34 anos
Euler de França Belém
Rádio 730 fará jornalismo sem paixão partidária
Marcelo Heleno e Altair Tavares: o atual e o ex-diretor da
Rádio 730

Marcelo Heleno será apresentado como novo diretor de Jor­nalismo da Rádio 730 na terça-feira, 14, mas só deve voltar ao microfone depois de segunda-feira, 20. O experimentado profissional, uma das estrelas do jornalismo político de Goiás, foi uma escolha direta dos proprietários Joel Datena (presidente da empresa) e Maurício Sampaio. Ele substitui Altair Tav­ares, jornalista identificado com o sócio anterior, Jorcelino Braga.

Se depender de Marcelo, Altair permanece na rádio, como apresentador. “Vou conversar com ele, pois é um profissional experiente.” Dois jornalistas teriam visto uma lista de demissões — não confirmada pelo novo diretor. É praxe, quando muda a cúpula, mudanças na base. Ouvido pelo Jornal Opção, Altair diz que trabalha na empresa há 14 anos e que continua apresentando o “Jornal da 730”. Ele prefere “aguardar” os acontecimentos.

“A equipe deve ser mantida”, afirma Marcelo. O diretor frisa que não haverá caça às bruxas. Porque não comunga com isto e porque não há necessidade de grandes mudanças. “Claro que tenho ideias para mudar algumas coisas, mas vou conversar antes com Joel Datena e com a equipe.”

Um dos objetivos de Marcelo é “melhorar” o jornalismo da rádio e, sobretudo, torná-lo infenso à partidarização política. “A paixão é fundamental em jornalismo, mas não o passionalismo partidário”, frisa. “Vamos fazer jornalismo... sem adjetivos.”

Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Goiás, Marcelo tem 45 anos. É tido “como o homem certo para o lugar certo” por profissionais da rádio. Mas há resistência ao seu nome entre alguns funcionários. Acredita-se que será muito difícil compor com Altair Tavares.

Itália aplaude Miguel Jorge

A “Playboy” italiana resenhou “Veias e Vinhas”, do escritor Miguel Jorge. A edição italiana do romance é de excelente qualidade.

Miguel Jorge tem sido tratado na Itália como grande escritor.

Imprensa não explica ideias de padre Luís

Os jornais dizem que o padre Luís voltou a celebrar missa e insinuam uma “ditadura” na Igreja Católica. A imprensa deveria, isto sim, examinar o pensamento do padre. Ele é contrário ao pensamento dominante da Igreja Católica? Quem lê os jornais, infelizmente, não fica sabendo. Tudo indica, pelo contrário, que é mais conservador do que a média da Igreja.

A imprensa goiana parece não entender que a Igreja funciona como uma monarquia. Parece acreditar que pode funcionar como a democracia da política.