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PALANQUE ELETRÔNICO
Joaquim Roriz pode repetir Enéias na TV
O maior desafio do ex-senador Joaquim Roriz (agora PSC) será transmitir sua mensagem de candidato no curto espaço de tempo de 1 minuto. Este desafio foi superado pelo médico e candidato a presidente da República pelo Prona, Enéias Carneiro (1938-2007) em 1989 com o bordão “Meu nome é ´Enéééééias”. Como Roriz é monossilábico e cheio de lugares comuns, será um martírio vê-lo pedindo voto na telinha. Caso se encontre uma solução — sempre há —, o mais provável será Roriz se postar como vítima de um processo. Ele fez isso na disputa com Cristovam Buarque e levou a melhor. É razoável que ele parta por este caminho.
Ao deixar o PMDB, Roriz imaginou contar apenas com sua popularidade junto às classes C e D. Só que, na ausência de palanque eletrônico, por mais popular que seja o candidato, se ele não tiver em boa forma física, disposição para ouvir e falar às massas, isto pode ser interpretado pelas pessoas mais simples como menosprezo.
“Roriz é mais esperto do que pulga de hotel. Ninguém sabe e conhece o eleitor quanto ele”, disse um rorizista. Pode até ser, mas esta campanha política vai ser disputada mais com idéias do que com popularidade. Até prova em contrário, o discurso do ex-senador, até agora, está centrando só “na proteção dos mais humildes”. Não se ouviu um mínimo de sinal em que o governo Arruda está acertando e que está errando. As críticas, por enquanto são apenas genéricas, superficiais, sem ir à fundo na raiz do problema ou em alguma proposta de solução. Tanto Roriz como o PT, só para ficar nos dois adversários de Arruda com maior potencial ofensivo, se limitou a retóricas sobre a saúde — bandeira petista —, e desempregados do ICS do lado de Roriz. Uma eleição não se ganha só com estes argumentos. Necessita mais do que retórica. Precisa ´matar a cobra e mostrar o pau´, como se diz no interior de Goiás.
Dinastia
Embora tenha sido desmentida categoricamente pelo escritório de Roriz, a notícia de que a filha mais nova do clã Roriz, Liliana, alimenta o desejo de ser candidata à Câmara Legislativa pelo PRTB, já aguçou a verve dos galhofeiros de que a ´República de Luziânia´ pode virar dinastia. “Isso não vai acontecer. Já temos uma deputada na família (Jaqueline). Ter outra é familiocracia e isso eu não permito”, esbravejou o pai. Liliane já está devidamente embarcada no PRTB.
José Naves sai da toca e quer ser deputado federal
Os partidos políticos exercitaram até sábado, 3, a revoada das andorinhas no acasalamento do verão partidário. Alguns surpreenderam, outros nem tanto, mas a ida de José Naves para o DEM merece uma análise à parte. Existe toda uma simbologia no gesto.
Para uma melhor compreensão, basta recuar no tempo e lembrar que Naves (não o Geraldo) foi um dos homens mais importantes no processo de implantação da rede de proteção social de Roriz.
´Importado´ de Goiás por conta do sucesso do programa Cesta Básica no governo de Maguito Vilela (PMDB), ele trouxe a experiência para o Distrito Federal ajudando Roriz a consolidar força junto às classes C e D. “Ideia dos restaurantes a 1 real foi minha. Na época fui muito criticado pelos partidos de esquerda, mas hoje, em todo o Brasil, existe esta modalidade de restaurante popular”, contou Naves ao Jornal Opção. Após ser defenestrado pelo esquema político de Jaqueline Roriz, Naves foi abrigado na Secretaria de Habitação. Agora, numa dobradinha com Paulo Roriz, seu chefe na pasta, embarcou na nau democrata e pretende disputar uma vaga na Câmara Federal com Paulo Roriz na corrida ao legislativo local. Naves, embora diga que seja um homem que não alimenta raiva ou rancor de qualquer pessoa, não deixa de dar uma alfinetada no esquema de Jaqueline:“Quando fui exonerado da administração de Samambaia, o governador José Roberto Arruda tinha 80% de aprovação. Hoje, não passa de 60%. Isso prova que a minha gestão estava no caminho certo”.
Crise leva Arruda e Valdivino a congelar impostos
Pode parecer irreal ou notícia só para ano pré-eleitoral, mas é verdade. O governador José Roberto Arruda topou sugestão da equipe do secretário de Fazenda do DF, Valdivino Oliveira, e congelou os Impostos sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), Veículos Automotores (IPVA) e Limpeza Pública (TLP) não serão reajustados no ano que vem. Os valores cobrados serão os mesmos de 2009.
A boa notícia é uma resposta à crise econômica e também para dar uma folga aos bolsos dos brasilienses e aquecer as vendas. O dinheiro que deverá circular no comércio poderá gerar a cobrança de outros impostos
“Não adianta pensar em arrecadar mais sabendo que o consumidor está com menos dinheiro no bolso. Com essa medida iremos permitir que mais dinheiro circule na economia e gere mais empregos”, calcula Arruda.
Inicialmente, a correção do IPTU e do IPVA deveria acompanhar a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que fechou em 4,44% na época em que o governo decidiu refazer o cálculo dos impostos para o próximo ano.
No caso do IPVA, a notícia é ainda melhor. Com a diminuição no preço de carros novos e usados por conta da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) — em média 10% — a tendência é que a desvalorização anual do produto reflita na diminuição do tributo.
Valdivino Oliveira, visto como um “Zaqueu publicano”, ou seja, um autêntico e eficiente cobrador de impostos, surpreendeu os críticos com a decisão. Embora o GDF vá deixar de arrecadar cerca de R$ 22 milhões a R$ 24 milhões com IPTU, o que significaria cerca de 0,2%, Arruda diz que pode abrir mão desse acréscimo desde que o governo continue parcimonioso nas suas despesas.
A partir do próximo ano, os contribuintes também terão o desconto de 5% se optarem por pagar a TLP à vista e em uma só parcela. A medida já vale para o IPTU.
TARIFA DE ÔNIBUS
Tarifa de ônibus
O governador José Roberto Arruda (DEM) deve assinar esta semana a parte que cabe ao GDF de acordo entre a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o governo de Goiás, transferindo a gestão do transporte urbano entre as cidades da Ride e o DF. A crise, que vem se arrastando há alguns meses, culminou com depredação e protestos dos moradores do Entorno, principalmente de Planaltina de Goiás, onde o prefeito José Neto (PSC), liderou uma campanha contra o aumento da tarifa dos ônibus. “É um absurdo um trabalhador pobre, que ganha menos de dois salários mínimo, arcar com uma passagem de R$ 4,25”, lamenta.
Arruda só vai esperar a conclusão do estudo técnico e os trâmites legais para anunciar uma solução que atenda trabalhadores e empresários.
“Desde o momento em que assumi a Prefeitura de Planaltina de Goiás, um dos primeiros compromissos foi o de lutar sem trégua para que tenhamos um preço na tarifa do transporte urbano mais em conta, dentro da realidade dos moradores do município”, tem sido o discurso do prefeito José Neto (PSC), aos que tentam demovê-lo da ideia de brigar com os empresários, governos de Goiás, DF e a ANTT para baixar o preço da tarifa dos atuais R$ 4,25 para R$ 3,00. “Somos uma cidade de trabalhadores que ganham, em média, um salário mínimo e meio por mês. Como gastar mais de 100 reais só com transportes”?
Neto diz que a solução do problema agora está com os governadores Arruda e Alcides Rodrigues, de Goiás, e o senador Marconi Perillo (PSDB). “O governador Arruda tem demonstrado muito empenho para resolver o problema”, conta Neto.
O presidente da Codeplan e coordenador das relações institucionais do governo do Distrito Federal com a Ride, Rogério Rosso, disse ao prefeito que as negociações já estão bem adiantadas, mas que a redução da tarifa para 3 reais como propõe Neto, vai depender da análise na planilha de custo das empresas que exploram a concessão e técnicos do governo. Rosso acredita que num curto espaço de tempo, o governador José Roberto Arruda tenha o resultado em mãos. Enquanto isso, “o paladino dos usuários de ônibus de Planaltina, segue sua luta para baixar a tarifa”, conta um graduado militante e amigo do PSC de Brasília.
(IN)FIDELIDADE PARTIDÁRIA
O jeitinho brasileiro mais uma vez burla a lei
O eleitor mais esclarecido deve estar se perguntando: “Por que sou tão ingênuo e acredito neste blablablá político que se repete todas às vezes que tem uma disputa eleitoral?” Do alto alto de minha ignorância, vou me arvorar a uma resposta mais ou menos consensual que orbita o inconsciente de massa, manipulado a tempo e a hora para estas ocasiões de “festivo e legítimo exercício democrático”.
Imagino que a dúvida quanto a capacidade que todos nós, razoavelmente letrados, temos em ler com segurança e precisão o ambiente que permeia o nosso cotidiano, esteja envolta na neblina de, por aversão, invejar e admirar ao mesmo tempo, os nossos notáveis representantes no parlamento. Sempre estamos com a esperança de que “desta vez, o ponto de referência que baliza nossos políticos melhorou”. Ledo engano. O exemplo mais gritante e fartamente anunciado pelos veículos de comunicação, principalmente os blogueiros de plantão, foi a busca frenética de candidatos que ambicionam voos mais altos, como o deputado federal Robson Rodovalo (ainda DEM) e Júnior Brunelle (agora PSC), ambos evangélicos, portanto ´guardiãos da sabedoria divina e dos princípios cristãos´. Eles se engalfinham numa luta renhida para cavar uma vaga para disputar o Senado. Tudo legítimo e mais do que natural, afinal são políticos e todos almejam chegar ao mais alto posto da República: o Senado. A fórmula exposta pelos dois não pode ser liberada para menores de 16 anos, idade em que se pode exercitar o direito universal do voto. A guerra nos bastidores está cheia de maus exemplos, jogo de cena, teatrinho e maledicência. Nada compatível com senhores líderes espirituais.
Brunelli, em nome do que denomina “seu espaço”, bandeou para o PSC deixando o DEM como as mulheres do porto que viam os marinheiros se aventurando em mares distantes e desconhecidos. Só lembrança de mãos acenando lenços enquanto os navios desapareciam na linha do horizonte.
A pergunta que se ouve é a seguinte: "Será que os evangélicos são como gado, bastando reuni-los num determinado curral e tocá-los depois rumo ao matadouro? Creio que não. Mas mesmo assim, todos falam ´em nome do povo de Deus´ e reafirmam que ´evangélico vota em evangélico´.
Tanto Rovolhado quanto Brunelli se fartaram na cozinha do Buritinga, defendendo seus interesses dentro de um projeto político e, no final da soma, após se fartarem da comida, tentam buscar nova mesa de poder.
Deus os acompanhe, meninos, pois vão precisar mais do que convencer os evangélico de seus púlpitos. Terão que provar que ´Jesus está na causa´ e olhe que ele não deixou nada escrito sobre religião e poder. Um bom livro para Rodovalho e Brunelli lerem antes de bater à porta do eleitor.
Aldemir Santana, o trapalhão do Planalto
Foi um prato cheio o mico que o senador Adelmir Santana (DEM) proporcionou aos veículos de comunicação de Brasília e do país todo. Virou o assunto predileto nas rodas políticas por conta de ter abandonado todos os convidados para a cerimônia de sua filiação ao PSB, na manhã de quinta-feira, 1º. Presidentes de federação, filhos, irmãos, funcionários, gente graúda do Sebrae e Fecomércio postados nas primeiras filas de cadeiras na sede do PSB do DF a espera da grande estrela. Cadê o homem, perguntou um aliado do deputado Rodrigo Rollemberg, responsável pela urdidura para levar Aldemir para o partido de Ciro Gomes. Das 9h30 ao meio-dia, só se materializou um telefonema avisando que havia desistido de sair do DEM.
Adelmir foi convencido com um simples diálogo: “Você recebeu um mandato de graça, sem ter garimpado um voto e agora quer abandonar o partido que lhe deu esta chance? Pode ter certeza de uma coisa, você vai perder o mandato”. A conversa foi neste tom altas horas da noite.
Talvez este seja o maior mico que um político tenha aplicado num partido. “O Aldemir perdeu uma grande oportunidade de ter finalizado o mandato dele com dignidade”, contou uma revoltada servidora do GDF que “nutria grande admiração pelo senador, principalmente por ele ter recebido de mão beijada a vaga de Paulo Octávio”. Segundo ela, ninguém entrega um mandato de senador e no final recebe uma bofetada destas na cara.
Pedro Ivo “fecha a mão” na Prefeitura de Formosa
Quase dez meses à frente da gestão municipal de Formosa, o prefeito Pedro Ivo (PP), como a maioria absoluta dos demais administradores públicos do país, ainda não conseguiu colocar a casa nos trilhos e reunir recursos suficiente para estancar a crescente demanda por obras estruturantes. Pedro Ivo, um austero gestor público, tido pelos auxiliares que o conhecem desde os tempo em que ele trabalhava no Crisa como engenheiro, como pessoa que sempre tratou os negócios públicos com muita austeridade. Até os adversários admitem que Pedro Ivo não toma decisões sob emoção ou irresponsavelmente.
Na semana passada, ele confirmou de vez esta notoriedade ao baixar alguns decretos limitando os gastos da máquina pública municipal “ao estritamente necessário”. A partir de agora, até equilibrar a contabilidade da prefeitura, gastos com horas extras, gratificações, uso de telefone, viagens ou abastecimento, terá um rigoroso controle. “Em dezembro, eu quero quitar a folha de pagamento do mês e 13º salário”, justificou ao Jornal Opção na sexta-feira, 2. Pedro ressaltou que todos os auxiliares têm conciência desta responsabilidade e vêm trabalhando num ritmo acelerado para viabilizar o projeto de governo. “Eles sabem que vamos superar os momentos de crise.” Ele também afirma que o novo conceito administrativo interage com a população, principalmente os mais humildes. “É o meu dever e de minha equipe, procurar todos os meios possíveis para corresponder a esta expectativa.” O prefeito lamenta que tenha que tomar medidas duras contendo despesas, mas “no momento em que a receita do município cai, as fontes de recursos externos também escasseiam. “Só cortando na própria carne se consegue sobreviver a esta travessia do deserto de penúria”, reclama.
Outra queixa do prefeito é a de que, “se já não bastasse a queda de arrecadação dos tributos municipal, como IPTU e ISS — que não são reajustados há anos —, os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) também foram reduzidos à metade”. A grita de Pedro tem razão. Na listagem de municípios da Ride que não vão receber nada do ´pacote de bondade de R$ 1 bilhão do presidente Lula´ aprovado pelo Senado, para repor perdas do FPM, Formosa, Cristalina e Valparaíso ficaram a ver navios. “Vou procurar saber a razão e tentar receber alguma coisa do governo federal”, avisa.
Pedro Ivo tem consciência de que está aplicando um remédio amargo na máquina pública de Formosa. “Quando o remédio é ruim, toma-se fazendo careta, no entanto, em médio prazo, o resultado vai aparecer e o paciente se fortalece novamente. Sempre digo às pessoas que me interpelam sobre determinas demandas que estão paradas, respondo que não podemos achar que, num curto período de quase dez meses à frente da prefeitura vamos resolver todos os problemas. Temos de ter segurança de que estamos construindo agora o futuro que queremos. Este é o meu diferencial político.” Pedro disse que se orgulha muito em saber que a população acredita em seu projeto de governo e compreende o momento de sacrifícios.
Enquanto isso, muitos municípios do porte de Formosa vão continuar batendo à porta dos governos, parlamentares e até mesmo em busca de parcerias privadas para continuar a se desenvolver.
Rogério Rosso pode assumir mandato de Bessa
Não se assuste se o suplente de deputado federal e presidente da Codeplan, Rogério Rosso (PMDB), assumir o mandato no lugar de Larte Bessa, que se filiou ao PSC de Joaquim Roriz e Valério Neves.
O jornalista Carlos Honorato noticiou em seu Blog BSB Estação da Notícia que a executiva do PMDB vai se reunir no início da semana para discutir o assunto. A tendência é que Bessa tenha o mandato questionado na Justiça Eleitoral. De acordo com Honorato, o presidente do PMDB-DF, deputado federal Tadeu Filippelli, reúne a executiva na próxima semana para uma reunião sobre as eleições de 2010. Um dos temas a serem tratados será o pedido do mandato do deputado federal Laerte Bessa, que foi para o PSC, do ex-governador Joaquim Roriz”.
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