Goiânia, 07 de setembro de 2010 (9:32)
De: 01 a 07 de novembro de 2009

  .:: Editorial
  .:: Conexão
  .:: Ponto de Partida
  .:: Bastidores
  .:: Reportagens
  .:: Entrevistas
  .:: Direto do Oriente Médio
  .:: Contraponto
  .:: Ideias
  .:: Economia
  .:: Brasília & Entorno do DF
  .:: Cartas
  .:: Imprensa
  .:: A Semana
  .:: Opção Cultural
  .:: Otávio Lage
(+) listar mais 
  .:: Edições Anteriores
  .:: Contato
  .:: Expediente

Clique aqui para imprimir Clique aqui para enviar essa matéria por e-mail
  Bastidores

Euler de França Belém
ffeubel@uol.com.br

Thales Jayme pode ser apontado como “gazeteiro” no Conselho Federal da OAB?

Thales José Jayme é candidato a vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil-Seção de Goiás. É o parceiro de Leon Deniz, da chapa Renovação (apesar de Leon não ter permitido a candidatura de Alexandre Abreu e Ricardo Dias, permanece falando em “renovação”). Na semana passada, o Jornal Opção teve acesso a uma certidão que avalia a participação de Thales Jayme, advogado sem dúvida trabalhador e eficiente, nas sessões do Conselho Federal da OAB, entre 2004 e 2007. Por motivos diversos, mas não explicados, Thales faltou a várias sessões. Trata-se de um advogado que, indicado para representar os advogados goianos no prestigioso Conselho Federal, não o fez com assiduidade. Pelo contrário, revelou-se extremamente faltoso. Eis a lista das presenças e faltas (o documento é assinado por Cléa Carpi da Rocha, secretária-geral da Ordem dos Advogados do Brasil):
Ano 2004
Fevereiro — Presente nos dias 1º, 2 e ausente no dia 3.
Março — Ausência justificada nos dias 8 e 9.
Abril, maio e junho — Em licença.
Agosto — Ausente nos dias 15, 16 e 17.
Setembro, outubro, novembro e dezembro — Em licença.
Ano 2005
Fevereiro e março — Ausente.
Abril — Presente nos dias 11 e 12.
Maio — Ausente.
Junho e agosto — Em licença.
Setembro — XIX Conferência Nacional dos Advogados, sem registro.
Outubro — Presente nos dias 16 e 17.
Novembro — Presente nos dias 6 e 7.
Dezembro — Presente nos dias 4 e 5.
Ano 2006
Fevereiro — Presente nos dias 5 e 6.
Março — Ausente no dia 12 e presente nos dias 13 e 14.
Abril — Ausência justificada nos dias 2, 3 e 4.
Maio — Presente no dia 8 e ausente no dia 9.
Junho — Ausência justificada nos dias 4, 5 e 6.
Agosto — Ausente no dia 6, presente no dia 7 e ausente no dia 8.
Setembro — Ausência justificada nos dias 10, 11 e 12.
Outubro — Ausente no dia 8, presente no dia 9 e ausente nos dias 10, 30 e 31.
Dezembro — Ausente nos dias 10, 11 e 12.
Ano 2007
Janeiro — Ausente no dia 31.

O jogo duplo do prefeito

De um prefeito do PP para o Jornal Opção: “Na minha cidade, atendendo a população, estou com o senador Marconi Perillo. Quando visito Goiânia e vou aos órgãos do governo estadual, sou Alcides Rodrigues desde criancinha e apoio a terceira via”.

Caiado esfria com terceira via?

No arraial do DEM comenta-se que o deputado Ronaldo Caiado já não oferece mais tanta resistência à candidatura do senador Marconi Perillo (PSDB) ao governo de Goiás. Mas não vai decidir nada neste momento. Vai esperar o próximo ano.

Caiado não estaria tão entusiasmado com a viabilidade eleitoral da terceira via e não quer ser instrumento de Lula e do PMDB para tão-somente derrotar Marconi Perillo.

Recentemente, fazendeiros de Acreúna disseram que vão apoiar Caiado para deputado federal e Marconi para governador.

Prefeitos do PR vão pressionar Mabel

Um grupo de prefeitos do PR vai procurar o deputado federal Sandro Mabel para dizer, com todas as letras, que vai apoiar o senador Marconi Perillo para governador.

Alguns deles chegam a dizer que, se Mabel não aceitar, vão trocar de deputado.

Críticas surtiram efeito em Goianésia

O deputado Helio de Sousa (DEM) diz que suas críticas à gestão do prefeito de Goianésia, Gilberto Naves (PMDB), surtiram efeito. Porque o gestor peemedebista sugeriu que deve fazer mudanças no secretariado. A violência cresceu em Goianésia, afirma Helio. “Já o setor de saúde, que funcionava bem, na gestão anterior, de Otavinho Lage, piorou muito. Quem diz não sou eu, e sim as pessoas da cidade.”

Outros críticos de Gilberto Naves dizem que ele se fechou na prefeitura, criando um verdadeiro gueto, e não consulta a sociedade civil para fazer projetos.

“Sou candidata a deputada federal”

Entrevistada pelo Jornal Opção, a deputada Raquel Teixeira, do PSDB, foi peremptória: “Sou candidata a deputada federal em 2010”.

As eleições de 2010, avalia a tucana, “vão ser uma guerra. Mas o quadro é favorável ao senador Marconi Perillo”.

A deputada diz que, pra valer mesmo, só duas candidaturas são fortes: a de Marconi, do PSDB, e a de Iris Rezende, do PMDB. “A terceira via é, sabemos todos, impensável. Mas é possível que lancem um terceiro nome com o objetivo exclusivo de atacar Marconi.”

No plano nacional, Raquel diz que, conhecedora do método político do governador de São Paulo, José Serra, avalia que a decisão vai sair em cima da hora. “Aécio Neves está perdendo a paciência, porque precisa definir seu projeto político-eleitoral.”

“Brasília não pode tomar um pedaço de Goiás”

O deputado Pedro Wilson concedeu uma longa entrevista ao Jornal Opção na sexta-feira, 30. Discutiu política, mas preferiu iniciar a conversa falando de seu encontro com o artista plástica Antônio Poteiro. Os dois conversaram na sexta-feira. O petista quer levá-lo para participar de uma exposição na Câmara dos Deputados. “De três em três meses, a Câmara expõe quadros de um artista plástico do país. O único problema é que a Câmara não tem recursos para bancar o seguro das obras de Poteiro, mas estamos tentando encontrar uma saída.”

Artista produtivo, Poteiro não sabe quantos quadros pintou. Ele diz que foram muitos e alguns estão em mansões, apartamentos e museus do Brasil e do exterior. Poteiro contou a Pedro Wilson que suas obras têm sido sistematicamente plagiadas e os criminosos falsificam sua assinatura. Agora, quando vende um quadro, fornece uma certidão. Há também aqueles que copiam seu estilo, e em todo o país.

Aos 84 anos, lúcido e extrovertido, Poteiro contou a Pedro que esteve doente, mas agora está bem. O artista foi do Partido Comunista e fugiu dos tentáculos da ditadura de António de Oliveira Salazar em Portugal. Queriam colocá-lo na Marinha, então ele escapou. Quando contaram a Poteiro que um homem com quase 80 anos se tornou pai, ele perguntou, irônico: “Será dele mesmo?” (está falando, é claro, do filho). E deu uma sonora gargalhada.

Embora seja considerado um pintor brilhante, respeitado por críticos de arte consagrados, Poteiro às vezes é irônico sobre seu próprio trabalho, embora saiba seu valor. “Disseram que eu era artista e acabei acreditando”, contou, divertido, a Pedro Wilson. Ele veio para Goiás em 1940. Trabalhou em cerâmica.

Pedro Wilson esteve hospitalizado no Hospital Samaritano, com pneumonia. “Já estou bem, trabalhando. Mas o ar condicionado e os carpetes de Brasília são terríveis para a saúde.”

Sobre a sucessão de 2010, Pedro Wilson, no começo da conversa, disse que estava “por fora”, porque ficou afastado alguns dias das articulações, por motivo de doença. “O PT pode lançar candidato a governador. Nós temos o nome do companheiro Rubens Otoni. É possível que saiam dois candidatos da base do presidente Lula da Silva. Porque é difícil, senão impossível, resolver todas as contradições entre os grupos políticos. Há as divergências paroquiais. Mas a união PT-PMDB vai ser mantida tanto nacional quanto localmente.”

Perguntado se provede a informação de que está pleiteando disputar mandato de senador, Pedro Wilson é preciso: “Coloquei meu nome para deputado federal, mas faço aquilo que o partido mandar, então poderia, sim, disputar o Senado. Mas não quero ficar na mídia sugerindo que sou candidato a isso ou aquilo. Não gosto disso. O projeto maior do PT, portanto também o meu, é eleger a ministra Dilma Rousseff para presidente. Sabemos que é difícil, mas, com o apoio do presidente Lula e com a compreensão da sociedade brasileira, que percebe que o governo petista está democratizando o país política e socialmente, a Dilma vai ser eleita presidente”.

Os políticos e a mídia, no lugar de discutir apenas nomes de possíveis candidatos a governador, deveriam debater, de modo mais frequente, projetos para expandir o desenvolvimento de Goiás, sugere o deputado. “Faltam propostas qualitativas para garantir e ampliar o desenvolvimento do Estado. Sem projetos, como e o quê a sociedade vai cobrar dos políticos? A estrutura administrativa de Goiás foi basicamente montada pelo governador Mauro Borges, na década de 1960. Desmontaram algumas coisas, mas a base ainda é a articulada por Mauro. Agora, precisamos avançar, devemos ser criativos. Goiás precisa definir seu projeto estratégico para os próximos 20 ou 30 anos.”

Sobre Henrique Meirelles, de quem é amigo, Pedro Wilson não quis falar. Admitiu que são amigos e que tem “valor”. “Não conversei com eles nos últimos dias, portanto não sei definir o seu projeto. O que sei é que PT e PMDB vão caminhar juntos aqui e no país.”

Uma das principais preocupações do deputado é uma PEC apresentada pelo deputado federal Tadeu Filippelli, do PMDB do Distrito Federal, na semana passada. “O projeto repassa a maioria dos municípios do Entorno, como Valparaíso, Cidade Ocidental e Novo Gama, para o governo do Distrito Federal. Pode ser que queiram mexer no eleitorado de Joaquim Roriz. Mas o problema é mais sério, pois rompe o pacto federativo, e sem consultar os políticos e a sociedade de Goiás. É um absurdo.”

A violência no Entorno do DF tem mais a ver com Brasília, dizem estudos e pesquisas. Portanto, sugere Pedro Wilson, o governo do DF poderia se responsabilizar pela segurança da região, pagando salários adequados aos policiais militares e civis. O deputado propõe a criação de um Fundo Nacional para todo o país. Atualmente, o Fundo favorece apenas Brasília (o governo do DF não paga salários de policiais, professores e médicos. O dinheiro é repassado pelo governo federal). “O Fundo Nacional seria responsável pelo pagamento dos salários dos policiais e pela aquisição de equipamentos modernos. Mas não basta isto: é preciso investir em qualificação profissional, ou seja, em Inteligência policial.” Pedro Wilson diz que há, em Brasília, um preconceito contra Goiás. “É preciso avançar na integração proposta por Juscelino Kubitschek quando construiu Brasília.”

PSDB goiano pode não lançar candidato a senador

Há um consenso: a senadora Lúcia Vânia é trabalhadora, dignifica Goiás, mas seu trabalho repercute pouco. Seu problema principal nem é este. Na verdade, o PSDB, para ampliar o apoio ao senador Marconi Perillo, planeja negociar as vagas no Senado. Uma das vagas, se o DEM ficar ao lado do tucano, é do senador Demóstenes Torres. Trata-se de uma vaga incontestável. A outra vaga deve ficar com o PTB de Jovair Arantes. Se apoiar Marconi, o PP pode levar uma vaga no Senado e também a vice. O PR, se apoiar o tucano (o deputado Sandro Mabel diz que é impossível), também pode ficar com uma vaga.

Portanto, quanto mais ampla a coligação de Marconi, menos chance Lúcia Vânia tem de voltar para Brasília. Assim como o presidente Lula está priorizando a eleição da ministra Dilma Rousseff, o PSDB goiano vai priorizar a eleição de Marconi Perillo.

Sendo assim, é possível que o PSDB não lance candidato a senador. Se lançar, pode ser que não sejam candidatos fortes (pelo menos um deles), com o objetivo de negociar num possível segundo turno (a disputa para o governo).

Sandro Mabel na vice de Iris

De um integrante do PR: “O deputado Sandro Mabel quer ser vice de Iris Rezende. Ele acredita, se for vice e Iris ganhar de Marconi Perillo, que disputará o governo em 2014”.

Demóstenes se tornou um político nacional

O senador Demóstenes Torres não é apenas um político goiano. Em sete anos de mandato, adquiriu a estatura de um político nacional. Por isso, discute política nacional com desenvoltura. Por exemplo: “Gilberto Kassab fica na Prefeitura de São Paulo, porque o DEM o está preparando para o futuro, 2014, por exemplo”.

O prestígio de Demóstenes é tamanho que, quando são feitas pesquisas perguntando quem é o vice ideal para José Serra (ou Aécio Neves) no DEM, seu nome aparece ao lado de figuras consagradas, como Cesar Maia, Marco Maciel (vice-presidente de Fernando Henrique Cardoso duas vezes) e Kátia Abreu. O senador é mais conhecido e prestigiado fora do Estado do que imaginam os goianos. É visto como senador de posições sólidas e que defende, em tempo integral, a sociedade, sem populismos e enganações.

Em geral, é o Demóstenes debatedor que mais aparece na mídia. O Demóstenes polêmico, que tem coragem de se posicionar, sem receio das patrulhas ideológicas da esquerda. Mas há outro Demóstenes pouco conhecido: aquele que batalha, em tempo integral, pelos prefeitos goianos (este, por seu turno, sabem disso. Tanto que prefeitos de vários partidos, como o peemedebista Maguito Vilela, devem apoiar sua reeleição). Agora mesmo, está levando recursos do Programa Nacional de Segurança com Cidadania para vários municípios goianos, como Goiânia, Trindade, Senador Canedo, Inhumas, Catalão, Itumbiara, Anápolis, Rio Verde e Porangatu. São recursos para prevenção às drogas, criação de guarda municipal, monitoramento eletrônico de ruas.

Os três choques do PT

O senador Demóstenes Torres diz que o PT “recebeu” dois choques poderosos e agora está “recebendo” o terceiro.

O primeiro choque foi o realismo político, com o mensalão. Aí acabou a pureza do PT.

O segundo choque se deu com a convocação de Henrique Meirelles para a presidência do Banco Central. Aí o PT sinalizou que faria uma política econômica-monetária ortodoxa, sem achaques “socialistas”. Sem chavismos.

Agora, o PT começa a perceber que tem de parar com a discurseira, com o humanismo de gabinete, e endurecer com a criminalidade. Os petistas, no poder, começam a entender que, para além do discurso do social, é preciso fazer as coisas, adotar medidas concretas, duras. É o terceiro choque. Muitos petistas estão convictos de que não se pode ficar parado. Mas também há muitos que preferem nada fazer e culpar as desigualdades sociais pela violência. Quando, na verdade, os pobres são mais vítimas do que responsáveis pela violência no país. Expand

Cláu­dia San­tos não é ape­nas a “mu­lher” de Ar­man­do Ver­gí­lio, líder do PTB?goiano. É a em­pre­sá­ria que co­man­da a am­pli­a­ção da Ex­pand, no Se­tor Ma­ris­ta. O bis­trô vai ser o fo­co prin­ci­pal do ne­gó­cio, com a lo­ja de vi­nhos num im­por­tan­te se­gun­do pla­no.

PR pode lançar Mabel para o governo em dezembro

Na se­ma­na pas­sa­da, o Jor­nal Op­ção con­ver­sou com seis lí­de­res do PR do de­pu­ta­do fe­de­ral San­dro Ma­bel. To­dos dis­se­ram que, no par­ti­do, im­pe­ra um sen­ti­men­to dú­bio: os pre­fei­tos e lí­de­res que­rem acom­pa­nhar Ma­bel, mas tam­bém têm sim­pa­tia por Mar­co­ni Pe­ril­lo. Afir­ma­ram que, pa­ra não em­bar­ca­rem na can­di­da­tu­ra do se­na­dor tu­ca­no, a úni­ca al­ter­na­ti­va é o par­ti­do ter um can­di­da­to for­te, co­mo o pró­prio Ma­bel. “Ade­mir Me­ne­zes é vi­ce-go­ver­na­dor, mas, co­mo Adib Eli­as é um po­lí­ti­co de Ca­ta­lão, é um po­lí­ti­co de Apa­re­ci­da de Go­i­â­nia. Não es­ta­du­a­li­zou-se”, diz um pre­fei­to.

Dois pre­fei­tos dis­se­ram ao Jor­nal Op­ção que têm con­ver­sa­do “mui­to” com Ma­bel. “O pre­si­den­te do PR tem re­fle­ti­do e con­ver­sa­do com sua fa­mí­lia e ali­a­dos. De­pu­ta­do fe­de­ral três ve­zes, mas en­ten­den­do que sua vo­ca­ção é mais exe­cu­ti­va, Ma­bel, que se­rá re­e­lei­to com cer­ta fa­ci­li­da­de, de­ve pôr seu no­me à dis­po­si­ção dos par­ti­dos da ba­se do pre­si­den­te Lu­la e, se ti­ver apoio, po­de dis­pu­tar o go­ver­no do Es­ta­do”, diz um dos pre­fei­tos.

Os pre­fei­tos di­zem que o ga­bi­ne­te de Ma­bel, em Bra­sí­lia, e o es­cri­tó­rio po­lí­ti­co, em Go­i­â­nia, se tor­na­ram lo­ca­is de “ro­ma­ri­a”. “Ma­bel es­tá ani­ma­do, por­que en­ten­de que, mo­der­ni­za­do, Go­i­ás co­bra uma ad­mi­nis­tra­ção mais pro­fis­si­o­nal e tec­ni­ca­men­te ou­sa­da”, diz o pre­fei­to de uma gran­de ci­da­de.

Nas con­ver­sas re­ser­va­das com os pre­fei­tos, Ma­bel não diz cla­ra­men­te que vai dis­pu­tar. Mas os pre­fei­tos en­ten­dem que, se con­tar com uma es­tru­tu­ra só­li­da, o de­pu­ta­do de­ve ser can­di­da­to a go­ver­na­dor. “O PR de­ve di­zer aos par­ti­dos ali­a­dos, co­mo DEM, PSB, PP, PTN e PDT, que Ma­bel po­de dis­pu­tar o go­ver­no, mas sob al­gu­mas con­di­ções. Ele sa­be que, se dis­pu­tar, es­ta­rá no meio de dois le­ões agres­si­vos e ex­pe­ri­en­tes [Iris Re­zen­de, do PMDB, e Mar­co­ni Pe­ril­lo, do PSDB], por is­so vai pre­ci­sar de apoio efe­ti­vo de to­dos os in­te­gran­tes dos par­ti­dos aliados”, con­ta um ex-de­pu­ta­do. É um re­ca­do ex­plí­ci­to pa­ra o PP e pa­ra o DEM. O go­ver­na­dor Al­ci­des Ro­dri­gues, do PP, e Ro­nal­do Cai­a­do, do DEM, que­rem lan­çar um can­di­da­to da ter­cei­ra via (na lis­ta es­tão Jor­ce­li­no Bra­ga, Er­nes­to Rol­ler, am­bos do PP, Ma­bel e Ro­nal­do Cai­a­do), mas seus par­ti­dos es­tão “in­fil­tra­dos” pe­lo mar­co­nis­mo. No DEM, os dois úni­cos de­pu­ta­dos es­ta­du­ais, He­lio de Sou­sa e Ni­lo Re­sen­de, vão su­bir no pa­lan­que de Mar­co­ni. No PP, vá­rios pre­fei­tos e lí­de­res só­li­dos, co­mo Ro­ber­to Ba­les­tra e Abe­lar­do Vaz, tam­bém fi­cam com o tu­ca­no. O pró­prio par­ti­do de Ma­bel es­tá “con­ta­mi­na­do” pe­lo mar­co­nis­mo.

O ex-de­pu­ta­do diz que, pa­ra Ma­bel dis­pu­tar — “e ele quer mes­mo, a sé­rio” —, o go­ver­na­dor Al­ci­des tem de mo­bi­li­zar o go­ver­no e ali­a­dos pa­ra, em blo­co, atu­a­rem na cam­pa­nha. O par­la­men­tar te­me que, du­ran­te a cam­pa­nha, o lí­der do PR se­ja cris­tia­ni­za­do e se tor­ne boi de pi­ra­nha.

O PR tem pes­qui­sas, quan­ti­ta­ti­vas e qua­li­ta­ti­vas, e, com ba­se nos da­dos co­le­ta­dos, sus­ten­ta que é pos­sí­vel cons­tru­ir um can­di­da­to da ter­cei­ra via. Mes­mo ad­mi­tin­do que Ma­bel po­de ser can­di­da­to, os lí­de­res afir­mam que o par­ti­do po­de apo­i­ar tan­to Jor­ce­li­no Bra­ga, do PP, quan­to Ro­nal­do Cai­a­do, do DEM, pa­ra o go­ver­no.

Co­mo se­ria uma pos­sí­vel cam­pa­nha de marke­ting de Ma­bel. Um pre­fei­to deu-lhe o mo­te: “O PMDB trin­cou e o PSDB que­brou o Es­ta­do”.

Todos querem Iris Rezende na disputa para o governo do Estado

O pre­fei­to de Go­i­â­nia, Iris Re­zen­de, do PMDB, quer dis­pu­tar o go­ver­no do Es­ta­do. Mas, se seus com­pa­nhei­ros en­ten­de­rem que Hen­ri­que Mei­rel­les po­de se tornar um can­di­da­to com­pe­ti­ti­vo, po­de abrir es­pa­ço.

Mas os com­pa­nhei­ros mais pró­xi­mos, a mi­li­tân­cia pe­e­me­de­bis­ta e os elei­to­res que­rem Iris na dis­pu­ta. Se não dis­pu­tar, mui­tos vão fi­car de­cep­cio­na­dos e, por is­so, po­dem não apo­i­ar ou­tro can­di­da­to do par­ti­do.

Co­mo Iris “deu jei­to” em Go­i­â­nia, or­ga­ni­zan­do o de­sen­vol­vi­men­to da ca­pi­tal e cri­an­do no­vos ni­chos ur­ba­nís­ti­cos, a ima­gem que se cris­ta­li­zou é que po­de fa­zer o mes­mo pe­las ci­da­des vi­zi­nhas, co­mo Trin­da­de, Se­na­dor Ca­ne­do e Apa­re­ci­da de Go­i­â­nia. Se for elei­to go­ver­na­dor.

De­pois, co­mo re­ti­rar do pá­reo um can­di­da­to que tem qua­se 40% das in­ten­ções de vo­to, tec­ni­ca­men­te em­pa­ta­do com o se­na­dor Mar­co­ni Pe­ril­lo, pa­ra pôr al­guém que não che­ga aos 20% e que, as­sim, po­de per­der no pri­mei­ro tur­no? Co­mo apo­i­ar al­guém que, na pri­mei­ra crí­ti­ca mais du­ra — po­lí­ti­ca ou pes­so­al — , po­de des­mo­ro­nar. Nu­ma cam­pa­nha pa­ra go­ver­na­dor, os ata­ques são des­fe­ri­dos abai­xo da li­nha da cin­tu­ra. Te­rá Mei­rel­les mus­cu­la­tu­ra su­fi­ci­en­te pa­ra su­por­tá-los? Não se sa­be. Mas Iris tem, ca­le­ja­do que é.

Flávia Morais vai assumir a presidência do PDT

Na semana passada, um deputado fede-ral goiano disse que conversou com dois auxiliares do presidente Lula e com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Ele garante que ouviu que a secretária de Cidadania do governo Alcides, a deputada estadual licenciada Flávia Morais, vai assumir o comando do partido em Goiás.

O deputado diz que, ao PDT nacional, interessa contar com uma aliada que tenha condições de se eleger deputada federal. “O projeto da deputada Isaura Lemos é estadual, mas o jogo de Lupi e seus aliados é no plano federal. Portanto, vão preferir Flávia a Isaura.”

Intelligentsia

O ex-de­pu­ta­do fe­de­ral Vil­mar Ro­cha (DEM) es­tá len­do o bri­lhan­te li­vro “Jo­gos Fi­nais — Ques­tões do Pen­sa­men­to Po­lí­ti­co Mo­der­no Tar­dio” (Edi­to­ra Unesp), do fi­ló­so­fo John Gray. É uma fi­nís­si­ma crí­ti­ca ao pen­sa­men­to e à ação po­lí­ti­ca li­be­ral.

Os quatro projetos de Henrique Meirelles

O Jor­nal Op­ção fez um ma­pe­a­men­to en­tre “ali­a­dos”, “qua­se ali­a­dos”, “ami­gos”, dois “ex-ami­gos” e até “pa­ren­tes” pa­ra sa­ber qua­is são os pro­je­tos (ou o pro­je­to) do pre­si­den­te do Ban­co Cen­tral, Henrique Meirelles (PMDB).

A mai­o­ria diz que seu ob­je­ti­vo é mais téc­ni­co: fi­car qua­tro anos no Ban­co Cen­tral, mas com man­da­to. Mei­rel­les te­ria con­fi­den­cia­do a ami­gos que, no BC, se tor­nou mais co­nhe­ci­do mun­di­al­men­te do que quan­do foi pre­si­den­te do BankBos­ton. Foi cha­ma­do pa­ra dis­cu­tir a cri­se ame­ri­ca­na com fi­gu­rões fi­nan­cei­ros do go­ver­no dos Es­ta­dos Uni­dos, que o ou­vi­ram, com in­te­res­se, pon­ti­fi­car so­bre as saí­das bra­si­lei­ras pa­ra a cri­se.

Há os que su­ge­rem que, con­vo­ca­do pe­lo pre­si­den­te Lu­la, Mei­rel­les po­de ser can­di­da­to a vi­ce-pre­si­den­te na cha­pa de Dil­ma Rous­seff. Se­ria, de um la­do, a ra­di­cal, Dil­ma, e, de ou­tro, o mo­de­ra­do, Mei­rel­les. Dil­ma te­ria dois trun­fos: Lu­la, que trans­fe­re vo­tos (os vo­tos atu­ais não são de Dil­ma, mas do pe­tis­ta-che­fe), e Mei­rel­les, que lhe em­pres­ta­ria cre­di­bi­li­da­de jun­to aos se­to­res con­ser­va­do­res da so­ci­e­da­de. A dois po­lí­ti­cos go­i­a­nos, Lu­la dis­se, com ima­gens for­tes, que o PMDB é uma le­gi­ão in­dí­ge­na com mui­tas tri­bos, to­das bri­ga­das. Co­mo Mei­rel­les fi­liou-se ao par­ti­do, mas não é bri­ga­do com nin­guém, po­de ser o no­me pa­ra vi­ce.

Não são pou­cos os que di­zem, com in­sis­tên­cia, que o pre­si­den­te Lu­la, com o apoio de Iris Re­zen­de, re­ser­va um pa­pel “de­ci­si­vo” pa­ra Mei­rel­les em Go­i­ás: ser o can­di­da­to que tem con­di­ções de unir to­dos os lí­de­res e par­ti­dos an­ti-mar­co­nis­tas. Acre­di­tam, os de­fen­so­res da te­se, que Mei­rel­les se­rá can­di­da­to a go­ver­na­dor, com um vi­ce do PP, pos­si­vel­men­te Jor­ce­li­no Bra­ga, com Ru­bens Oto­ni, do PT, e ou­tro no­me do PMDB, ou do PR, pa­ra se­na­dor. Por que, en­tão, Iris su­ge­re que po­de dis­pu­tar o go­ver­no? “O ob­je­ti­vo de Iris é pre­ser­var Mei­rel­les até que ele se de­fi­na”, afir­ma um lu­lis­ta. O de­pu­ta­do Lu­is Ce­sar Bu­e­no, do PT, diz que tem con­ver­sa­do com lí­de­res do PP e se­cre­tá­rios do go­ver­no Al­ci­des. “A re­cep­ti­vi­da­de a Mei­rel­les é sur­pre­en­den­te”, afir­ma. Bu­e­no é, no mo­men­to, um de­fen­sor da can­di­da­tu­ra de Iris.

O úl­ti­mo gru­po, que tam­bém tem “lí­de­res” in­sis­ten­tes, sus­ten­ta que Mei­rel­les de­ve dis­pu­tar man­da­to de se­na­dor. Por­que, co­mo se­na­dor, fi­ca­rá no ce­ná­rio na­ci­o­nal, que é o que mais o agra­da. Ao mes­mo tem­po, se Dil­ma Rous­seff for elei­ta pre­si­den­te, po­de ser guin­da­do ao Mi­nis­té­rio da Fa­zen­da.

“O problema de José Serra é que bateu no teto”

Em vi­si­ta ao Jor­nal Op­ção, o se­na­dor De­mós­te­nes Tor­res dis­se que o pro­je­to na­ci­o­nal do DEM pas­sa por ele­ger de­pu­ta­dos fe­de­ra­is e se­na­do­res. Em Bra­sí­lia, pla­ne­ja re­e­le­ger o go­ver­na­dor Jo­sé Ro­ber­to Ar­ru­da. Pa­ra tan­to, de­fi­niu a ali­an­ça com o PSDB. “As gran­des ques­tões na­ci­o­nais, in­clu­si­ve as que di­zem res­pei­to aos Es­ta­dos, pas­sa pe­lo Câ­ma­ra dos De­pu­ta­dos e pe­lo Se­na­do.”

So­bre a su­ces­são na­ci­o­nal, De­mós­te­nes diz que, no mo­men­to, o go­ver­na­dor de São Pau­lo, Jo­sé Ser­ra, do PSDB, é o fa­vo­ri­to da ali­an­ça DEM-PSDB pa­ra pre­si­den­te da Re­pú­bli­ca. “Mas o pro­ble­ma de Ser­ra é que pa­re­ce ter ba­ti­do no te­to. Ape­sar da fra­gi­li­da­de de Dil­ma Rous­seff, o tu­ca­no não su­pe­ra a mar­ca de 40%. Já Aé­cio Ne­ves, mais po­lí­ti­co do que o pau­lis­ta, po­de co­me­çar com ín­di­ces mais bai­xos, mas não tem te­to, ou se­ja, po­de cres­cer.” (Leia mais no si­te www.jor­na­lop­cao.com.br, na co­lu­na Bas­ti­do­res)

Eletrobrás quer transformar presidente da Celg numa “rainha da Inglaterra”

A ne­go­ci­a­ção que a Ele­tro­brás pro­pôs à Celg é ti­da, no mer­ca­do de ener­gia elé­tri­ca, co­mo “ex­ce­len­te”. Tra­ta-se de uma de­ci­são mais po­lí­ti­ca do que téc­ni­ca. A Ele­tro­brás fi­ca com 41% das ações, as­su­me par­te das dí­vi­das e aju­da a ne­go­ciá-las. Em tro­ca exi­ge que qual­quer ato do pre­si­den­te da com­pa­nhia, Car­los Sil­va, pa­ra ter va­li­da­de, te­nha de con­ter uma es­pé­cie de “au­to­ri­zo” do vi­ce-pre­si­den­te exe­cu­ti­vo, no­me­a­do, lo­gi­ca­men­te, pe­la Ele­tro­brás, que tam­bém indicaria os prin­ci­pa­is di­re­to­res.

Mes­mo com a Ele­tro­brás tra­ba­lhan­do pa­ra as­su­mir o co­man­do ges­tor da Celg, a pro­pos­ta é con­si­de­ra­da po­si­ti­va. O go­ver­no de Go­i­ás ten­ta con­se­guir mais al­gu­mas van­ta­gens (200 mi­lhões em vez de 40 mi­lhões pe­los 41%).

Nerivaldo Costa deve substituir Balestra

Um dos po­lí­ti­cos mais pró­xi­mos do go­ver­na­dor Al­ci­des Ro­dri­gues é o ex-pre­si­den­te da As­sem­bleia Le­gis­la­ti­va Ne­ri­val­do Cos­ta (PP), ho­je nu­ma di­re­to­ria da Celg. Ex-pre­fei­to de Qui­ri­nó­po­lis, Ne­ri­val­do é co­ta­do pa­ra sub­sti­tu­ir o de­pu­ta­do Ro­ber­to Ba­les­tra na se­cre­ta­ria que faz o pa­pel de ar­ti­cu­la­ção po­lí­ti­ca. Por­que o se­cre­tá­rio de Go­ver­no, Fer­nan­do Cu­nha, por ser tu­ca­no, es­tá es­va­zia­do.

O ob­je­ti­vo de Ne­ri­val­do Cos­ta, se as­su­mir a se­cre­ta­ria, é atra­ir os pre­fei­tos do PP e dos par­ti­dos ali­a­dos pa­ra a cons­tru­ção de uma can­di­da­tu­ra da ba­se de Al­ci­des ao go­ver­no do Es­ta­do.

Os cri­mi­no­sos que ma­ta­ram a pu­bli­ci­tá­ria Polyan­na Bor­ges tam­bém a vi­o­len­ta­ram. Mes­mo as­sim, a po­lí­cia apos­ta em “cri­me en­co­men­da­do” e su­ge­re que o as­sas­si­na­to tem a ver com a agên­cia da em­pre­sá­ria (que era uma pes­soa de bem e mui­to ar­ro­ja­da nos ne­gó­ci­os).



-------------------------------

A mãe de Polyan­na Bor­ges deu um de­poi­men­to emo­cio­nan­te à TV Re­cord. Com ra­zão, co­brou em­pe­nho da po­lí­cia.



-------------------------------

Há quem di­ga, na pró­pria po­lí­cia, que a vai­da­de de al­guns de­le­ga­dos es­tá atra­pa­lhan­do as in­ves­ti­ga­ções po­li­ci­ais. Um de­le­ga­do, lo­go de­pois do cri­me, te­ria pas­sa­do 12 di­as no li­to­ral.



-------------------------------

O Go­i­ás é cha­ma­do pe­los tor­ce­do­res do pró­prio ti­me de Vi­a­gra dos clu­bes em bai­xa. De um tor­ce­dor: “Quem tem o téc­ni­co Hé­lio dos An­jos co­mo ami­go não pre­ci­sa de ini­mi­gos”.



-------------------------------

O jo­ga­dor Fer­nan­dão, cu­jo fu­te­bol é “Fer­nan­di­nho”, e o téc­ni­co Hé­lio dos An­jos con­se­gui­ram o que pa­re­cia im­pos­sí­vel: es­tão de­mo­lin­do a ex­pec­ta­ti­va de o Go­i­ás par­ti­ci­par da Li­ber­ta­do­res.



-------------------------------

Co­ta­do pa­ra dis­pu­tar o go­ver­no de Go­i­ás pe­lo PR, o pre­fei­to de Se­na­dor Ca­ne­do, Van­der­lan Vi­ei­ra Car­do­so, dis­se ao Jor­nal Op­ção: “Sou ‘can­di­da­to’ a ter­mi­nar a mi­nha ad­mi­nis­tra­ção, em 2012”. Mas ad­mi­tiu que es­tá jo­gan­do pa­ra o fu­tu­ro e que quer, “sem­pre, ser­vir Go­i­ás”.



-------------------------------

Do de­pu­ta­do San­dro Ma­bel: “O go­ver­no Al­ci­des des­lan­chou e vai des­lan­char ain­da mais no próximo ano. Al­ci­des Ro­dri­gues vai ter pe­so de­ci­si­vo na elei­ção de 2010. Po­de ano­tar”.



-------------------------------

A cri­se fi­nan­cei­ra atin­giu em cheio o jor­nal “Di­á­rio da Ma­nhã”. Seu pro­pri­e­tá­rio, Ba­tis­ta Cus­tó­dio, diz que o jor­nal es­tá sen­do “as­fi­xi­a­do” há qua­tro anos.



-------------------------------

Sem se im­por­tar com cri­se, o gru­po que di­ri­ge a TV Ser­ra Dou­ra­da pre­pa­ra o lan­ça­men­to de um di­á­rio ves­per­ti­no em Go­i­â­nia. Jo­ão Al­ves de Quei­roz Fi­lho, o Jú­ni­or, es­tá dis­pos­to a in­ves­tir em co­mu­ni­ca­ção.



-------------------------------

O pre­si­den­te Lu­la da Sil­va tem ra­zão: há mes­mo pre­con­cei­to con­tra a TV Re­cord. Se não fos­se di­ri­gi­da por evan­gé­li­cos, não seria tão criticada.



-------------------------------

A sur­pre­sa das elei­ções de 2012 em Go­i­â­nia po­de ser a can­di­da­tu­ra do em­pre­sá­rio Van­der­lan Vi­ei­ra Car­do­so a pre­fei­to. Pe­lo PR e com o apoio do de­pu­ta­do fe­de­ral San­dro Ma­bel.



-------------------------------

Pre­fei­to de Se­na­dor Ca­ne­do, Van­der­lan Vi­ei­ra Car­do­so é ti­do co­mo um dos cin­co me­lho­res pre­fei­tos de Go­i­ás.



-------------------------------

O pre­si­den­te da Me­tro­bus, Fran­cis­co Ged­da (PTN), con­ver­sou com o go­ver­na­dor Al­ci­des Ro­dri­gues na se­ma­na pas­sa­da e se­lou seu des­ti­no po­lí­ti­co: vai dis­pu­tar man­da­to de de­pu­ta­do es­ta­du­al.



-------------------------------

Do ti­me de exe­cu­ti­vos da Cai­xa Eco­nô­mi­ca Fe­de­ral, Sir­le­ne Bor­ba de­ve as­su­mir man­da­to de ve­re­a­do­ra nes­ta se­ma­na. Dei­vi­son Cos­ta vai as­su­mir uma se­cre­ta­ria (com pri­o­ri­da­de pa­ra a ju­ven­tu­de) no go­ver­no Al­ci­des.



-------------------------------

O ex-pre­fei­to de Ja­taí Fer­nan­do da Fo­lha vai dis­pu­tar man­da­to de de­pu­ta­do es­ta­du­al pe­lo PR.



-------------------------------

A­dil­son Mo­ra­es, um dos prin­ci­pa­is ar­ti­cu­la­do­res do se­na­dor Mar­co­ni Pe­ril­lo no Su­do­es­te Go­i­a­no, po­de dis­pu­tar man­da­to de de­pu­ta­do es­ta­du­al.



-------------------------------

De­pu­ta­dos do PMDB que pre­fe­rem apo­i­ar Hen­ri­que Mei­rel­les pa­ra go­ver­na­dor: Le­an­dro Vi­le­la e Mar­ce­lo Me­lo (pri­mo do pre­si­den­te do Ban­co Cen­tral).



-------------------------------

Jo­a­quim Ro­riz tem di­to a ali­a­dos que, ape­sar de apa­re­cer bem nas pes­qui­sas (é o se­gun­do co­lo­ca­do nas pes­qui­sas sé­rias), te­me ter ba­ti­do no te­to. Ou se­ja, po­de não cres­cer.



-------------------------------

Ao con­trá­rio de Jo­a­quim Ro­riz, o go­ver­na­dor do Dis­tri­to Fe­de­ral, Jo­sé Ro­ber­to Ar­ru­da (DEM), tende a crescer.



-------------------------------

O PSDB vai tra­ba­lhar ba­si­ca­men­te três no­mes pa­ra a dis­pu­ta da Pre­fei­tu­ra de Go­i­â­nia em 2012: Val­di­vi­no Oli­vei­ra, Ra­quel Tei­xei­ra e Fá­bio Sou­sa.



-------------------------------

O de­pu­ta­do Fá­bio Sou­sa tem von­ta­de de ser pre­fei­to de Go­i­â­nia. Es­tá es­tu­dan­do a ca­pi­tal, len­do li­vros so­bre ci­da­des e pla­ne­ja­men­to. O tu­ca­no sa­be, de cor e sal­te­a­do, as his­tó­ri­as da bi­o­gra­fia “JK — O Ar­tis­ta do Im­pos­sí­vel”, de Clau­dio Bo­jun­ga. Tra­ta-se da me­lhor bi­o­gra­fia de Jus­ce­li­no Ku­bitschek.



-------------------------------

Se elei­to de­pu­ta­do fe­de­ral, Val­di­vi­no Oli­vei­ra se­rá um com­pe­ti­dor qua­se im­pos­sí­vel de ser der­ro­ta­do na con­ven­ção. Por­que o eco­no­mis­ta sa­be tu­do so­bre fi­nan­ças, tor­nou-se um ar­ti­cu­la­dor do pri­mei­ro ti­me e tem pres­tí­gio na cú­pu­la do PSDB, sobretudo com o senador Marconi Perillo.



-------------------------------

Ra­quel Tei­xei­ra, por ser de Go­i­â­nia e ter se qua­li­fi­ca­do co­mo um de­pu­ta­da atu­an­te, tem o per­fil mo­der­no da ca­pi­tal.



-------------------------------

Se Mar­co­ni Pe­ril­lo for elei­to go­ver­na­dor, a de­pu­ta­da Ra­quel Tei­xei­ra de­ve ser in­di­ca­da, mais uma vez, se­cre­tá­ria da Edu­ca­ção.



-------------------------------

Gil­va­ne Fe­li­pe e Nasr Cha­ul ga­ran­tem que não es­tão dis­pu­tan­do car­gos no “fu­tu­ro go­ver­no Mar­co­ni”. Até por­que o se­na­dor Mar­co­ni Pe­ril­lo não quer nin­guém de sal­to al­to e dis­pu­tan­do car­gos num “go­ver­no” que ain­da não foi con­quis­ta­do.



-------------------------------

O go­ver­na­dor Al­ci­des Ro­dri­gues man­dou dois re­ca­dos, meio en­vi­e­za­dos, pa­ra o se­na­dor Mar­co­ni Pe­ril­lo.



-------------------------------

No pri­mei­ro, Al­ci­des fri­sou que, em Go­i­ás, quem sai na fren­te na dis­pu­ta pa­ra go­ver­na­dor aca­ba per­den­do.



-------------------------------

No se­gun­do, o go­ver­na­dor do PP dis­se que, quan­do quer di­zer al­gu­ma coi­sa, não o faz por in­ter­me­di­á­rios. Ele pró­prio fa­la.



-------------------------------

O se­cre­tá­rio da Agri­cul­tu­ra e pre­si­den­te da Ema­ter, Le­o­nar­do Ve­lo­so, qua­se saiu do PP. Fi­cou por­que o go­ver­na­dor Al­ci­des pe­diu.



-------------------------------

Ve­lo­so quer dis­pu­tar man­da­to de de­pu­ta­do fe­de­ral, mas Pau­lo Ro­ber­to Cu­nha, sem con­sul­tá-lo, tam­bém diz que se­rá can­di­da­to. Rio Ver­de não tem elei­tor su­fi­ci­en­te pa­ra ele­ger um de­pu­ta­do fe­de­ral (ex­ce­to se to­dos os lei­to­res vo­tarem em ape­nas um can­di­da­to) quan­to mais dois.



-------------------------------

As campanhas da OAB es­tão pa­re­cen­do as campanhas de par­ti­dos po­lí­ti­cos. To­do dia sai um bo­a­to di­fe­ren­te. Mas pin­tou de­ses­pe­ro na cam­pa­nha de Le­on De­niz. Por­que Re­nal­do Li­mi­ro es­tá cres­cen­do, mas sem ti­rar vo­tos do can­di­da­to fa­vo­ri­to, Hen­ri­que Ti­búr­cio.



-------------------------------

O de­pu­ta­do fe­de­ral Pe­dro Wil­son con­ver­sou lon­ga­men­te com o ar­tis­ta plás­ti­co An­tô­nio Po­tei­ro na sex­ta-fei­ra, 30. Nu­ma en­tre­vis­ta ao Jor­nal Op­ção [leia no si­te www.jor­na­lop­cao.com.br, co­lu­na Bas­ti­do­res], Pe­dro diz que vai le­var Po­tei­ro pa­ra ex­por na Câ­ma­ra dos De­pu­ta­dos, fa­la de po­lí­ti­ca e con­ta co­mo su­pe­rou uma cri­se de sa­ú­de.



-------------------------------

A­os ali­a­dos, Al­ci­des Rodrigues dis­se, vá­ri­as ve­zes, que vai fi­car no go­ver­no até 31 de de­zem­bro de 2010.



-------------------------------

Pes­qui­sas re­gis­tram que Iris Araú­jo é um no­me mui­to for­te pa­ra o Se­na­do. Per­de ape­nas pa­ra De­mós­te­nes Tor­res.



-------------------------------

Ar­man­do Ver­gí­lio é uma pe­ça po­lí­ti­ca que o PTB guar­da pa­ra usar na ho­ra cer­ta. “Não de­fi­ni meu pro­je­to”, diz.“ Mar­co­ni Pe­ril­lo vai ser elei­to, pos­si­vel­men­te no pri­mei­ro tur­no”, apos­ta Ver­gí­lio. “Ele é o can­di­da­to dos pre­fei­tos. É o mais mu­ni­ci­pa­lis­ta dos po­lí­ti­cos go­i­a­nos.”



-------------------------------

De um iris­ta ro­xo: “Com Iris Re­zen­de can­di­da­to a go­ver­na­dor, a chan­ce de o pre­si­den­te do PMDB, Adib Eli­as, fi­gu­rar na cha­pa ma­jo­ri­tá­ria é mí­ni­ma. Adib vai sur­pre­en­der e de­ve dis­pu­tar man­da­to de de­pu­ta­do es­ta­du­al”.



-------------------------------

O pre­fei­to de Uru­a­çu, Lou­ren­ço Fi­lho, re­u­niu a na­ta do go­ver­no Lu­la da área de pes­ca pa­ra ce­le­brar acor­do que vai pos­si­bi­li­tar ao mu­ni­cí­pio se tor­nar um dos mai­o­res pro­du­to­res de pei­xe do Pa­ís. O mi­nis­tro da Pes­ca e o se­na­dor De­mós­te­nes Tor­res es­ti­ve­ram na ci­da­de.



-------------------------------

Cha­pa im­pro­vá­vel mas co­men­ta­da por pe­pis­tas na se­ma­na pas­sa­da: Hen­ri­que Mei­rel­les (PMDB) pa­ra go­ver­na­dor, Iris Re­zen­de (PMDB) e Al­ci­des Ro­dri­gues (PP) pa­ra o Se­na­do e Ru­bens Oto­ni (PT) pa­ra vi­ce.



© Copyright Jornal Opção. Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Opção.