Edição 1902 de 18 a 24 de dezembro de 2011
Do Leitor
Declaração de Ronaldo e a Copa de 2014

Eva Taucci 

O Editorial sobre a Copa do Mundo (Jornal Opção 1901) é um texto muito lúcido, mas tenho algo a acrescentar: o Brasil será outro depois de 2014. Virá uma crise econômica sem precedentes em terras tupiniquins. Agora estamos na crista da onda, somos Brics, atraímos investimentos, o consumo está em alta e a Europa e os EUA quebrados. Daqui a quase 2 anos, seremos nós a decretar estado de emergência financeira.

A Grécia entrou nessa situação caótica e levou a Europa toda, após uma “simples” Olim­píada.  Nós teremos dois grandes espetáculos desse porte — há também os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. A conta será em dobro e a corrupção, também. Eu digo aos meus amigos, que, se eles pretendem conquistar alguma coisa, que o façam agora: comprem seus carros, realizem suas viagens, financiem seus imóveis. Depois de 2014, tudo será muito mais caro por conta da crise financeira já anunciada.

Eva Taucci é radialista.
E-mail:  evamarcia@hotmail.com

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Eduardo Rodrigues 

O Brasil que tristemente vemos, hoje — único no mundo que tem a “primazia” de ter institucionalizado a banalidade, nepotismo, corrupção — tem agora um novo título a ser “comemorado”: Escola Oficina de Geppetto. Todos conhecem o romance “As aventuras de Pinóquio” (um personagem de ficção cuja primeira aparição deu-se em 1883, escrita por Carlo Collodi), onde o entalhador habilidoso construiu o grande mentiroso de madeira de lei.

Faço essa referência, para dizer, que estamos embrulhados pelas mentiras que assolam a gestão pública e o mundo do futebol. Escondem-se atrás das portas as verdades nuas e cruas de um avassalador assalto à Nação. Ricardo Teixeira, latifundiário e grileiro dos campos do esporte bretão no Brasil, emplaca mais uma das suas, quando arrasta para seu rendez-vous da Copa o incauto Ronaldo Fenômeno.

“Fenômeno”, sim, dentro da cancha, mas um completo imbecil com as palavras. Não vou aqui repetir a imbecilidade das palavras de Ronaldo sobre as prioridades da Copa, pois sabemos que não podemos alardear o “urro de um asno”. Quero então dizer, pelo que tenho visto e ouvido de especialistas: hospitais, mobilidade urbana, aeroportos e logística perfeita são prioridades para se realizar evento de tal magnitude. Denúncias de toda ordem estão pipocando nas revistas e jornais de circulação nacional. Mas o governo federal faz ouvidos moucos, como se tudo fosse trovoadas sem nuvens. 

Eduardo Rodrigues é radialista.
E-mail:  tribunadoeduardo@gmail.com

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Solowich Roncolato

Torci muito para Goiânia ser uma das sedes da Copa do Mundo no Brasil, mesmo tendo certeza que não assistiria a nenhum dos jogos ao vivo no Serra Dourada, justamente por pensar no que Goiânia ganharia com o evento.
Como que uma cidade (um País) vai querer receber milhares de pessoas sem disponibilizar assistência? Falar que precisamos somente de estádios não é só demagogia, é crime. Os turistas somente aumentarão as filas do SUS? A rede privada de assistência médica tem estrutura para receber e atender a todos com competência? Hospedagem, alimentação, transporte, saúde, lazer, são obrigações do anfitrião. Esta Copa no Brasil até agora é só decepção.

Solowich Roncolato é médico veterinário.

O Jornal Opção agradece as congratulações natalinas recebidas das seguintes autoridades:

- Governador Marconi Pe­rillo
- Deputado estadual Wag­ner Siqueira
- Reitor da Pontifícia Uni­ver­sidade Católica de Goiás, Wol­mir Therezio Amado