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Entrevista com Peres antecipa mídia nacional
O que mais me impressionou no último domingo foi a entrevista de Shimon Peres ao Jornal Opção. A entrevista indica, mais uma vez, que, além de excelente semanário de opinião, o jornal não é provinciano e ousa grandes lances internacionais. O jornal conseguiu antecipar as principais publicações brasileiras. Algumas delas nem percebem a contento que Shimon Peres é um líder de repercussão internacional, um político que participou da fundação do Estado de Israel, em 1948. O jornal poderia ter perguntado sobre a contribuição do ministro Oswaldo Aranha para a fundação de Israel. A partir de agora, ficamos na torcida para que israelenses e palestinos entrem em sintonia e, com isto, seja possível construir o Estado palestino.
BERNARDO JARDIM BRITTO é professor de história. E-mail: bdjardimb@gmail.com
Momento histórico para Goiás
A foto a cores na primeira página: a imagem do presidente israelense Shimon Peres com o jornalista Herbert Morais registra um fato histórico para o jornalismo de Goiás. O Jornal Opção, o maior formador de opinião do Centro-Oeste brasileiro, fez um gol de placa com a entrevista marcante com o líder israelense, última cidadela de esperança de paz no Oriente Médio, depois do passamento do líder palestino Yasser Arafat. Herbert Morais, mais uma vez, mostrou que é com persistência e ousadia que se faz jornalismo de alto nível.
EDUARDO RODRIGUES, de Belo Horizonte E-mail: tribunadoeduardo@gmail.com
O horror da delação
Prezado Euler:
Antes de mais nada, quero lhe dizer, como já disse antes, que sou leitora assídua da coluna Imprensa, que você assina. Considero-a muitas vezes instigante, sempre interessante e esclarecedora.
Você pode não ter receio do “patrulhamento bestialógico da esquerda”, o que é louvável porque um jornalista tem de ser isento e nada temer na busca da verdade dos fatos. Mas a verdade dos fatos aponta numa direção bem diferente da que você coloca seguidamente em sua assumida postura anti-esquerda. Um delator é um delator e isso é errado em qualquer tempo, sob qualquer regime. O fato de Simonal haver delatado seus colegas, se é que verdade inquestionável, é terrível e depõe contra ele de forma irrecorrível. Qualquer delator daquele tempo não somente “entregava a esquerda”, mas mandava seres humanos para as mais brutais torturas e intimidações e qualquer criança sabia disso naquela época. As ideias não são, não podem, não devem ser combatidas pela força e pelo arbítrio.
Na verdade, vou fazer de conta que não li esse triste trecho de seu artigo: “Não tenho simpatia por delatores, mas, se Simonal entregou a esquerda, contribuindo para evitar a instalação de uma “ditadura contra o proletariado” (sic) no país, perdoo-o, desde já”.
Tudo bem não gostar da esquerda ou analisar aqueles tempos terríveis de um ângulo diferente do da esquerda, mas achar louvável que uma pessoa arriscasse a integridade física e a própria vida de outras pessoas, delatando-as para um regime cruel (não preciso citar exemplos, acredito), já é exagero. Graças a Deus esse tempo já passou. Você pode até prescindir de mencioná-lo, se quiser. Eu não posso esquecê-lo porque meu pai foi delatado e nós sofremos muita angústia por causa disso. E meu pai com certeza não queria instalar um “uma ditadura do proletariado” no Brasil. Ele apenas clamava contra as injustiças, como cristão que sempre foi, e como intelectual de primeira linha, como todos sabem.
Já pensou se meu pai tivesse sido torturado e morto? Ainda assim você perdoaria seu delator?
MARIA LÚCIA FELIX BUFÁIÇAL, E-mail: m.lucia5@hotmail.com
Nota do editor: A família Félix representa uma civilização para Goiás. Portanto, faria tudo para proteger Domingos Félix de Sousa.
Visita de um democrata
Com prazer renovado, li a entrevista de Shimon Peres ao Jornal Opção, vibrante hebdomadário de Goiânia. Os judeus, que são maiores do que os israelenses, são o povo mais perseguido da história, e não apenas por Adolf Hitler, o líder nazista que levou a Alemanha a uma derrota fragorosa, em 1945.
Hoje, os judeus, e agora falo mais dos israelenses, continuam sendo perseguidos. Israel, como sugeriu o presidente Peres, é uma verdadeira democracia, atacada, verbal ou por meio de armas, pelas ditaduras do Oriente Médio. A posição de Israel é, na verdade, defensiva, mas é apresentada pelos árabes e seus correligionários como ofensiva. Se não atacarem Israel, o país não atacará ninguém. Tem sido a regra.
O Irã é a mais obscurantista ditadura de todos os tempos. As eleições no país são de fachada, como denunciam os próprios iranianos. Portanto, a visita de Shimon Peres ao Brasil tem de ser saudada como a visita de um democrata que realmente quer a paz e que não usa essa palavra para esconder atitudes belicistas e terroristas.
Um jornal se faz com grandes repórteres, como o sr. Herbert Moraes.
PAULINO DE CASTRO BITTENCOURT é tradutor. E-mail: paulinocbittencourt@gmail.com
Figura histórica
Meus sinceros parabéns pela entrevista de Shimon Peres ao correspondente do Jornal Opção em Israel, Herbert Moraes. Um grande jornal se faz com grandes ideias e grandes reportagens. Não concordo com todas as ideias de Shimon Peres porque os israelenses perseguem os palestinos de modo implacável, mas o presidente é mesmo, como afiançou o jornal, uma figura histórica de relevo mundial.
JOÃO LUIZ DE ALMEIDA JÚNIOR é professor, mestre em linguística
Blecaute foi normal
Acho que os governantes de um país com as dimensões do Brasil não podem ser crucificados por conta de ficarmos sem energia elétrica durante poucas horas da madrugada, após dez anos sem outro caso similar. Por seu tamanho, o Brasil é muito competente em termos de distribuição de energia elétrica. Seu único pecado é a cobrança abusiva da tarifa de consumo de seus habitantes, que pagam uma das taxas mais altas do mundo. Quanto a este blecaute, é natural. Acontece em todos os países.
HABIB SAGUIAH NETO, de Marataízes (ES). E-mail: saguiah@mtznet.com.br
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