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| Cartas |
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| Multas no combate a dengue |
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Nos períodos chuvosos, a dengue se espalha por todo canto. Em alguns lugares assume proporções epidêmicas. A doença provoca grandes transtornos à população, que quase sempre é pega de surpresa.
O mosquito transmissor prolifera nas propriedades malcuidadas, abandonadas, com lixo acumulado. Mesmo assim as pessoas proprietárias não são obrigadas por lei a combaterem o mosquito em suas dependências.
Os municípios poderiam instituir leis que tornem obrigatórios o combate e a prevenção contra o agente transmissor da dengue. Assim poderá fiscalizar e multar os prováveis infratores da lei, o que levaria as pessoas a se responsabilizarem pelos cuidados com a dengue.
Quando as pessoas deixam de cuidar da prevenção em suas propriedades, o mosquito criado ali pode se espalhar e atingir outras pessoas - só por isso os desmazelados que permitem a proliferação do mosquito já deveriam ser multados.
Assim, mais do que um dever do cidadão, o combate e a prevenção contra a dengue passam a ser uma obrigação legal — e aquele que não cuidar de suas propriedades será punido com multa, que pode ser vinculada ao IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).
O dinheiro arrecadado com as multas, pois certamente haverá multas, deverá ser revestido integralmente no financiamento das ações de combate a dengue. Dessa forma, mesmo que ela continue a se alastrar, os recursos serão diretamente proporcionais ao seu alastramento.
Com mais dinheiro para promover ações de prevenção e combate e uma atuação sistemática de fiscalização, podemos pensar em erradicar a dengue do nosso convívio, a menos que optemos pelo pagamento sucessivo de multas, o que só ocorrerá por pura displicência com o cuidado com nossas casas.
A saúde é um direito de todos, mas é também um dever ao qual todos estão submetidos e é justo que se puna os displicentes, que, por suas omissões, acabam por prejudicar outras pessoas. Então, quando todos fizermos nosso dever de casa com relação à dengue, a lei será revogada por si mesma.
ADEMIR BATISTA CASTORINO mora na Vila Jardim Pompéia.
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| Carta aberta à comunidade uegeana |
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Mais uma eleição para reitor da Universidade Estadual de Goiás vem aproximando e o desejo de todos aqueles servidores e alunos desta grande instituição é de vê-la crescer e tornar-se a melhor instituição de ensino superior pública do país.
Com quase uma década de existência, a UEG tornou-se realidade num momento de grandes transformações políticas e socioeconômicas do Estado de Goiás. Moldada para ser um dos sustentáculos do crescimento destes últimos anos, a nossa universidade criou raízes em todas as regiões do Estado, buscando formar cidadãos capazes de suprir as grandes demandas deste desenvolvimento.
Orientada pelo norte do ensino, pesquisa e extensão, a UEG tornou-se referência enquanto universidade multi-campi e aberta à sociedade goiana. Os seus projetos nas mais diversas áreas do conhecimento fundamentaram-se no respeito às diversidades regionais, norteando as suas ações em prol do desenvolvimento de cada cidade onde atualmente está instalada.
Especialmente nos últimos dois anos, após o professor Luiz Antônio Arantes assumir a reitoria, a UEG deu um salto de qualidade jamais visto. Com audácia, coragem e persistência, sob o comando do professor Luiz Arantes, a UEG avançou em diversos aspectos, entre eles, a implementação de políticas voltadas para o empreendedorismo.
Um destaque especial dentre os inúmeros projetos nesta área do conhecimento, foi a criação do Programa de Incubadoras da UEG, vinculado a Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis. Com uma proposta ousada, este programa visa implantar incubadoras de micro e pequenas empresas e cooperativas nas Unidades Universitárias da UEG, fomentando desenvolvimento econômico e geração e distribuição de renda.
Com a ajuda de parceiros como Sebrae/Goiás, Fundação Tecnópolis de Desenvolvimento, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Agência de Fomento de Goiás, Banco do Povo do Estado de Goiás, Rede Goiana de Inovação, Fundação de Amparo à Pesquisa de Goiás, Secretária de Ciência e Tecnologia de Goiás, Federação das Indústrias de Goiás, SENAI/Goiás, Organização das Cooperativas Brasileiras/Seção Goiás e Ministério do Trabalho, a UEG está viabilizando a implantação de três incubadoras em parceria com as seguintes unidades universitárias: Incubadoras de Empresas de Jaraguá, Incubadoras de Empresas de Itumbiara e a Incubadora de Cooperativas Populares de Mineiros. Outras unidades universitárias serão contempladas conforme a demanda.
Neste sentido, é de fundamental importância a continuidade deste trabalho que vem sendo realizado pelo professor Luiz Arantes, uma pessoa comprometida com o desenvolvimento do empreendedorismo na Universidade Estadual de Goiás.
Por isso, votamos e pedimos o seu voto, no dia 31 de outubro, para o professor Luiz Arantes, por acreditar na sua competência, no seu dinamismo e na sua força de vontade em conduzir a UEG a um lugar de maior destaque enquanto instituição de ensino superior geradora de conhecimento à serviço da comunidade.
RODRIGO GONDIM FERREIRA e RICARDO GONÇALVES TAVARES são historiadores, graduados pela Universidade Católica de Goiás, e atuam na Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis e Programa de Incubadoras da UEG.
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| O futuro de
Pirenópolis já
chegou! |
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A cidade de Pirenópolis agora tem novo prefeito. O empresário Nivaldo Melo foi eleito com uma votação histórica, derrubando forças políticas poderosas, qual Davi contra Golias, e vai administrar a velha cidade pelos próximos quatro anos. É uma responsabilidade muito grande gerir os rumos de uma comunidade, mas há uma grande esperança de que o jovem Nivaldo consiga unir todos os segmentos de Pirenópolis e saiba direcioná-la para o crescimento do turismo.
A pequena cidade não espera nada demais de um prefeito. Pede-se apenas que as ruas estejam limpas, as praças verdejantes e repletas de flores, gestores tratando o povo com educação e respeito, fomento ao turismo e à preservação ambiental. Mas é preciso muito mais, como projetos que atraiam o bom turista, aquela gente tranqüila, que deseja passear com a família, ouvir um show de jazz no teatro ou uma apresentação cultural no prédio do cinema; depois passear nas cachoeiras sem derrubar o carro em algum medonho buraco, e, por fim, voltar para o hotel e poder dormir um sono restaurador, sem o incômodo dos abomináveis sons automotivos.
Sim, Nivaldo Melo, o desafio é grande. E para completar, o município está atolado em dívidas antigas, parceladas por muitos anos, que abocanham significativa parcela de sua arrecadação. A folha de pagamento é grande e a máquina administrativa lenta. A Lei de Responsabilidade Fiscal impõe limites estreitos, deixando pouca margem à liberdade do gestor público. Por isso, administrar Pirenópolis não é fácil. Muitos tentaram e poucos conseguiram.
A Pirenópolis do futuro é uma cidade limpa, organizada, com lojinhas de artesanato por toda parte, festas populares que engrandecem o turismo goiano e manifestações culturais modernas, como o Canto da Primavera e os festivais gastronômicos. Naquela cidade é proibido incomodar com som automotivo, pois é preciso ouvir outra vez os sabiás nas velhas palmeiras imperiais, ou as serenatas sob as janelas dos velhos casarões.
Por fim, após transformar em realidade os sonhos da velha Meia Ponte, Nivaldo Melo poderá entrar para a história como o prefeito que recebeu, diretamente da Unesco, o título de Patrimônio Histórico da Humanidade para Pirenópolis.
ADRIANO CÉSAR CURADO é escritor. Correio eletrônico: czarcurado@yahoo.com.br
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