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Salvem os bacharéis
Lavro meu protesto contra o Exame de Ordem aplicado pela OAB. Na última prova, 85% dos postulantes foram reprovados.
Por que os deputados e senadores de Goiás e do País não defendem os bacharéis? Afinal, foram eleitos para defenderem os cidadãos contra as injustiças. Salvem os bacharéis!
CÉLIA QUEIROZ mora em Goiânia. Correio eletrônico: celia_3001@hotmail.com
Atropelando a Constituição
Nada é ilícito ou proibido a não ser em decorrência de lei. Lei só emana do Congresso Nacional. É o que diz a Constituição Federal. Mas os conselhos de medicina, no Brasil, estão acima da Carta Magna.
Naqueles conselhos se julga e se condena tendo como base ilícitos relacionados no código de ética médica, inventados pelo próprio conselho! É ou não é o fim da picada?
Eu perguntaria: onde estamos? Que país é esse que delega poderes arbitrários que atropela a própria Constituição?
VIRMONDES VIEIRA MACHADO teve seu registro de médico cassado pelo Conselho Regional de Medicina de Goiás. Correio eletrônico: sednom@yahoo.com.br
Choro e Copa do Mundo (I)
Li o livro de Lucas Figueiredo que fala da atuação de Marcos Valério nas alas tucanas e petistas (“O Operador”). E tem dois outros bons livros dele: “Morcegos Negros” e “Ministério do Silêncio”. Recomendo o segundo.
Achei engraçada a reação depois que Goiânia ficou fora da Copa de 2014. Em 2007 a Fifa anunciou que o Brasil seria a sede da Copa. Por que desde então não fizeram nenhuma movimentação para que alguns jogos da Copa fossem realizados aqui?
É visível a péssima organização do comitê responsável. O pior foi ler alguns artigos tentando desqualificar Cuiabá. Falaram que Cuiabá e Natal não têm tradição no futebol. Falam como se o Goiás fosse um time de grande tradição. Ninguém defendeu a candidatura de Goiânia. Os políticos não estavam nem um pouco interessados. O resultado era esperado. Mas, como dizem por aí, “o choro é livre”.
CARLOS CÉSAR HIGA é pedagogo.
Choro e Copa do Mundo (II)
Sou apaixonado por futebol, mas, como o Jornal Opção, não aprovei a histeria porque Goiânia não vai sediar jogos da Copa do Mundo de Futebol em 2014.
Como disse o jornal, Goiânia, por não ter o peso político e esportivo de São Paulo e Rio de Janeiro, acabaria recebendo times reborréias. Para piorar, as tevês, por causa dos jogos locais, não poderiam transmitir os jogos de melhor nível. Como deixar de assistir um jogo entre Holanda e Espanha, duas seleções excelentes, para assistir, no Serra Dourada, as piadas africanas e asiáticas?
O jornal aponta outro senão: os preços dos ingressos de uma Copa do Mundo são inviáveis para os torcedores tradicionais. Além de serem caros diretamente no estádio, muitos torcedores têm de comprá-lo de cambistas por valores ainda mais elevados.
Em suma, eu gostaria que a Copa fosse realizada em Goiânia, cidade mais bonita do Centro-Oeste, mas acho que o chororô não leva a nada. E, mais, como a Copa vai ser realizada em Brasília, que fica no território goiano, quem quiser assistir os jogos deve correr para lá. E, como se sabe, os turistas vão acabar vindo para Goiânia, que fica bem perto.
Fica o registro de que Ricardo Teixeira não gosta de Goiás. Não sei por quais motivos.
ANTÔNIO MAGALHÃES FILHO é estudante de jornalismo.
O poste que dorme no escuro
O leitor José Carlos Donato, do Setor Castelo Branco, diz que num poste da rua em que reside faz seis meses que falta luz elétrica.
Calma, Donatinho. Há seis anos, presenciei uma cena dramática no Setor Vila-Nova, na Rua 206, com uma velhinha que quase caiu dentro de uma boca-de-lobo . Por sorte dela, eu passava na hora e a socorri. Por incrível que pareça, no ano passado, fui surpreendido ao ver o mesmo buraco sem a tampa. Putzgrila!
NILO ALVES é músico.
O músico Nilo Alves
O Nilo Alves que escreve cartas neste espaço democrático é o mesmo que fazia música em Goiânia na década de 1980? O quê fazer para contatá-lo?
LOURENÇO PEREIRA é professor.
Nota da redação: Trata-se do mesmo Nilo Alves, o músico, que hoje mora em Palmas, no Tocantins.
Jornal democrático
Parabéns ao Jornal Opção por ter publicado as críticas de Irapuan Costa Junior e, depois, a resposta do leitor Carlos Pompeu.
O Jornal Opção mostra, mais uma vez, que é um veículo de comunicação democrático. Quem ganha com a diversidade de opiniões são os leitores.
PEDRO ALCÂNTARA DE ALENCASTRO é bacharel em Direito.
Capitalismo selvagem
Fidel Castro foi muito feliz em sua declaração, ao afirmar que os princípios de Barack Obama contradizem com a política dos Estados Unidos.
De fato, o maior adversário que o presidente norte-americano enfrenta em sua administração dinâmica e inovadora, encontra-se dentro de seu próprio país, ou seja, o capitalismo selvagem e reacionário que por décadas determina o modo de ação do governo americano.
HABIB SAGUIAH NETO é aposentado. Correio eletrônico: saguiah@mtznet.com.br
O povo e seus representantes
Falácias e sofismas não são argumentos dignos de representantes do povo. O mandato popular é outorgado a um cidadão para que ele cumpra seu dever de representante fiel da sociedade. Em Goiás, a atividade parlamentar está sendo usada para salientar a incompetência e o descaso com a opinião pública.
Quando nos anos 80, Ulysses Guimarães, político de grande importância na redemocratização do Brasil, proferiu a frase “A saliva é a arma da democracia”, não imaginava que as salivas seriam usadas como instrumento da audácia impiedosa da mediocridade parlamentar. O povo, principal orgulho e o dono único do poder, deveria ter em sua representatividade, no Congresso Nacional, a imagem de suas idéias, de suas concepções e de suas aspirações para a sociedade. Mas os pronunciamentos expostos, na mídia, por políticos capciosos que não tem projetos benfeitores concretos para a população levam a uma falsa imagem do Lgislativo federal.
As manifestações das entidades de classe, as atitudes dos cidadãos goianos e as reações da sociedade não refletem a total insatisfação com o governo do Estado. Pelo contrário. Os goianos não transmitiram a culpa pela exclusão da cpital goiana da Copa de 2014 ao governo estadual, não culpam o endividamento da Celg à atual gestão, não vêem a morosidade na administração pública do Estado. Em recente pesquisa realizada por um dos institutos mais respeitados de Goiás, o governo de Alcides Rodrigues Filho estava com mais de 68% de aprovação popular, apesar das dificuldades financeiras herdadas pela administração anterior.
Façamos uma pergunta aos goianos. Se não fosse a aproximação administrativa de Goiás com o governo federal, qual seria a solução para o déficit de 100 milhões de reais das contas públicas estaduais? Procuremos a opinião do povo. Discutamos com as entidades representativas e depois levemos aos parlamentares os resultados para munirem seus argumentos e não deixemos que falem tanto disparate para os cidadãos.
A sucessão estadual do ano que vem não pode desvirtuar o parlamentar de suas reais funções legislativas. O povo deve participar do debate, para que sua opinião não seja representada indevidamente pela irresponsabilidade da “politiquice”. A imunidade parlamentar, nos seus excessos, também pode ser punida por improbidade administrativa. A prerrogativa —direito, inerente a um ofício ou posição, de usufruir um certo privilégio ou exercer certa função — deve ser usada de forma a blindar um representante federal do povo nas suas ações legais, impessoais, morais, públicas e eficientes, não devendo ela ser usada para proteger as falácias e as sofismas.
JULIANO GONÇALVES DA SILVA é economista emMembro do PP Jovem de Goiás.
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