Edição 1941 de 16 a 22 de setembro de 2012
Cezar Santos
O trabalho como marca
Marconi Perillo herdou consequências da ineficiência do governo anterior e enfrenta uma perseguição política como pouco se viu na história, mas não abdica de sua marca mais expressiva
Lailson Damasio
Governador Marconi Perillo entrega casas populares e asfalto a moradores de Avelinópolis, na sexta-feira, dia 14: muito trabalho na agenda

Na edição da semana passada, a nota na coluna Bastidores intitulada “A volta por cima do governador Mar­coni surpreende as oposições” teve mais de 10 mil acessos pela internet (até sexta-feira, 14). Isso é um indicativo do interesse nas informações que o título prometia dar ao leitor.

De fato, em meio a uma evidente crise provocada pelo desgaste do escândalo Cachoeira e as dificuldades para consertar o caos herdado da administração(?) Alcides Rodrigues, nos últimos meses Marconi veio amargando baixa nos índices de aprovação. Por isso, o interesse na nota que analisa o início de uma virada da maré brava que ele enfrenta. Reorganizar a administração é o de menos. Mar­coni fez isso outras vezes. A falta de dinheiro ele tem conseguido superar, com medidas para diminuir despesas e aumentar a arrecadação, além de criatividade. Ele também fez isso outras vezes.

A novidade agora é que Mar­coni enfrenta uma das mais ferozes e covardes perseguições políticas de que se tem notícia na história brasileira. Nem é precisamos repetir, o leitor bem-informado sabe que a CPMI no Con­gresso tinha como alvo o governador goiano. Mesmo porque, quando ela começou a in­vestigar mais, as relações da Cons­trutora Delta, o braço em­presarial de Carlos Cachoeira, com administrações peemedebistas e petistas e o governo federal ficaram explícitas.

Num dos últimos depoimentos na CPMI, o ex-diretor do De­partamento Nacional de In­fra­estrutura de Transporte (Dnit), Luiz Pagot, foi claro em dizer que recolheu dinheiro de em­preiteiras para a campanha de Dilma Rousseff. Após isso, a CPMI foi suspensa.

Os objetivos de Lula e Zé Dir­ceu goraram. O julgamento do mensalão não foi abafado — aliás, mensaleiros petistas já foram condenados e tudo indica que Dirceu também será — e nada se provou contra Marconi, embora na comissão queiram produzir um relatório apenas incriminando ele.

Mas o desgaste, as dificuldades, o cenário levaram mesmo a oposição a considerar que o governador de Goiás estava liquidado politicamente. Aliás, desde 1998, quando derrotou o ícone maior da política goiana, o sonho de consumo dela é ver o tucano nas cordas, abatido. Mas Marconi, ao contrário do que poderia ter parecido em algum momento, não esmoreceu.

Ao contrário do governador anterior, por exemplo, que entregou a administração para um secretário e submergiu na irrealidade, Marconi continuou trabalhando. E trabalhando muito. Os resultados começam a aparecer. Os índices de aprovação começam a melhorar, embora estejam muito aquém do que o próprio governador e sua equipe esperam.

E, para desgosto da oposição, a força política de Marconi continua real. O que se confirma a cada vez que a imprensa noticia a pujança da economia goiana, por exemplo.

Nos últimos dias, manchetes estamparam que o Produto In­terno Bruto (PIB) de Goiás cresceu seis vezes mais que o do Brasil. Mesmo o mais empedernido opositor não tem como deixar de reconhecer que é o governo estadual que propicia as condições para que a classe produtiva faça esse “pibão”. Mérito do governador, então.

Tem mais. A produção agrícola e industrial goiana gerou um volume de exportações de US$ 4,8 bilhões no primeiro semestre deste ano. A meta é atingir quase US$ 8 bilhões até dezembro. Em 1999 o volume das exportações goianas era de apenas US$ 380 milhões.

Exportações

As exportações e a industrialização do Estado resultaram no crescimento do PIB, que em 1998 era inferior a R$ 20 bilhões, e este ano deve atingir os R$ 115 bi­lhões. A geração de empregos se­gue a mesma trajetória do PIB, com o primeiro lugar relativo no primeiro semestre de 2012 e o quinto lugar absoluto.

Na área da educação, o Estado obteve o maior porcentual de crescimento do Índice de Desen­volvimento da Educação Básica (Ideb) de 2011 entre todos os Estados: 16%. Nos anos iniciais do ensino Fundamental, Goiás saltou da 8ª posição em 2009 para a 5ª posição em 2011. Nos anos finais, o crescimento foi ainda maior: do 15º lugar, em 2009, para o 6º lugar, em 2011.

Na infraestrutura, com o Pro­grama Rodovida Reconstrução, Marconi já reconstruiu 1,7 mil quilômetros de rodovias. Vários trechos estão sendo entregues nas últimas semanas. Os 2.081 km previstos estão sendo concluídos. O Rodovida 2 está em fase de licitação. A meta é reconstruir 5,5 mil quilômetros de rodovias até 2014, com sinalização horizontal, vertical e noturna e asfalto de alta durabilidade.

Na área de saneamento, o governo de Goiás colocou em prática o plano de universalização dos serviços de coleta e tratamento de esgoto em Goiânia. Com a conclusão da Estação de Tra­tamento de Água João Leite, será ampliada a capacidade de reserva de água e serão atendidos 1,5 milhão de habitantes até 2040. Estão em andamento obras de saneamento básico em municípios de grande densidade populacional, como Anápolis e Aparecida de Goiânia. Obras de saneamento em várias cidades, totalizando 140 projetos, estão sendo licitadas, com recursos do BNDES e próprios, com investimentos previstos de R$ 2,3 bilhões até 2014.

Por sinal, nos últimos dois dias, o governador inaugurou trechos de rodovias reconstruídas e também de conclusão de trechos rodoviários por meio dos programas Rodovida Reconstrução e Rodovida Construção. Ele esteve nos municípios de Avelinópolis e Araçu, onde entregou os 19 quilômetros reconstruídos da G0-154, que interliga os municípios, e em Araçu inaugurou também a pavimentação asfáltica do entroncamento da sede. Em Avelinópolis, o governador entregou 30 casas populares, resultado de parceria com o governo federal.

Moradores de Itaguaru e Jus­sara também receberam benefícios como moradias populares, restauração de vias urbanas e pavimentação de trechos rodoviários.

São apenas alguns exemplos. Como se vê, a oposição vai ter de inventar mais coisas para derrubar um homem que, independentemente de quaisquer problemas, continua trabalhando muito.