliense, esclarece a dúvida: “O nome da maior empresa brasileira encuca muita gente. Com razão. Petrobras é oxítona terminada em a (seguida de s). Joga no time de Radiobrás, Eletrobrás, Sindigás. Todas ganham acento. Mas Petrobras foge à regra. Por quê?
Quando nasceu, a cinqüentenária senhora exibia o grampinho. Com o tempo, tornou-se multinacional. Achou melhor tirar o acento, marca do português. Sem ele, ficaria mais parecida com o inglês, cuja língua dispensa agudos, graves e circunflexos.
Há menos de 10 anos, a empresa foi além. Decidiu trocar o s pelo x. Em vez de Petrobras, seria Petrobrax. Rimaria com Lubrax e outras gringas. Bobeou. Os brasileiros chiaram. Assustada, a Petrobras voltou atrás. Continua Petrobras. Sem acento”.
Esclarecida a dúvida, prefiro continuar escrevendo Petrobrás, que, gramaticalmente, é o certo.
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| Times rende-se à vulgaridade |
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Até o pudico New York Times rendeu-se à vulgaridade da brasileira Bruna Surfistinha, a garota de programa que escreveu um livro contando todos os detalhes de suas transas sexuais com homens e mulheres.
O Times publicou reportagem sobre a espertíssima Surfistinha.
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