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Euler de França Belém
ffeubel@uol.com.br
Thales Jayme pode ser apontado como “gazeteiro” no Conselho Federal da OAB?
Thales José Jayme é candidato a vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil-Seção de Goiás. É o parceiro de Leon Deniz, da chapa Renovação (apesar de Leon não ter permitido a candidatura de Alexandre Abreu e Ricardo Dias, permanece falando em “renovação”). Na semana passada, o Jornal Opção teve acesso a uma certidão que avalia a participação de Thales Jayme, advogado sem dúvida trabalhador e eficiente, nas sessões do Conselho Federal da OAB, entre 2004 e 2007. Por motivos diversos, mas não explicados, Thales faltou a várias sessões. Trata-se de um advogado que, indicado para representar os advogados goianos no prestigioso Conselho Federal, não o fez com assiduidade. Pelo contrário, revelou-se extremamente faltoso. Eis a lista das presenças e faltas (o documento é assinado por Cléa Carpi da Rocha, secretária-geral da Ordem dos Advogados do Brasil):
Ano 2004
Fevereiro — Presente nos dias 1º, 2 e ausente no dia 3.
Março — Ausência justificada nos dias 8 e 9.
Abril, maio e junho — Em licença.
Agosto — Ausente nos dias 15, 16 e 17.
Setembro, outubro, novembro e dezembro — Em licença.
Ano 2005
Fevereiro e março — Ausente.
Abril — Presente nos dias 11 e 12.
Maio — Ausente.
Junho e agosto — Em licença.
Setembro — XIX Conferência Nacional dos Advogados, sem registro.
Outubro — Presente nos dias 16 e 17.
Novembro — Presente nos dias 6 e 7.
Dezembro — Presente nos dias 4 e 5.
Ano 2006
Fevereiro — Presente nos dias 5 e 6.
Março — Ausente no dia 12 e presente nos dias 13 e 14.
Abril — Ausência justificada nos dias 2, 3 e 4.
Maio — Presente no dia 8 e ausente no dia 9.
Junho — Ausência justificada nos dias 4, 5 e 6.
Agosto — Ausente no dia 6, presente no dia 7 e ausente no dia 8.
Setembro — Ausência justificada nos dias 10, 11 e 12.
Outubro — Ausente no dia 8, presente no dia 9 e ausente nos dias 10, 30 e 31.
Dezembro — Ausente nos dias 10, 11 e 12.
Ano 2007
Janeiro — Ausente no dia 31.
O jogo duplo do prefeito
De um prefeito do PP para o Jornal Opção: “Na minha cidade, atendendo a população, estou com o senador Marconi Perillo. Quando visito Goiânia e vou aos órgãos do governo estadual, sou Alcides Rodrigues desde criancinha e apoio a terceira via”.
Caiado esfria com terceira via?
No arraial do DEM comenta-se que o deputado Ronaldo Caiado já não oferece mais tanta resistência à candidatura do senador Marconi Perillo (PSDB) ao governo de Goiás. Mas não vai decidir nada neste momento. Vai esperar o próximo ano.
Caiado não estaria tão entusiasmado com a viabilidade eleitoral da terceira via e não quer ser instrumento de Lula e do PMDB para tão-somente derrotar Marconi Perillo.
Recentemente, fazendeiros de Acreúna disseram que vão apoiar Caiado para deputado federal e Marconi para governador.
Prefeitos do PR vão pressionar Mabel
Um grupo de prefeitos do PR vai procurar o deputado federal Sandro Mabel para dizer, com todas as letras, que vai apoiar o senador Marconi Perillo para governador.
Alguns deles chegam a dizer que, se Mabel não aceitar, vão trocar de deputado.
Críticas surtiram efeito em Goianésia
O deputado Helio de Sousa (DEM) diz que suas críticas à gestão do prefeito de Goianésia, Gilberto Naves (PMDB), surtiram efeito. Porque o gestor peemedebista sugeriu que deve fazer mudanças no secretariado. A violência cresceu em Goianésia, afirma Helio. “Já o setor de saúde, que funcionava bem, na gestão anterior, de Otavinho Lage, piorou muito. Quem diz não sou eu, e sim as pessoas da cidade.”
Outros críticos de Gilberto Naves dizem que ele se fechou na prefeitura, criando um verdadeiro gueto, e não consulta a sociedade civil para fazer projetos.
“Sou candidata a deputada federal”
Entrevistada pelo Jornal Opção, a deputada Raquel Teixeira, do PSDB, foi peremptória: “Sou candidata a deputada federal em 2010”.
As eleições de 2010, avalia a tucana, “vão ser uma guerra. Mas o quadro é favorável ao senador Marconi Perillo”.
A deputada diz que, pra valer mesmo, só duas candidaturas são fortes: a de Marconi, do PSDB, e a de Iris Rezende, do PMDB. “A terceira via é, sabemos todos, impensável. Mas é possível que lancem um terceiro nome com o objetivo exclusivo de atacar Marconi.”
No plano nacional, Raquel diz que, conhecedora do método político do governador de São Paulo, José Serra, avalia que a decisão vai sair em cima da hora. “Aécio Neves está perdendo a paciência, porque precisa definir seu projeto político-eleitoral.”
“Brasília não pode tomar um pedaço de Goiás”
O deputado Pedro Wilson concedeu uma longa entrevista ao Jornal Opção na sexta-feira, 30. Discutiu política, mas preferiu iniciar a conversa falando de seu encontro com o artista plástica Antônio Poteiro. Os dois conversaram na sexta-feira. O petista quer levá-lo para participar de uma exposição na Câmara dos Deputados. “De três em três meses, a Câmara expõe quadros de um artista plástico do país. O único problema é que a Câmara não tem recursos para bancar o seguro das obras de Poteiro, mas estamos tentando encontrar uma saída.”
Artista produtivo, Poteiro não sabe quantos quadros pintou. Ele diz que foram muitos e alguns estão em mansões, apartamentos e museus do Brasil e do exterior. Poteiro contou a Pedro Wilson que suas obras têm sido sistematicamente plagiadas e os criminosos falsificam sua assinatura. Agora, quando vende um quadro, fornece uma certidão. Há também aqueles que copiam seu estilo, e em todo o país.
Aos 84 anos, lúcido e extrovertido, Poteiro contou a Pedro que esteve doente, mas agora está bem. O artista foi do Partido Comunista e fugiu dos tentáculos da ditadura de António de Oliveira Salazar em Portugal. Queriam colocá-lo na Marinha, então ele escapou. Quando contaram a Poteiro que um homem com quase 80 anos se tornou pai, ele perguntou, irônico: “Será dele mesmo?” (está falando, é claro, do filho). E deu uma sonora gargalhada.
Embora seja considerado um pintor brilhante, respeitado por críticos de arte consagrados, Poteiro às vezes é irônico sobre seu próprio trabalho, embora saiba seu valor. “Disseram que eu era artista e acabei acreditando”, contou, divertido, a Pedro Wilson. Ele veio para Goiás em 1940. Trabalhou em cerâmica.
Pedro Wilson esteve hospitalizado no Hospital Samaritano, com pneumonia. “Já estou bem, trabalhando. Mas o ar condicionado e os carpetes de Brasília são terríveis para a saúde.”
Sobre a sucessão de 2010, Pedro Wilson, no começo da conversa, disse que estava “por fora”, porque ficou afastado alguns dias das articulações, por motivo de doença. “O PT pode lançar candidato a governador. Nós temos o nome do companheiro Rubens Otoni. É possível que saiam dois candidatos da base do presidente Lula da Silva. Porque é difícil, senão impossível, resolver todas as contradições entre os grupos políticos. Há as divergências paroquiais. Mas a união PT-PMDB vai ser mantida tanto nacional quanto localmente.”
Perguntado se provede a informação de que está pleiteando disputar mandato de senador, Pedro Wilson é preciso: “Coloquei meu nome para deputado federal, mas faço aquilo que o partido mandar, então poderia, sim, disputar o Senado. Mas não quero ficar na mídia sugerindo que sou candidato a isso ou aquilo. Não gosto disso. O projeto maior do PT, portanto também o meu, é eleger a ministra Dilma Rousseff para presidente. Sabemos que é difícil, mas, com o apoio do presidente Lula e com a compreensão da sociedade brasileira, que percebe que o governo petista está democratizando o país política e socialmente, a Dilma vai ser eleita presidente”.
Os políticos e a mídia, no lugar de discutir apenas nomes de possíveis candidatos a governador, deveriam debater, de modo mais frequente, projetos para expandir o desenvolvimento de Goiás, sugere o deputado. “Faltam propostas qualitativas para garantir e ampliar o desenvolvimento do Estado. Sem projetos, como e o quê a sociedade vai cobrar dos políticos? A estrutura administrativa de Goiás foi basicamente montada pelo governador Mauro Borges, na década de 1960. Desmontaram algumas coisas, mas a base ainda é a articulada por Mauro. Agora, precisamos avançar, devemos ser criativos. Goiás precisa definir seu projeto estratégico para os próximos 20 ou 30 anos.”
Sobre Henrique Meirelles, de quem é amigo, Pedro Wilson não quis falar. Admitiu que são amigos e que tem “valor”. “Não conversei com eles nos últimos dias, portanto não sei definir o seu projeto. O que sei é que PT e PMDB vão caminhar juntos aqui e no país.”
Uma das principais preocupações do deputado é uma PEC apresentada pelo deputado federal Tadeu Filippelli, do PMDB do Distrito Federal, na semana passada. “O projeto repassa a maioria dos municípios do Entorno, como Valparaíso, Cidade Ocidental e Novo Gama, para o governo do Distrito Federal. Pode ser que queiram mexer no eleitorado de Joaquim Roriz. Mas o problema é mais sério, pois rompe o pacto federativo, e sem consultar os políticos e a sociedade de Goiás. É um absurdo.”
A violência no Entorno do DF tem mais a ver com Brasília, dizem estudos e pesquisas. Portanto, sugere Pedro Wilson, o governo do DF poderia se responsabilizar pela segurança da região, pagando salários adequados aos policiais militares e civis. O deputado propõe a criação de um Fundo Nacional para todo o país. Atualmente, o Fundo favorece apenas Brasília (o governo do DF não paga salários de policiais, professores e médicos. O dinheiro é repassado pelo governo federal). “O Fundo Nacional seria responsável pelo pagamento dos salários dos policiais e pela aquisição de equipamentos modernos. Mas não basta isto: é preciso investir em qualificação profissional, ou seja, em Inteligência policial.” Pedro Wilson diz que há, em Brasília, um preconceito contra Goiás. “É preciso avançar na integração proposta por Juscelino Kubitschek quando construiu Brasília.”
PSDB goiano pode não lançar candidato a senador
Há um consenso: a senadora Lúcia Vânia é trabalhadora, dignifica Goiás, mas seu trabalho repercute pouco. Seu problema principal nem é este. Na verdade, o PSDB, para ampliar o apoio ao senador Marconi Perillo, planeja negociar as vagas no Senado. Uma das vagas, se o DEM ficar ao lado do tucano, é do senador Demóstenes Torres. Trata-se de uma vaga incontestável. A outra vaga deve ficar com o PTB de Jovair Arantes. Se apoiar Marconi, o PP pode levar uma vaga no Senado e também a vice. O PR, se apoiar o tucano (o deputado Sandro Mabel diz que é impossível), também pode ficar com uma vaga.
Portanto, quanto mais ampla a coligação de Marconi, menos chance Lúcia Vânia tem de voltar para Brasília. Assim como o presidente Lula está priorizando a eleição da ministra Dilma Rousseff, o PSDB goiano vai priorizar a eleição de Marconi Perillo.
Sendo assim, é possível que o PSDB não lance candidato a senador. Se lançar, pode ser que não sejam candidatos fortes (pelo menos um deles), com o objetivo de negociar num possível segundo turno (a disputa para o governo).
Sandro Mabel na vice de Iris
De um integrante do PR: “O deputado Sandro Mabel quer ser vice de Iris Rezende. Ele acredita, se for vice e Iris ganhar de Marconi Perillo, que disputará o governo em 2014”.
Demóstenes se tornou um político nacional
O senador Demóstenes Torres não é apenas um político goiano. Em sete anos de mandato, adquiriu a estatura de um político nacional. Por isso, discute política nacional com desenvoltura. Por exemplo: “Gilberto Kassab fica na Prefeitura de São Paulo, porque o DEM o está preparando para o futuro, 2014, por exemplo”.
O prestígio de Demóstenes é tamanho que, quando são feitas pesquisas perguntando quem é o vice ideal para José Serra (ou Aécio Neves) no DEM, seu nome aparece ao lado de figuras consagradas, como Cesar Maia, Marco Maciel (vice-presidente de Fernando Henrique Cardoso duas vezes) e Kátia Abreu. O senador é mais conhecido e prestigiado fora do Estado do que imaginam os goianos. É visto como senador de posições sólidas e que defende, em tempo integral, a sociedade, sem populismos e enganações.
Em geral, é o Demóstenes debatedor que mais aparece na mídia. O Demóstenes polêmico, que tem coragem de se posicionar, sem receio das patrulhas ideológicas da esquerda. Mas há outro Demóstenes pouco conhecido: aquele que batalha, em tempo integral, pelos prefeitos goianos (este, por seu turno, sabem disso. Tanto que prefeitos de vários partidos, como o peemedebista Maguito Vilela, devem apoiar sua reeleição). Agora mesmo, está levando recursos do Programa Nacional de Segurança com Cidadania para vários municípios goianos, como Goiânia, Trindade, Senador Canedo, Inhumas, Catalão, Itumbiara, Anápolis, Rio Verde e Porangatu. São recursos para prevenção às drogas, criação de guarda municipal, monitoramento eletrônico de ruas.
Os três choques do PT
O senador Demóstenes Torres diz que o PT “recebeu” dois choques poderosos e agora está “recebendo” o terceiro.
O primeiro choque foi o realismo político, com o mensalão. Aí acabou a pureza do PT.
O segundo choque se deu com a convocação de Henrique Meirelles para a presidência do Banco Central. Aí o PT sinalizou que faria uma política econômica-monetária ortodoxa, sem achaques “socialistas”. Sem chavismos.
Agora, o PT começa a perceber que tem de parar com a discurseira, com o humanismo de gabinete, e endurecer com a criminalidade. Os petistas, no poder, começam a entender que, para além do discurso do social, é preciso fazer as coisas, adotar medidas concretas, duras. É o terceiro choque. Muitos petistas estão convictos de que não se pode ficar parado. Mas também há muitos que preferem nada fazer e culpar as desigualdades sociais pela violência. Quando, na verdade, os pobres são mais vítimas do que responsáveis pela violência no país.
Expand
Cláudia Santos não é apenas a “mulher” de Armando Vergílio, líder do PTB?goiano. É a empresária que comanda a ampliação da Expand, no Setor Marista. O bistrô vai ser o foco principal do negócio, com a loja de vinhos num importante segundo plano.
PR pode lançar Mabel para o governo em dezembro
Na semana passada, o Jornal Opção conversou com seis líderes do PR do deputado federal Sandro Mabel. Todos disseram que, no partido, impera um sentimento dúbio: os prefeitos e líderes querem acompanhar Mabel, mas também têm simpatia por Marconi Perillo. Afirmaram que, para não embarcarem na candidatura do senador tucano, a única alternativa é o partido ter um candidato forte, como o próprio Mabel. “Ademir Menezes é vice-governador, mas, como Adib Elias é um político de Catalão, é um político de Aparecida de Goiânia. Não estadualizou-se”, diz um prefeito.
Dois prefeitos disseram ao Jornal Opção que têm conversado “muito” com Mabel. “O presidente do PR tem refletido e conversado com sua família e aliados. Deputado federal três vezes, mas entendendo que sua vocação é mais executiva, Mabel, que será reeleito com certa facilidade, deve pôr seu nome à disposição dos partidos da base do presidente Lula e, se tiver apoio, pode disputar o governo do Estado”, diz um dos prefeitos.
Os prefeitos dizem que o gabinete de Mabel, em Brasília, e o escritório político, em Goiânia, se tornaram locais de “romaria”. “Mabel está animado, porque entende que, modernizado, Goiás cobra uma administração mais profissional e tecnicamente ousada”, diz o prefeito de uma grande cidade.
Nas conversas reservadas com os prefeitos, Mabel não diz claramente que vai disputar. Mas os prefeitos entendem que, se contar com uma estrutura sólida, o deputado deve ser candidato a governador. “O PR deve dizer aos partidos aliados, como DEM, PSB, PP, PTN e PDT, que Mabel pode disputar o governo, mas sob algumas condições. Ele sabe que, se disputar, estará no meio de dois leões agressivos e experientes [Iris Rezende, do PMDB, e Marconi Perillo, do PSDB], por isso vai precisar de apoio efetivo de todos os integrantes dos partidos aliados”, conta um ex-deputado. É um recado explícito para o PP e para o DEM. O governador Alcides Rodrigues, do PP, e Ronaldo Caiado, do DEM, querem lançar um candidato da terceira via (na lista estão Jorcelino Braga, Ernesto Roller, ambos do PP, Mabel e Ronaldo Caiado), mas seus partidos estão “infiltrados” pelo marconismo. No DEM, os dois únicos deputados estaduais, Helio de Sousa e Nilo Resende, vão subir no palanque de Marconi. No PP, vários prefeitos e líderes sólidos, como Roberto Balestra e Abelardo Vaz, também ficam com o tucano. O próprio partido de Mabel está “contaminado” pelo marconismo.
O ex-deputado diz que, para Mabel disputar — “e ele quer mesmo, a sério” —, o governador Alcides tem de mobilizar o governo e aliados para, em bloco, atuarem na campanha. O parlamentar teme que, durante a campanha, o líder do PR seja cristianizado e se torne boi de piranha.
O PR tem pesquisas, quantitativas e qualitativas, e, com base nos dados coletados, sustenta que é possível construir um candidato da terceira via. Mesmo admitindo que Mabel pode ser candidato, os líderes afirmam que o partido pode apoiar tanto Jorcelino Braga, do PP, quanto Ronaldo Caiado, do DEM, para o governo.
Como seria uma possível campanha de marketing de Mabel. Um prefeito deu-lhe o mote: “O PMDB trincou e o PSDB quebrou o Estado”.
Todos querem Iris Rezende na disputa para o governo do Estado
O prefeito de Goiânia, Iris Rezende, do PMDB, quer disputar o governo do Estado. Mas, se seus companheiros entenderem que Henrique Meirelles pode se tornar um candidato competitivo, pode abrir espaço.
Mas os companheiros mais próximos, a militância peemedebista e os eleitores querem Iris na disputa. Se não disputar, muitos vão ficar decepcionados e, por isso, podem não apoiar outro candidato do partido.
Como Iris “deu jeito” em Goiânia, organizando o desenvolvimento da capital e criando novos nichos urbanísticos, a imagem que se cristalizou é que pode fazer o mesmo pelas cidades vizinhas, como Trindade, Senador Canedo e Aparecida de Goiânia. Se for eleito governador.
Depois, como retirar do páreo um candidato que tem quase 40% das intenções de voto, tecnicamente empatado com o senador Marconi Perillo, para pôr alguém que não chega aos 20% e que, assim, pode perder no primeiro turno? Como apoiar alguém que, na primeira crítica mais dura — política ou pessoal — , pode desmoronar. Numa campanha para governador, os ataques são desferidos abaixo da linha da cintura. Terá Meirelles musculatura suficiente para suportá-los? Não se sabe. Mas Iris tem, calejado que é.
Flávia Morais vai assumir a presidência do PDT
Na semana passada, um deputado fede-ral goiano disse que conversou com dois auxiliares do presidente Lula e com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Ele garante que ouviu que a secretária de Cidadania do governo Alcides, a deputada estadual licenciada Flávia Morais, vai assumir o comando do partido em Goiás.
O deputado diz que, ao PDT nacional, interessa contar com uma aliada que tenha condições de se eleger deputada federal. “O projeto da deputada Isaura Lemos é estadual, mas o jogo de Lupi e seus aliados é no plano federal. Portanto, vão preferir Flávia a Isaura.”
Intelligentsia
O ex-deputado federal Vilmar Rocha (DEM) está lendo o brilhante livro “Jogos Finais — Questões do Pensamento Político Moderno Tardio” (Editora Unesp), do filósofo John Gray. É uma finíssima crítica ao pensamento e à ação política liberal.
Os quatro projetos de Henrique Meirelles
O Jornal Opção fez um mapeamento entre “aliados”, “quase aliados”, “amigos”, dois “ex-amigos” e até “parentes” para saber quais são os projetos (ou o projeto) do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (PMDB).
A maioria diz que seu objetivo é mais técnico: ficar quatro anos no Banco Central, mas com mandato. Meirelles teria confidenciado a amigos que, no BC, se tornou mais conhecido mundialmente do que quando foi presidente do BankBoston. Foi chamado para discutir a crise americana com figurões financeiros do governo dos Estados Unidos, que o ouviram, com interesse, pontificar sobre as saídas brasileiras para a crise.
Há os que sugerem que, convocado pelo presidente Lula, Meirelles pode ser candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff. Seria, de um lado, a radical, Dilma, e, de outro, o moderado, Meirelles. Dilma teria dois trunfos: Lula, que transfere votos (os votos atuais não são de Dilma, mas do petista-chefe), e Meirelles, que lhe emprestaria credibilidade junto aos setores conservadores da sociedade. A dois políticos goianos, Lula disse, com imagens fortes, que o PMDB é uma legião indígena com muitas tribos, todas brigadas. Como Meirelles filiou-se ao partido, mas não é brigado com ninguém, pode ser o nome para vice.
Não são poucos os que dizem, com insistência, que o presidente Lula, com o apoio de Iris Rezende, reserva um papel “decisivo” para Meirelles em Goiás: ser o candidato que tem condições de unir todos os líderes e partidos anti-marconistas. Acreditam, os defensores da tese, que Meirelles será candidato a governador, com um vice do PP, possivelmente Jorcelino Braga, com Rubens Otoni, do PT, e outro nome do PMDB, ou do PR, para senador. Por que, então, Iris sugere que pode disputar o governo? “O objetivo de Iris é preservar Meirelles até que ele se defina”, afirma um lulista. O deputado Luis Cesar Bueno, do PT, diz que tem conversado com líderes do PP e secretários do governo Alcides. “A receptividade a Meirelles é surpreendente”, afirma. Bueno é, no momento, um defensor da candidatura de Iris.
O último grupo, que também tem “líderes” insistentes, sustenta que Meirelles deve disputar mandato de senador. Porque, como senador, ficará no cenário nacional, que é o que mais o agrada. Ao mesmo tempo, se Dilma Rousseff for eleita presidente, pode ser guindado ao Ministério da Fazenda.
“O problema de José Serra é que bateu no teto”
Em visita ao Jornal Opção, o senador Demóstenes Torres disse que o projeto nacional do DEM passa por eleger deputados federais e senadores. Em Brasília, planeja reeleger o governador José Roberto Arruda. Para tanto, definiu a aliança com o PSDB. “As grandes questões nacionais, inclusive as que dizem respeito aos Estados, passa pelo Câmara dos Deputados e pelo Senado.”
Sobre a sucessão nacional, Demóstenes diz que, no momento, o governador de São Paulo, José Serra, do PSDB, é o favorito da aliança DEM-PSDB para presidente da República. “Mas o problema de Serra é que parece ter batido no teto. Apesar da fragilidade de Dilma Rousseff, o tucano não supera a marca de 40%. Já Aécio Neves, mais político do que o paulista, pode começar com índices mais baixos, mas não tem teto, ou seja, pode crescer.” (Leia mais no site www.jornalopcao.com.br, na coluna Bastidores)
Eletrobrás quer transformar presidente da Celg numa “rainha da Inglaterra”
A negociação que a Eletrobrás propôs à Celg é tida, no mercado de energia elétrica, como “excelente”. Trata-se de uma decisão mais política do que técnica. A Eletrobrás fica com 41% das ações, assume parte das dívidas e ajuda a negociá-las. Em troca exige que qualquer ato do presidente da companhia, Carlos Silva, para ter validade, tenha de conter uma espécie de “autorizo” do vice-presidente executivo, nomeado, logicamente, pela Eletrobrás, que também indicaria os principais diretores.
Mesmo com a Eletrobrás trabalhando para assumir o comando gestor da Celg, a proposta é considerada positiva. O governo de Goiás tenta conseguir mais algumas vantagens (200 milhões em vez de 40 milhões pelos 41%).
Nerivaldo Costa deve substituir Balestra
Um dos políticos mais próximos do governador Alcides Rodrigues é o ex-presidente da Assembleia Legislativa Nerivaldo Costa (PP), hoje numa diretoria da Celg. Ex-prefeito de Quirinópolis, Nerivaldo é cotado para substituir o deputado Roberto Balestra na secretaria que faz o papel de articulação política. Porque o secretário de Governo, Fernando Cunha, por ser tucano, está esvaziado.
O objetivo de Nerivaldo Costa, se assumir a secretaria, é atrair os prefeitos do PP e dos partidos aliados para a construção de uma candidatura da base de Alcides ao governo do Estado.
Os criminosos que mataram a publicitária Polyanna Borges também a violentaram. Mesmo assim, a polícia aposta em “crime encomendado” e sugere que o assassinato tem a ver com a agência da empresária (que era uma pessoa de bem e muito arrojada nos negócios).
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A mãe de Polyanna Borges deu um depoimento emocionante à TV Record. Com razão, cobrou empenho da polícia.
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Há quem diga, na própria polícia, que a vaidade de alguns delegados está atrapalhando as investigações policiais. Um delegado, logo depois do crime, teria passado 12 dias no litoral.
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O Goiás é chamado pelos torcedores do próprio time de Viagra dos clubes em baixa. De um torcedor: “Quem tem o técnico Hélio dos Anjos como amigo não precisa de inimigos”.
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O jogador Fernandão, cujo futebol é “Fernandinho”, e o técnico Hélio dos Anjos conseguiram o que parecia impossível: estão demolindo a expectativa de o Goiás participar da Libertadores.
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Cotado para disputar o governo de Goiás pelo PR, o prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Vieira Cardoso, disse ao Jornal Opção: “Sou ‘candidato’ a terminar a minha administração, em 2012”. Mas admitiu que está jogando para o futuro e que quer, “sempre, servir Goiás”.
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Do deputado Sandro Mabel: “O governo Alcides deslanchou e vai deslanchar ainda mais no próximo ano. Alcides Rodrigues vai ter peso decisivo na eleição de 2010. Pode anotar”.
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A crise financeira atingiu em cheio o jornal “Diário da Manhã”. Seu proprietário, Batista Custódio, diz que o jornal está sendo “asfixiado” há quatro anos.
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Sem se importar com crise, o grupo que dirige a TV Serra Dourada prepara o lançamento de um diário vespertino em Goiânia. João Alves de Queiroz Filho, o Júnior, está disposto a investir em comunicação.
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O presidente Lula da Silva tem razão: há mesmo preconceito contra a TV Record. Se não fosse dirigida por evangélicos, não seria tão criticada.
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A surpresa das eleições de 2012 em Goiânia pode ser a candidatura do empresário Vanderlan Vieira Cardoso a prefeito. Pelo PR e com o apoio do deputado federal Sandro Mabel.
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Prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Vieira Cardoso é tido como um dos cinco melhores prefeitos de Goiás.
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O presidente da Metrobus, Francisco Gedda (PTN), conversou com o governador Alcides Rodrigues na semana passada e selou seu destino político: vai disputar mandato de deputado estadual.
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Do time de executivos da Caixa Econômica Federal, Sirlene Borba deve assumir mandato de vereadora nesta semana. Deivison Costa vai assumir uma secretaria (com prioridade para a juventude) no governo Alcides.
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O ex-prefeito de Jataí Fernando da Folha vai disputar mandato de deputado estadual pelo PR.
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Adilson Moraes, um dos principais articuladores do senador Marconi Perillo no Sudoeste Goiano, pode disputar mandato de deputado estadual.
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Deputados do PMDB que preferem apoiar Henrique Meirelles para governador: Leandro Vilela e Marcelo Melo (primo do presidente do Banco Central).
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Joaquim Roriz tem dito a aliados que, apesar de aparecer bem nas pesquisas (é o segundo colocado nas pesquisas sérias), teme ter batido no teto. Ou seja, pode não crescer.
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Ao contrário de Joaquim Roriz, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), tende a crescer.
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O PSDB vai trabalhar basicamente três nomes para a disputa da Prefeitura de Goiânia em 2012: Valdivino Oliveira, Raquel Teixeira e Fábio Sousa.
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O deputado Fábio Sousa tem vontade de ser prefeito de Goiânia. Está estudando a capital, lendo livros sobre cidades e planejamento. O tucano sabe, de cor e salteado, as histórias da biografia “JK — O Artista do Impossível”, de Claudio Bojunga. Trata-se da melhor biografia de Juscelino Kubitschek.
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Se eleito deputado federal, Valdivino Oliveira será um competidor quase impossível de ser derrotado na convenção. Porque o economista sabe tudo sobre finanças, tornou-se um articulador do primeiro time e tem prestígio na cúpula do PSDB, sobretudo com o senador Marconi Perillo.
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Raquel Teixeira, por ser de Goiânia e ter se qualificado como um deputada atuante, tem o perfil moderno da capital.
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Se Marconi Perillo for eleito governador, a deputada Raquel Teixeira deve ser indicada, mais uma vez, secretária da Educação.
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Gilvane Felipe e Nasr Chaul garantem que não estão disputando cargos no “futuro governo Marconi”. Até porque o senador Marconi Perillo não quer ninguém de salto alto e disputando cargos num “governo” que ainda não foi conquistado.
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O governador Alcides Rodrigues mandou dois recados, meio enviezados, para o senador Marconi Perillo.
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No primeiro, Alcides frisou que, em Goiás, quem sai na frente na disputa para governador acaba perdendo.
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No segundo, o governador do PP disse que, quando quer dizer alguma coisa, não o faz por intermediários. Ele próprio fala.
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O secretário da Agricultura e presidente da Emater, Leonardo Veloso, quase saiu do PP. Ficou porque o governador Alcides pediu.
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Veloso quer disputar mandato de deputado federal, mas Paulo Roberto Cunha, sem consultá-lo, também diz que será candidato. Rio Verde não tem eleitor suficiente para eleger um deputado federal (exceto se todos os leitores votarem em apenas um candidato) quanto mais dois.
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As campanhas da OAB estão parecendo as campanhas de partidos políticos. Todo dia sai um boato diferente. Mas pintou desespero na campanha de Leon Deniz. Porque Renaldo Limiro está crescendo, mas sem tirar votos do candidato favorito, Henrique Tibúrcio.
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O deputado federal Pedro Wilson conversou longamente com o artista plástico Antônio Poteiro na sexta-feira, 30. Numa entrevista ao Jornal Opção [leia no site www.jornalopcao.com.br, coluna Bastidores], Pedro diz que vai levar Poteiro para expor na Câmara dos Deputados, fala de política e conta como superou uma crise de saúde.
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Aos aliados, Alcides Rodrigues disse, várias vezes, que vai ficar no governo até 31 de dezembro de 2010.
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Pesquisas registram que Iris Araújo é um nome muito forte para o Senado. Perde apenas para Demóstenes Torres.
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Armando Vergílio é uma peça política que o PTB guarda para usar na hora certa. “Não defini meu projeto”, diz.“ Marconi Perillo vai ser eleito, possivelmente no primeiro turno”, aposta Vergílio. “Ele é o candidato dos prefeitos. É o mais municipalista dos políticos goianos.”
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De um irista roxo: “Com Iris Rezende candidato a governador, a chance de o presidente do PMDB, Adib Elias, figurar na chapa majoritária é mínima. Adib vai surpreender e deve disputar mandato de deputado estadual”.
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O prefeito de Uruaçu, Lourenço Filho, reuniu a nata do governo Lula da área de pesca para celebrar acordo que vai possibilitar ao município se tornar um dos maiores produtores de peixe do País. O ministro da Pesca e o senador Demóstenes Torres estiveram na cidade.
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Chapa improvável mas comentada por pepistas na semana passada: Henrique Meirelles (PMDB) para governador, Iris Rezende (PMDB) e Alcides Rodrigues (PP) para o Senado e Rubens Otoni (PT) para vice.
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