Edição 1985 de 21 a 27 de julho de 2013
Do Leitor
“Marconi pode concorrer à reeleição sem medo”

Alberto Nery dos Santos 

Com a oposição que tem em Goiás, o governador Marconi Perillo (foto) pode concorrer à reeleição sem um pingo de medo. O que pode derrubá-lo são seus próprios auxiliares, já que cada um é dono de um pedaço do governo. Se eles não fizerem besteira até meados de 2014, pode comprar um terno novo para a posse em 2015. Mas se a oposição se unir e lançar um só candidato, a coisa vai ficar pau a pau.

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Pra que arriscar a biografia?

Iuri Godinho

Pense historicamente: como as futuras gerações verão Mar­coni Perillo? Um político que saiu do nada, venceu um gigante, foi um governador bom e mo­derno por duas vezes, depois senador combativo, vice-presidente do Senado, avisou o presidente de uma roubalheira, foi eleito pela terceira vez e não conseguiu repetir o brilho das outras administrações. Mesmo assim foi o político que mais governou Goiás. Ponto. Pra que arriscar a jogar uma biografia desse quilate com uma novo governo nesses tempos bicudos?

Iuri Godinho é jornalista.

“Ermírio prova que brasileiro não sabe votar”

Eduardo Verani 

É uma pena o relatado na nota “Alzheimer tira Antônio Er­mírio de Moraes do comando do Grupo Votorantim” (Jornal Op­ção 1976). Um homem extraordinário. As coisas no Brasil são assim mesmo: afastam-se os bons e ficam os dispensáveis. São Paulo começou a piorar desde que ele perdeu a eleição para governador para Orestes Quércia (PMDB), que nos legou Fleury [Luiz Antônio Fleury Filho, também do PMDB], da mesma linha, ambos totalmente dispensáveis , que se enriqueceram na política. E Antônio Ermírio (foto) ficou na lembrança. Tem razão quem acha que brasileiros não sabem votar. Deus proteja o sr. Antônio Er­mírio e lhe dê a paz que merece, sem angústias nem sofrimentos.

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“Honra por ter conhecido Antônio Ermírio”

Paulo Papini 

Sou funcionário do Grupo Votorantim e conheci o dr. An­tô­nio Ermírio. Vivenciei muitas his­torias que, se contar, ninguém a­credita: um verdadeiro visionário que estava sempre um passo à frente de seu tempo. Fico muito triste com o seu estado atual de saúde. Infelizmente para o nosso País não há mais um em­presário com sua visão empreendedora. Fica minha grande admiração e a honra de poder ter conhecido este grande homem.

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“É preciso proibir soltar pipa”

Rogério Morais 

Penso que deveriam proibir a soltura de pipa, qualquer tipo de pipa, já que na pratica é impossível saber quais delas possuem ou não cerol.

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“Candidato novo, de confiança, terá meu voto”

Josuelina Carneiro 

Li a nota “Ex-repórter de uma revista nacional deve escrever livro sobre a CPI do Ca­choeira”, da coluna Bastidores (Jornal Opção 1984). Vai virar best seller, quero adquirir um exemplar. Tomar ciência dos “malfeitos” dos políticos e desmascará-los é muito bom, a fim de que os eleitores tenham ciência do que eles aprontam longe das câmeras. Em público, falam em honestidade, ética e outras qualidades, mas, lá atrás, escondidinhos, a conversa é outra. Tomara que a publicação desse livro seja antes, bem antes, das eleições. Depois da decepção que tive com o ex-senador Demóstenes Torres, estou descrente, quase não confio na seriedade de político. Já não preciso votar, mesmo assim farei meu recadastramento; caso apareça um candidato novo na política, e que inspire confiança, ganha meu voto, vou arriscar. Será menos um voto para o PT, esse partidinho ordinário.

Josuelina Carneiro é aposentada. E-mail: [email protected]

“Funkeiro não pode virar santo”

Marília Assunção 

Muito oportuno o texto de José Maria e Silva (Jornal Opção 1984). Vivemos um momento em que virou moda analisar tudo, mesmo superficialmente, mesmo ignorando a história, os fatos, como ocorreu com o funkeiro assassinado e sua trajetória. Ainda que fosse mais um inconsequente, um “sem consciência” das absurdas apologias propaladas na pobreza musical de seu próprio funk, não poderia simplesmente ser tratado pelos “experts” como santo apenas porque foi vítima da mesma violência que tanto dindim lhe rendia ao ser proclamada.

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“Best sellers podem ser apoio a outras leituras”

Murillo Antônio 

Ótimo texto, o artigo “Rim­baud e Birdy contra o estereótipo estupidificante da adolescência” (Jornal Opção 1984). Só achei que faltou evidenciar, mesmo não sendo o intuito, que um adolescente pode escolher conscientemente fazer parte desse estereótipo “estupidificador” da adolescência alimentado pela indústria cultural. Uma vida composta apenas de erudição e intelectualidade nem sempre oferece o entretenimento que às vezes o jovem almeja, principalmente quando ele não entende o que os diferentes tipos da arte elevada querem dizer. Não que eu esteja fazendo apologia à ignorância ou à alienação, mas acredito ser possível um adolescente encontrar conforto em um best seller, como os criticados romances de bruxos infantis (sim, sou fã de Harry Potter), e ter o direito de não ser criticado por isso.

Claro que não se deve ler esses livros com obscuridade, excluindo de pauta obras como as de nossa literatura brasileira, riquíssima em qualidade quando nos deparamos com Guimarães Rosa, Machado de Assis, Clarice Lispector, Ra­duan Nassar e tantos outros. Muito dificilmente um adolescente vai gostar de Fiona Apple, com suas melodias bem trabalhadas e composições metafóricas, sem passar antes por cantores menos “refinados”. O ponto a que quero chegar é: o simples e popular também tem suas qualidades na formação de uma base intelectual que, futuramente, poderá servir de apoio para que se possa interpretar o que a erudição pode proporcionar. É preciso que o adolescente, antes de consumir os produtos fetichizados, se enxergue envolto pela opressão e alienação da indústria cultural, para que depois possa escolher adquiri-los, tendo consciência e discernimento de que existe algo melhor e, portanto, superior, capaz de ampliar sua percepção de mundo.

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“Debate sobre rigor científico”

Larissa Batista 

O artigo “Excesso de rigor científico prejudica a pesquisa acadêmica brasileira”, de Rafael Jardim na coluna “Contradições” (Jor­nal Opção On-Line) era tudo que eu precisava para debater com meus colegas da área de saúde. Sou da área de educação, mas atualmente estou cursando uma nova graduação em saúde. Re­centemente foi proposto um trabalho sobre se é possível fazer ciência sem rigor científico (normas rigorosas, testagens laboratoriais etc.) e eu como pertencente, primeiramente, às ciências humanas, afirmei que sim. Este artigo contribui para a minha afirmação.

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