Edição 1913 de 4 a 10 de março de 2012
Do Leitor
Polêmica do Mutirama
Jornal Opção

Adriam Rodrigues

Parabéns pela reportagem e por ter aberto espaço para a Prefeitura explicar o que de fato ocorre com as obras do Mutirama (Jornal Opção 1912). Vamos esperar bom senso do Tribunal de Justiça em cassar a liminar e possibilitar a conclusão do parque, que será sem dúvida a diversão da população especialmente me­nos favorecida.

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Wendell Sullyvan

Mais uma matéria séria do jornalista Elder Dias, preocupado em mostrar de modo equilibrado não só as possibilidades várias de interpretação de um mesmo fato, mas igualmente as intenções nada cidadãs de quem se diz defensor do povo. Infelizmente, ainda assim, nem todos têm olhos de ver. Mesmo que haja um problema de definição da obra do Mutirama, parar a sua execução seria penalizar Goiânia, que já tem sido cruelmente prejudicada com obras que não andam, mas que certos veículos de “desinformação” insistem em ignorar. Nesse mar de subjetividade jurídica e técnica do que seria a obra (prestação de serviços ou en­genharia), torçamos por algo objetivo: sua conclusão, como o povo merece. De resto, denúncias motivadas por perseguições políticas interesseiras e a morosidade e erros de leitura jurídicos sequer merecem ser comentados.

Wendell Sullyvan é professor. E-mail: [email protected]

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Jorge Ricardo Arantes Borges

Tenho minhas próprias conclusões e posicionamento político quanto a isso tudo. Sou defensor de que ante as denuncias devidamente protocoladas na Justiça, tudo seja investigado dentro do rigor da lei, mas que seja assegurados o direito de resposta e defesa, até que tudo seja tramitado e julgado e as medidas cabíveis aplicadas. Conclamo aos cidadãos da sociedade goianiense a se manifestarem em favor da continuidade e conclusão imediata da obra do Parque Mutirama, para o beneficio do presente e do futuro de nossas crianças, adolescentes, jovens e idosos de Goiânia, que terão a oportunidade da reconquista desse espaço de lazer, turismo, esporte e diversão. Aos oportunistas de plantão, cuidado! A verdade será revelada com a história e a população é quem irá julgá-los nas urnas.

Jorge Ricardo Arantes Borges é professor. E-mail: [email protected]

Filho ilegítimo de Marx

Carlos U. Pozzobon

O historiador Paul Johnson, em “Os Intelectuais”, traça um perfil psicológico de Marx e fala de seu filho ilegítimo com a empregada doméstica, que trabalhou duro toda a vida para a família sem nunca receber um centavo. Acho que Marx é adorado porque sua mentalidade é extremamente comum no universo, e especialmente no Brasil: ser bifronte, cultivar uma fachada positiva e não ter escrúpulos e ética alguma no seu mundo privado. Transformado em santo da salvação do Proletariado, provoca a ira dos sarambés quando sua verdadeira personalidade vem à tona. (Jornal Opção 1912)
 
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Elzearius Lima
 
Os dados encobertos sobre Karl Marx só provam uma coisa: mesmo ele sendo um gênio, acima de tudo era tão humano como todos nós, com seus acertos e erros.
 
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Operação Monte Carlo
 
Paulo Eduardo
 
Propina para delegado não indiciar as pessoas? Que vergonha! Essa bandidagem na Polícia Civil e Militar tem de acabar. E tem mais, não são só esses, tem mais uns dez delegados envolvidos. Quase todos são corruptos ou fazem vistas grossas desses casos, com extrema má vontade de resolver o problema e acabar com o jogo de azar. 
 
 
Amianto
 
Fernanda Giannasi
 
Cumprimentamos a independência demonstrada por este jornal em sua precisa análise sobre a ação do lobby brasileiro defensor da indefensável fibra cancerígena do a­mianto (Jornal Op­ção 1912). Embora a Eternit tente negar qualquer ligação com o gru­po empresarial suíço — cujo vértice foi condenado no dia 13 de fe­ve­reiro, em Tu­rim, a 16 anos de prisão por desastre ambiental doloso permanente e o­missão dolosa de medidas de segurança —, pu­blicando in­formes publicitários pa­gos em vários veículos de comunicação. A exceção é “Carta Ca­pital”, que se recusou a fazê-lo e traz editorial esta semana explicando o porquê, com artigo de nossa au­toria, desmentindo essa desvinculação e mostrando que os suíços comandaram com mãos de fe­rro as suas subsidiárias em todo o mundo, inclusive a do Brasil, por mais de 60 anos.
 
Fernanda Giannasi é engenheira de segurança do trabalho e auditora fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego. 
 
Revista Bula
 
Glória Diógenes
 
Sigo a “Revista Bula” como quem sabe que ali vou tentar apaziguar a­quela curiosidade ar­que­típica de descobrir mais e mais portas para a arte e cultura. Carlos Willian [editor da revista] parece, como um dia mencionou Ed­gard Mo­rin, um omnívoro cultural. Isso nos presenteia.
 
Glória Diógenes é antropóloga, escritora e professora da Universidade Federal do Ceará (UFC). E-mail: [email protected]
 
Mário de Andrade
 
Luiz Carlos Fernandes
 
Brilhante o artigo do jornalista Euler de França Belém sobre Mário de Andrade, na coluna “Imprensa” (Jornal Opção 1911). A literatura brasileira é território de fãs-clubes de Antonios Candidos ainda e, então, só vale a louvação patriótica estilo Semana de Arte de 1922(!). Falar de homossexualidade é proibitivo até hoje nos cursos de Literatura das universidades brasílicas. Nada irá diminuir a importância desse ícone da arte nacional: Mário de Andrade continuará grande, de qualquer maneira. Mas reconhecer sua sexualidade, como a de tantos(as) outros(as) que a “inteligentzia” — ABL [Academia Brasileira de Letras] + José Sarney — insistem em esconder é necessário. 
 
 
Lei da Ficha Limpa
 
Vicente Limongi Netto
 
O STF carimbou a  Ficha Limpa. Em bom português, a Suprema Corte se esmerou na hipocrisia e fez bem o dever de casa para também aparecer bem nos holofotes da discutida opinião pública. Será que todos os milhões de brasileiros que tiveram o árduo trabalho monitorado por algumas ONGs podem ser chamados, sem medo de errar, de “fichas limpas”? Quando a Justiça também entrará de sola nas centenas de estranhas ONGs que saciam seus apetites nos órgãos públicos e não prestam conta para ninguém?
 
Bandidos engravatados existem em todos os segmentos. Não é privilégio do meio político. A classe política não pode ser demonizada pelos exagero de uma lei cretina. Frutos podres também existem na medicina, na advogacia, no magistrado, no jornalismo. A lei da Ficha Limpa, que pretende acabar com todos os males brasileiros e servir de exemplo para o mundo, precisa igualmente, a meu ver, alcançar patifes que atuam fora da política. Por acaso religioso pedófilo, que arruina famílias, vai para o céu com diploma de ficha limpa? O jornalista irresponsável, que distorce, que manipula, que insulta as pessoas, merece ir para o trono como ficha limpa? A mídia, que geralmente se julga dona do mundo, embora não olhe para o próprio umbigo, mais uma vez passa para a sociedade desavisada, a falsa impressão da santidade. Somos todos imaculados, menos os políticos. Que fazem as leis, que defendem a Constituição e que zelam pela democracia. Inclusive pelo meu direito de manifestar minha indignação ao monumento à empulhação que o País acaba de erguer.
 
Vicente Limongi Netto é jornalista. E-mail: [email protected]