Goiânia, 03 de setembro de 2010 (5:16)
De: 04 a 10 de outubro de 2009

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Ir­res­pon­sa­bi­li­da­de alheia

Pa­ra o de­pu­ta­do es­ta­du­al Da­ni­el Gou­lart (PSDB), ao con­trá­rio do que su­ge­re o pre­si­den­te do PMDB, Adib Eli­as, em en­tre­vis­ta ao Jor­nal Op­ção, pu­bli­ca­da na se­ma­na de 26 de se­tem­bro a 3 de ou­tu­bro, quem dei­xou o Es­ta­do de Go­i­ás em di­fi­cul­da­de fo­ram os pe­e­me­de­bis­tas.

O tu­ca­no ques­ti­o­na a de­cla­ra­ção de Adib so­bre uma sa­í­da não com­pro­va­da de R$ 1 bi­lhão da Celg pa­ra o Es­ta­do que, se­gun­do ele, não che­gou aos co­fres pú­bli­cos. “O pre­si­den­te de­ve res­pon­der na Jus­ti­ça por es­sa afir­ma­ção in­fun­da­da. De­ve­ria sa­ber que se tra­ta de ca­lú­nia atri­bu­ir um cri­me a al­guém sen­do que es­te não o co­me­teu”, re­ba­te Gou­lart.

Da­ni­el Gou­lart lem­bra que ao sa­ir do go­ver­no de Go­i­ás, em 1998, o PMDB dei­xou co­mo le­ga­do a to­tal de­sar­ti­cu­la­ção do fo­men­to à eco­no­mia do Es­ta­do. “Te­mos exem­plos co­nhe­ci­dos, co­mo a que­bra do Ban­co de De­sen­vol­vi­men­to de Go­i­ás, da Cai­xe­go e do BEG. Até mes­mo a Celg, gran­de res­pon­sá­vel pe­lo de­sen­vol­vi­men­to eco­nô­mi­co go­i­a­no, es­tá em si­tu­a­ção di­fí­cil que se agra­vou com a ven­da da usi­na Ca­cho­ei­ra Dou­ra­da”, diz.

Ain­da se­gun­do Gou­lart, ao in­vés de apon­tar si­tu­a­ções in­ve­rí­di­cas, Adib de­ve­ria se pre­o­cu­par em dar sa­tis­fa­ções à so­ci­e­da­de so­bre a Ope­ra­ção Ou­ro Ne­gro, que foi de­fla­gra­da pe­la Po­lí­cia Ci­vil e pe­lo Mi­nis­té­rio Pú­bli­co Es­ta­du­al, em 2007. A ope­ra­ção de­nun­ciou des­vio de di­nhei­ro da Pre­fei­tu­ra de Ca­ta­lão, que era ad­mi­nis­tra­da pe­lo atu­al pre­si­den­te do PMDB. “Vá­rios se­cre­tá­rios da sua ges­tão fo­ram pre­sos, mas até ago­ra nin­guém foi pu­ni­do. An­tes de apon­tar in­ver­da­des alhei­as, o se­nhor Adib de­ve­ria se pre­o­cu­par em ex­pli­car ao po­vo go­i­a­no as fal­ca­tru­as que fo­ram apon­ta­das pe­la po­lí­cia”, fa­la Gou­lart.

MA­RIA CRIS­TI­NA FUR­TA­DO é as­ses­so­ra de Im­pren­sa do de­pu­ta­do es­ta­du­al Da­ni­el Gou­lart.

Im­pren­sa tre­tei­ra

A chu­va ce­deu, co­mo das ou­tras ve­zes fi­ca­ram os es­tra­gos: pos­tes ca­í­dos, ru­as ala­ga­das, ár­vo­res fron­do­sas e cen­te­ná­ri­as no chão. A ten­dên­cia é fi­car pi­or a ca­da pe­rí­o­do chu­vo­so. Obras de con­ten­ção es­tão sen­do re­a­li­za­das, mas como nos­so so­lo é ín­gre­me e are­no­so, se­rá uma lu­ta in­gló­ria.

Gui­ma­rã­es Ro­sa di­zia “que Mi­nas são mui­tas”. Na po­lí­ti­ca não é di­fe­ren­te, são mui­tas as pos­si­bi­li­da­des e com­bi­na­ções. Hé­lio Cos­ta po­de apo­i­ar Aé­cio Ne­ves se Aé­cio o apo­i­ar pa­ra go­ver­na­dor. Só que Aé­cio Ne­ves tem um gran­de com­pro­mis­so po­lí­ti­co com o ex-pre­fei­to de BH Fer­nan­do Pi­men­tel, que fez do­bra­di­nha com Aé­cio na elei­ção do en­tão des­co­nhe­ci­do Már­cio La­cer­da pa­ra pre­fei­to da Ca­pi­tal. Pou­ca gen­te fo­ra de Mi­nas sa­be que Pi­men­tel é for­te, em­ble­má­ti­co e fez uma be­la ad­mi­nis­tra­ção em Be­lo Ho­ri­zon­te. Aé­cio tem mui­to apre­ço por ele e vi­ce-ver­sa. As­sim, o meio de cam­po fi­ca em­bo­la­do, de­ve­rá ter seu jo­go vol­ta­do pe­las la­te­ra­is do cam­po. Quem sou­ber fa­zer me­lhor o “over­lap­ping” vai sa­ir em van­ta­gem.

A im­pren­sa de Mi­nas é “trei­tei­ra” em re­la­ção à po­lí­ti­ca. Não é co­mo vo­cês do Jor­nal Op­ção, que fa­zem ana­li­se “sin­tá­ti­ca e mor­fo­ló­gi­ca” de can­di­da­tos e par­ti­dos. A?imprensa lá fi­ca no pe­ri­fé­ri­co, aguar­dan­do as ta­ca­das dos as­tu­tos jo­ga­do­res da po­lí­ti­ca pão de quei­jo. Quan­do ti­ver al­go do ní­vel do Jor­nal Op­ção, eu man­do pa­ra vo­cês.

EDUAR­DO RO­DRI­GUES é jor­na­lis­ta e em­pre­sá­rio em Be­lo Ho­ri­zon­te, via e-mail

Câ­ma­ra iti­ne­ran­te

Um jo­vem po­lí­ti­co de no­me Sí­rio Mi­guel é atu­al­men­te pre­si­den­te da Câ­ma­ra Mu­ni­ci­pal de Aná­po­lis. Ele tem es­ta­do em sin­to­nia com seus pa­res e com a po­pu­la­ção de Aná­po­lis. Cri­ou, de for­ma in­te­li­gen­te, as ses­sões iti­ne­ran­tes, quan­do os par­la­men­ta­res vão aos bair­ros ao en­con­tro das ne­ces­si­da­des da po­pu­la­ção. É um par­cei­ro de va­lor da so­ci­e­da­de ci­vil or­ga­ni­za­da atu­an­do em to­dos os se­to­res pro­du­ti­vos e lu­tan­do pe­las cau­sas mais ur­gen­tes na ci­da­de, co­mo Sa­ne­a­go, Daia, UEG, sa­ú­de pú­bli­ca. Ele es­tá pres­tes a fe­char par­ce­rias pa­ra os pró­xi­mos plei­tos.

EVAN­DRO COU­TI­NHO FRAN­ÇA é ad­vo­ga­do.

Éti­ca mé­di­ca

O no­vo Có­di­go de Éti­ca, re­cen­te­men­te apro­va­do pe­lo Con­sel­ho Fe­de­ral de Me­di­ci­na, con­ti­nua com o ví­cio da ar­bi­tra­ri­e­da­de e da ile­ga­li­da­de. To­das as 118 ve­da­ções às qua­is os mé­di­cos es­tão sub­me­ti­dos, não são pre­vis­tas em lei. Uma afron­ta ao prin­cí­pio cons­ti­tu­ci­o­nal da le­ga­li­da­de. Os ilí­ci­tos tam­bém não são co­mi­na­dos, co­mo man­da a Cons­ti­tu­i­ção Fe­de­ral, o que con­duz a jul­ga­men­tos sub­je­ti­vos, con­fi­gu­ran­do um tri­bu­nal de ex­ce­ção. Um ver­da­dei­ro ata­que ao es­ta­do de di­rei­to de­mo­crá­ti­co. Eu per­gun­ta­ria: on­de fi­ca­ram os di­rei­tos hu­ma­nos? Que jus­ti­ça é es­sa que não ga­ran­te os di­rei­tos es­ta­be­le­ci­dos pe­la Cons­ti­tu­i­ção ci­da­dã de 1988? Que pa­ís é es­se?

VIR­MON­DES VI­EI­RA MA­CHA­DO, do Rio de Ja­nei­ro, via in­ter­net

Uma ba­gun­ça da­na­da

Não que­ro fa­lar do pre­si­den­te Lu­la da Sil­va, ex­ce­to di­zer que gos­tei do seu dis­cur­so em de­fe­sa da ci­da­de do Rio de Ja­nei­ro pa­ra se­de dos jo­gos olím­pi­cos. Tam­bém apro­vei­to pa­ra di­zer que sou con­tra o ter­cei­ro man­da­to pa­ra quem quer que se­ja, in­clu­si­ve pa­ra ve­re­a­dor, de­pu­ta­do e se­na­dor. To­da­via, que­ro fa­lar é des­se tal Ga­guim que, pe­lo vis­to, não reú­ne con­di­ções pa­ra go­ver­nar o Es­ta­do do To­can­tins. Li o ar­ti­go de Eu­ler Be­lém, que des­cre­ve com pre­ci­são o ca­mi­nho tra­ça­do por es­se po­lí­ti­co de en­co­men­da. Pi­or é que os de­pu­ta­dos es­ta­du­ais do To­can­tins pa­re­cem es­tar ven­di­dos na his­tó­ria e vão co­lo­cá-lo no car­go de go­ver­na­dor pa­ra o man­da­to-tam­pão, o que é la­men­tá­vel. Me­lhor se­ria que a im­pren­sa mos­tras­se a in ­com­pe­tên­cia des­se ci­da­dão que, cer­ta­men­te, vai fa­zer uma ba­gun­ça da­na­da.

LU­IZ PE­REI­RA, via in­ter­net



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