Goiânia, 07 de setembro de 2010 (9:24)
De: 14 a 20 de junho de 2009

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Sal­vem os ba­cha­réis

La­vro meu pro­tes­to con­tra o Exa­me de Or­dem apli­ca­do pe­la OAB. Na úl­ti­ma pro­va, 85% dos pos­tu­lan­tes fo­ram re­pro­va­dos.

Por que os de­pu­ta­dos e se­na­do­res de Go­i­ás e do Pa­ís não de­fen­dem os ba­cha­réis? Afi­nal, fo­ram elei­tos pa­ra de­fen­de­rem os ci­da­dã­os con­tra as in­jus­ti­ças. Sal­vem os ba­cha­réis!

CÉ­LIA QUEI­ROZ mo­ra em Go­i­â­nia. Cor­reio ele­trô­ni­co: ce­lia_3001@hot­mail.com

Atro­pe­lan­do a Cons­ti­tu­i­ção

Na­da é ilí­ci­to ou pro­i­bi­do a não ser em de­cor­rên­cia de lei. Lei só ema­na do Con­gres­so Na­ci­o­nal. É o que diz a Cons­ti­tu­i­ção Fe­de­ral. Mas os con­se­lhos de me­di­ci­na, no Bra­sil, es­tão aci­ma da Car­ta Mag­na.

Na­que­les con­se­lhos se jul­ga e se con­de­na ten­do co­mo ba­se ilí­ci­tos re­la­ci­o­na­dos no có­di­go de éti­ca mé­di­ca, in­ven­ta­dos pe­lo pró­prio con­se­lho! É ou não é o fim da pi­ca­da?

Eu per­gun­ta­ria: on­de es­ta­mos? Que pa­ís é es­se que de­le­ga po­de­res ar­bi­trá­rios que atro­pe­la a pró­pria Cons­ti­tu­i­ção?

VIR­MON­DES VI­EI­RA MA­CHA­DO te­ve seu re­gis­tro de mé­di­co cas­sa­do pe­lo Con­se­lho Re­gi­o­nal de Me­di­ci­na de Go­i­ás. Cor­reio ele­trô­ni­co: sed­nom@ya­hoo.com.br

Cho­ro e Co­pa do Mun­do (I)

Li o li­vro de Lu­cas Fi­guei­re­do que fa­la da atu­a­ção de Mar­cos Va­lé­rio nas alas tu­ca­nas e pe­tis­tas (“O Ope­ra­dor”). E tem dois ou­tros bons li­vros de­le: “Mor­ce­gos Ne­gros” e “Mi­nis­té­rio do Si­lên­cio”. Re­co­men­do o se­gun­do.

Achei en­gra­ça­da a re­a­ção de­pois que Go­i­â­nia fi­cou fo­ra da Co­pa de 2014. Em 2007 a Fi­fa anun­ciou que o Bra­sil se­ria a se­de da Co­pa. Por que des­de en­tão não fi­ze­ram ne­nhu­ma mo­vi­men­ta­ção pa­ra que al­guns jo­gos da Co­pa fos­sem re­a­li­za­dos aqui?

É vi­sí­vel a pés­si­ma or­ga­ni­za­ção do co­mi­tê res­pon­sá­vel. O pi­or foi ler al­guns ar­ti­gos ten­tan­do des­qua­li­fi­car Cu­ia­bá. Fa­la­ram que Cu­ia­bá e Na­tal não têm tra­di­ção no fu­te­bol. Fa­lam co­mo se o Go­i­ás fos­se um ti­me de gran­de tra­di­ção. Nin­guém de­fen­deu a can­di­da­tu­ra de Go­i­â­nia. Os po­lí­ti­cos não es­ta­vam nem um pou­co in­te­res­sa­dos. O re­sul­ta­do era es­pe­ra­do. Mas, co­mo di­zem por aí, “o cho­ro é li­vre”.

CAR­LOS CÉ­SAR HI­GA é pe­da­go­go.

Cho­ro e Co­pa do Mun­do (II)

Sou apai­xo­na­do por fu­te­bol, mas, co­mo o Jor­nal Op­ção, não apro­vei a his­te­ria por­que Go­i­â­nia não vai se­di­ar jo­gos da Co­pa do Mun­do de Fu­te­bol em 2014.

Co­mo dis­se o jor­nal, Go­i­â­nia, por não ter o pe­so po­lí­ti­co e es­por­ti­vo de São Pau­lo e Rio de Ja­nei­ro, aca­ba­ria re­ce­ben­do ti­mes re­bor­réi­as. Pa­ra pi­o­rar, as te­vês, por cau­sa dos jo­gos lo­ca­is, não po­de­riam trans­mi­tir os jo­gos de me­lhor ní­vel. Co­mo dei­xar de as­sis­tir um jo­go en­tre Ho­lan­da e Es­pa­nha, du­as se­le­ções ex­ce­len­tes, pa­ra as­sis­tir, no Ser­ra Dou­ra­da, as pia­das afri­ca­nas e asi­á­ti­cas?

O jor­nal apon­ta outro se­não: os pre­ços dos in­gres­sos de uma Co­pa do Mun­do são in­vi­á­veis pa­ra os tor­ce­do­res tra­di­cio­nais. Além de se­rem ca­ros di­re­ta­men­te no es­tá­dio, mui­tos tor­ce­do­res têm de com­prá-lo de cam­bis­tas por va­lo­res ain­da mais ele­va­dos.

Em su­ma, eu gos­ta­ria que a Co­pa fos­se re­a­li­za­da em Go­i­â­nia, ci­da­de mais bo­ni­ta do Cen­tro-Oes­te, mas acho que o cho­ro­rô não le­va a na­da. E, mais, co­mo a Co­pa vai ser re­a­li­za­da em Bra­sí­lia, que fi­ca no ter­ri­tó­rio go­i­a­no, quem qui­ser as­sis­tir os jo­gos de­ve cor­rer pa­ra lá. E, co­mo se sa­be, os tu­ris­tas vão aca­bar vin­do pa­ra Go­i­â­nia, que fi­ca bem per­to.

Fi­ca o re­gis­tro de que Ri­car­do Tei­xei­ra não gos­ta de Go­i­ás. Não sei por qua­is mo­ti­vos.

AN­TÔ­NIO MA­GA­LHíES FI­LHO é es­tu­dan­te de jor­na­lis­mo.

O pos­te que dor­me no es­cu­ro

O lei­tor Jo­sé Car­los Do­na­to, do Se­tor Cas­te­lo Bran­co, diz que num pos­te da rua em que re­si­de faz seis mes­es que fal­ta luz elé­tri­ca.

Cal­ma, Do­na­ti­nho. Há seis anos, pre­sen­ci­ei uma ce­na dra­má­ti­ca no Se­tor Vi­la-No­va, na Rua 206, com uma ve­lhi­nha que qua­se caiu den­tro de uma bo­ca-de-lo­bo . Por sor­te de­la, eu pas­sa­va na ho­ra e a so­cor­ri. Por in­crí­vel que pa­re­ça, no ano pas­sa­do, fui sur­pre­en­di­do ao ver o mes­mo bu­ra­co sem a tam­pa. Putzgri­la!

NI­LO AL­VES é mú­si­co.

O mú­si­co Ni­lo Al­ves

O Ni­lo Al­ves que es­cre­ve car­tas nes­te es­pa­ço de­mo­crá­ti­co é o mes­mo que fa­zia mú­si­ca em Go­i­â­nia na dé­ca­da de 1980? O quê fa­zer pa­ra con­ta­tá-lo?

LOU­REN­ÇO PE­REI­RA é pro­fes­sor.

No­ta da re­da­ção: Tra­ta-se do mes­mo Ni­lo Al­ves, o mú­si­co, que ho­je mo­ra em Pal­mas, no To­can­tins.

Jor­nal de­mo­crá­ti­co

Pa­ra­béns ao Jor­nal Op­ção por ter pu­bli­ca­do as crí­ti­cas de Ira­pu­an Cos­ta Ju­ni­or e, de­pois, a res­pos­ta do lei­tor Car­los Pom­peu.

O Jor­nal Op­ção mos­tra, mais uma vez, que é um ve­í­cu­lo de co­mu­ni­ca­ção de­mo­crá­ti­co. Quem ga­nha com a di­ver­si­da­de de opi­ni­ões são os lei­to­res.

PE­DRO AL­CÂN­TA­RA DE ALEN­CAS­TRO é ba­cha­rel em Di­rei­to.

Capitalismo selvagem

Fi­del Cas­tro foi mui­to fe­liz em sua de­cla­ra­ção, ao afir­mar que os prin­cí­pios de Ba­rack Oba­ma con­tra­di­zem com a po­lí­ti­ca dos Es­ta­dos Uni­dos.

De fa­to, o mai­or ad­ver­sá­rio que o pre­si­den­te nor­te-ame­ri­ca­no en­fren­ta em sua ad­mi­nis­tra­ção di­nâ­mi­ca e ino­va­do­ra, en­con­tra-se den­tro de seu pró­prio pa­ís, ou se­ja, o ca­pi­ta­lis­mo sel­va­gem e re­a­ci­o­ná­rio que por dé­ca­das de­ter­mi­na o mo­do de ação do go­ver­no ame­ri­ca­no.

HA­BIB SA­GUIAH NE­TO é apo­sen­ta­do. Cor­reio ele­trô­ni­co: sa­guiah@mtznet.­com.br

O po­vo e seus re­pre­sen­tan­tes

Fa­lá­cias e so­fis­mas não são ar­gu­men­tos dig­nos de re­pre­sen­tan­tes do po­vo. O man­da­to po­pu­lar é ou­tor­ga­do a um ci­da­dão pa­ra que ele cum­pra seu de­ver de re­pre­sen­tan­te fi­el da so­ci­e­da­de. Em Go­i­ás, a ati­vi­da­de par­la­men­tar es­tá sen­do usa­da pa­ra sa­li­en­tar a in­com­pe­tên­cia e o des­ca­so com a opi­ni­ão pú­bli­ca.

Quan­do nos anos 80, Ulysses Gui­ma­rã­es, po­lí­ti­co de gran­de im­por­tân­cia na re­de­mo­cra­ti­za­ção do Bra­sil, pro­fe­riu a fra­se “A sa­li­va é a ar­ma da de­mo­cra­cia”, não ima­gi­na­va que as sa­li­vas se­ri­am usa­das co­mo ins­tru­men­to da au­dá­cia im­pi­e­do­sa da me­di­o­cri­da­de par­la­men­tar. O po­vo, prin­ci­pal or­gu­lho e o do­no úni­co do po­der, de­ve­ria ter em sua re­pre­sen­ta­ti­vi­da­de, no Con­gres­so Na­ci­o­nal, a ima­gem de su­as idéi­as, de su­as con­cep­ções e de su­as as­pi­ra­ções pa­ra a so­ci­e­da­de. Mas os pro­nun­ci­a­men­tos ex­pos­tos, na mí­dia, por po­lí­ti­cos cap­ci­o­sos que não tem pro­je­tos ben­fei­to­res con­cre­tos pa­ra a po­pu­la­ção le­vam a uma fal­sa ima­gem do Lgis­la­ti­vo fe­de­ral.

As ma­ni­fes­ta­ções das en­ti­da­des de clas­se, as ati­tu­des dos ci­da­dã­os go­i­a­nos e as re­a­ções da so­ci­e­da­de não re­fle­tem a to­tal in­sa­tis­fa­ção com o go­ver­no do Es­ta­do. Pe­lo con­trá­rio. Os go­i­a­nos não trans­mi­ti­ram a cul­pa pe­la ex­clu­são da cpi­tal go­i­a­na da Co­pa de 2014 ao go­ver­no es­ta­du­al, não cul­pam o en­di­vi­da­men­to da Celg à atu­al ges­tão, não vê­em a mo­ro­si­da­de na ad­mi­nis­tra­ção pú­bli­ca do Es­ta­do. Em re­cen­te pes­qui­sa re­a­li­za­da por um dos ins­ti­tu­tos mais res­pei­ta­dos de Go­i­ás, o go­ver­no de Al­ci­des Ro­dri­gues Fi­lho es­ta­va com mais de 68% de apro­va­ção po­pu­lar, ape­sar das di­fi­cul­da­des fi­nan­cei­ras her­da­das pe­la ad­mi­nis­tra­ção an­te­ri­or.

Fa­ça­mos uma per­gun­ta aos go­i­a­nos. Se não fos­se a apro­xi­ma­ção ad­mi­nis­tra­ti­va de Go­i­ás com o go­ver­no fe­de­ral, qual se­ria a so­lu­ção pa­ra o dé­fi­cit de 100 mi­lhões de re­ais das con­tas pú­bli­cas es­ta­du­ais? Pro­cu­re­mos a opi­ni­ão do po­vo. Dis­cu­ta­mos com as en­ti­da­des re­pre­sen­ta­ti­vas e de­pois le­ve­mos aos par­la­men­ta­res os re­sul­ta­dos pa­ra mu­ni­rem seus ar­gu­men­tos e não dei­xe­mos que fa­lem tan­to dis­pa­ra­te pa­ra os ci­da­dã­os.

A su­ces­são es­ta­du­al do ano que vem não po­de des­vir­tu­ar o par­la­men­tar de su­as re­ais fun­ções le­gis­la­ti­vas. O po­vo de­ve par­ti­ci­par do de­ba­te, pa­ra que sua opi­ni­ão não se­ja re­pre­sen­ta­da in­de­vi­da­men­te pe­la ir­res­pon­sa­bi­li­da­de da “po­li­ti­qui­ce”. A imu­ni­da­de par­la­men­tar, nos seus ex­ces­sos, tam­bém po­de ser pu­ni­da por im­pro­bi­da­de ad­mi­nis­tra­ti­va. A prer­ro­ga­ti­va —di­rei­to, ine­ren­te a um ofí­cio ou po­si­ção, de usu­fru­ir um cer­to pri­vi­lé­gio ou exer­cer cer­ta fun­ção — de­ve ser usa­da de for­ma a blin­dar um re­pre­sen­tan­te fe­de­ral do po­vo nas su­as ações le­gais, im­pes­so­ais, mo­ra­is, pú­bli­cas e efi­ci­en­tes, não de­ven­do ela ser usa­da pa­ra pro­te­ger as fa­lá­cias e as so­fis­mas.

JU­LI­A­NO GON­ÇAL­VES DA SIL­VA é eco­no­mis­ta em­Mem­bro do PP Jo­vem de Go­i­ás.



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