Edição 1895 de 30 outubro a 5 de novembro de 2011
Euler de França Belém
Globo exige jornalismo mais agressivo da TV Anhanguera

O novo diretor de telejornalismo da TV Anhanguera, Orlando Loureiro, é uma indicação da cúpula da TV Globo. Não se trata de uma intervenção direta em assuntos alheios. Mas a cúpula da Globo está preocupada com a audiência das emissoras regionais. Em algumas praças, como tem ocorrido em Goiânia, a Globo “repassa” a programação para a emissora local e, imediatamente, a audiência cai. Preocupados com este fato, os dirigentes da Vênus Platinada decidiram mexer sobretudo no jornalismo em praticamente todo o país. A ordem é fazer um jornalismo mais agressivo e ousado, tanto para aumentar a audiência quanto para fazer jornalismo mesmo.

Na sexta-feira, 28, quem assistiu o “Bom Dia Goiás” ficou surpreso. A equipe fez um jornalismo crítico e independente. O setor de saúde do governo do Estado, principalmente o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), foi bombardeado pela TV Anhanguera. A ordem global é esta: o jornalismo não deve titubear. O que está errado tem de ser mostrado e criticado. A população aprova e a audiência sobe.

A preocupação da Globo chega ao ponto de ter escolhido, ou sugerido, para chefiar o jornalismo da TV Anhanguera um executivo que trabalhou, como subordinado imediato, com o atual chefe do jornalismo da TV Record em Goiás. O objetivo é competir de igual para igual, ou, como se trata da Globo, competir para superar, para levar o concorrente a comer poeira — não uma ou duas vezes, e sim sempre.

A ordem na TV Anhanguera é uma só: adeus acomodação. Jornalista que tiver emprego no setor público terá de fazer uma opção: mantém-se crítico ou deve deixar a empresa.

Orlando Loureiro não é ditador ou interventor, porque isto seria um desrespeito aos proprietários da emissora local. Mas atende diretamente à cúpula do jornalismo global e, também, ao diretor de Jornalismo da Organização Jaime Câmara, Luiz Fernando Rocha Lima. Na verdade, todos, inclusive os dirigentes locais, querem um jornalismo que não seja água com açúcar. Sobretudo, querem ficar bem na frente da TV Record, porque isto significa mais anúncios e, portanto, mas dinheiro no caixa.

Sabe-se que a Globo avalia a estrutura da TV Anhanguera como acomodada. Um executivo ficou surpreso ao saber que um de seus apresentadores, Handerson Pancieri, ganha alguns trocados no mercado como mestre de cerimônias de eventos que não são da TV Anhanguera. Imagine Fátima Bernardes e William Bonner fazendo o mesmo. Não dá nem para imaginar. O profissional que é a face da empresa no vídeo, que é seu símbolo direto, tem de ser exclusivo da emissora.

Diário do Norte contrata jornalista experimentado

O “Diário do Norte”, jornal de qualidade do Norte goiano, contratou o sempre bem informado repórter Anderson Alcântara, de Goianésia.

Escritor e jornalista, Anderson deixou a assessoria de Comunicação da Prefeitura de Goianésia.

Mônica Novaes retorna para a TV Record

A repórter Mônica Novaes voltou para a TV Record. Tida como uma das mais versáteis jornalistas de TV em Goiás, Mônica é mestre em relações internacionais pela universidade de Liège.

Mônica foi repórter de rede da Record. Agora, ficará apenas como repórter local.

Almiro já está “despachando” no Correio

Almiro Marcos já está escrevendo reportagens no “Correio Braziliense”. Aos 35 anos, Almiro era um dos mais experimentados e competentes repórteres do “Pop”, que não soube valorizá-lo.

Semanário Tribuna do Planalto “não” deve virar diário

O empresário Sebastião Barbosa confidenciou a um jornalista que não vai transformar o semanário “Tribuna do Planalto” em diário.

Barbosa admitiu que recebeu proposta do grupo Alcides Rodrigues-Jorcelino Braga para criar um diário. Mas o realismo falou mais alto e ele optou por manter o semanário, que custa menos.